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Mostrando postagens com o rótulo cinema

Minha súdita

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Outro dia assisti ao filme “Meu rei” por indicação de um amigo. Perguntei de que se tratava, ele disse que era um drama francês sobre relacionamentos. Com essas indicações vagas, comecei a vê-lo. As primeiras cenas mostram uma mulher fazendo tratamento para recuperar o joelho (são cenas fortes, demos graças a Deus pelos ligamentos sãos que evitam nosso joelho de dobrar para frente...) e essa mesma personagem cerca de dez anos antes, quando ainda não era mãe. Seu nome é Toni, ela é advogada, parece divertida e segura de si. Na fase da juventude, ela conhece Georgio, formando aquele casal autêntico, cujos encontros iniciais são meio doidos e que a gente acompanha com um sorriso no rosto. Assim segue a narrativa, intercalando o presente (tratamento ortopédico) e o passado, que vai avançando ao encontro do momento atual. O espectador rapidamente entende que essa é a história de como aquele relacionamento começou e se deteriorou. Não posso reclamar de propaganda enganosa, de fato, tr...

Lugar de

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Esses dias, visitando meus pais, tive minha cota anual de TV Globo. Fiquei impressionada ao perceber que as demandas dos movimentos sociais não estão restritas às universidades, mas também chegaram à maior veiculadora de cultura de massa. As novelas agora têm personagens gordas, negras e gays em posições protagonistas, não só nos núcleos cômicos. Elogiável a decisão de finalmente parar de esconder essa grande parcela da população. Por outro lado, nós bem sabemos que não será a Globo que implantará uma revolução real, ela só está reproduzindo um pedacinho das mudanças promovidas a altos preços lá fora por agentes sociais. Além disso, acho importante frisar, ainda são poucos esses personagens, seguindo mais ou menos um modelo de cotas para atingir o politicamente correto, e não para representar a proporção real dessas pessoas na sociedade brasileira. Duas mulheres negras bem-sucedidas (uma advogada, outra psicóloga) numa mesma novela já é um recorde! Acho que isso é em I (coração) P...

Anna Karenina e a claustrofobia

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Toda sala de cinema é um pouco claustrofóbica. Ar parado, poltronas e piso infestados de ácaro, escuridão densa, estranhos sentados perto demais (e às vezes cutucando suas costas), barulho de mastigação, sussurros, o chato que faz shhhhh para impor ordem até no momento de lazer... Mas aí o filme começa, e uma janela de luz se abre bem à sua frente. Você se esquece do ambiente sufocante, desprende-se do seu ego mesquinho e viaja livremente. Bom, se você estiver assistindo a “Anna Karenina”, de Joe Wright, não é bem isso que acontece. Primeira cena, um palco de teatro. A cortina se abre e se inicia um giro frenético através de múltiplos cenários. Muitas portas, cortinas, cordas, escadas. Dezenas de personagens povoam esses ambientes móveis, preocupados com os próprios assuntos pessoais, indiferentes à coreografia que rege a todos, um compasso tão falso! Já viram algum filme do Peter Greenaway (sugiro “O bebê santo de Macon” para quem tiver estômago)? O jogo é bem parecido, fiquei ...

Roteiro para um filme de zumbis

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No meio de uma floresta, fim de tarde. Um homem corre, atrás dele há uma horda de zumbis. A câmera em primeira pessoa em relação ao humano. Respiração ofegante, ele está próximo ao portão de um forte. Até que ele tropeça, cai e testemunha as dentadas em seu corpo. Grito ecoante, pássaros voam. A câmera sobe do corpo sendo estraçalhado e segue em direção ao tal forte. Panorâmica. Vemos o local todo tomado por zumbis. Corpos humanos pela metade. É aí que descobrimos que o filme não se trata de humanos resistindo a zumbis, mas do fim da espécie humana e a luta que isso implicará entre as criaturas. Aparece o título na tela em letras cor de sangue: “Zumbis canibais”. Noite, chove. Zumbis se rastejam por todos os lados, lentamente, sufocando, não há mais carne humana. Famintos, se entregam ao solo esperando pela segunda morte. Um raio ilumina o céu. Um zumbi se levanta da lama e começa a escalar uma torre. No meio da subida, um raio o atinge, ele cai. Tela preta. Manhã. Um pássaro...

Frase (V)

Não há filmes ruins na TPM, todos nos levam a lágrimas fartas e sinceras.

Batman e o socialismo

Breve comentário sobre a parte final da trilogia de Batman por Christopher Nolan. Filme de herói americano contra vilão vindo de país obscuro (um lugar qualquer na África, no caso do Bane) que tenta implantar o socialismo nos EUA. Até aí nenhuma novidade, certo? Inclusive, é meio blasé usar esse tipo de tema hoje em dia, não concordam? (Assim como usar o termo “blasé”.) Até terroristas barbudos já estão meio fora de moda. Acredito que filmes mais atuais devam tratar da atomização das pessoas, do isolamento, da apatia diante de grandes causas. Mas daí também não haveria espaço para os super-heróis. Engraçado pensar que construímos uma sociedade em que colocar um colant colorido e lutar por seu país é bem ridículo. Não queremos ser salvos, estamos nos divertindo aqui nesta lama! Tenho a impressão de que algum filme de herói já usou esse argumento, não lembro qual. Mas uma coisa me fez pensar assistindo Batman. Algo além de todos os clichês contra o socialismo como “essa revolução não...

O homem, a Mulher, o amante, a esposa do amante e um voyeur

Um casal que dorme em quartos separados. Aliás, importante mencionar, vivem numa base militar. Ele é major, bonitão embora um tanto retraído, corretíssimo em suas tarefas (a ponto de parecer maníaco). Treina expressões no espelho, por não saber como agir naturalmente. Observando melhor, os colegas militares não o respeitam. Quando cavalga, seu traseiro se move estranhamente, os outros riem. A Mulher tem em abundância tudo o que lhe falta. Extrovertida, falante, adora galopar com seu cavalo, o imponente Firebird, e não se incomoda com a nudez – a sua ou a alheia –, pelo contrário, excita-se. Ela tem um caso com o militar que mora na casa vizinha. Aparentemente todos sabem, mas não comentam. A esposa do amante, essa sim, é motivo de piada na base. A pobre é paranoica e pajeada por um filipino supergay (seus passatempos consistem em dançar balé e pintar aquarela). Num passado recente, a companheira cortou os mamilos com uma tesoura de jardinagem, conta o marido e completa: não consegue su...

A kiss is just a kiss...

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Sabe quando você possui um objeto muito legal, mas, pela falta de uso, esqueceu-se dele? Hoje me ocorreu o feliz insight de que eu tenho um DVD de Casablanca que não via há uma era – culpa das minhas amigas (vou citar nomes: Ana, Bia, Marô, Boba, Paty e Maria Vitória), porque, quando a gente marcou de assistir, ficamos tipo umas cinco horas conversando e não sobrou tempo para o filme. Revi-o mal lembrando os detalhes, gostando ainda mais do que da primeira vez. Há um outro filme do qual já tratei neste blog, When Harry met Sally, em que os personagens discutem sobre Casablanca. Num primeiro momento, aos 22 anos, Sally defende que Ilsa (Ingrid Bergman) fez bem em embarcar com Lazlo, herói na resistência contra o nazismo, já que não haveria futuro com Rick, bêbado e persona non grata na América. Dez anos depois, a personagem de Meg Ryan se indigna: “Não, eu nunca diria isso! Ela tinha que ficar com o Humphrey Bogart” (a fala não é exatamente esta, mas o sentido sim). Assim como S...

Uma nota sobre relacionamentos

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(Desculpo-me desde já com os leitores se os últimos posts estão parecendo a coluna da Danuza Leão. Se for para criticar, que me chamem de Carrie Bradshaw, que tem muito mais estilo.) Relacionamento é uma palavra pesada. Talvez porque traga implícito o plural, já que você se relaciona com o(s) outro(s). Talvez porque remeta a ideias como compromisso, responsabilidade, sacrifício. Enfim, só coisa bacana. Relacionar-se é como estar num elevador subindo com dez obesos a bordo, chega a dar calafrios diante da iminente catástrofe. Ainda assim, ninguém quer ficar sozinho – pelo menos, não o tempo inteiro. Mesmo o cara egocêntrico (e sei do que estou falando) precisa do outro para se afirmar. Ao longo da vida construímos laços diversos: familiares, profissionais, de amizade (qual é o adjetivo correspondente a essa locução?) e amorosos. Esses últimos podem estar presentes nos anteriores, mas o destaco como uma categoria à parte para me referir aos casos que envolvem atração física. Vejam...

Pelo fim do preconceito com “Somewhere”

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“Um lugar qualquer” (Somewhere) é o novo filme de Sofia Coppola, que estreou ontem no Brasil. Apesar de não ser grande fã da diretora, estava curiosa para ver o que ela havia aprontado desta vez, dado o seu currículo de produções originais e cuidadosas. De apenas uma coisa tinha certeza: não se trataria de um blockbuster – “então o que seria?”, eu me perguntava. Convidei algumas pessoas para me acompanhar, mas ninguém se animou a ir (ainda que o ingresso custasse apenas R$ 3), alegando que seria chato. Não há muito que dizer contra esse comentário. De fato, Sofia traz como constante em seus filmes retratos da solidão, do tédio e da incomunicabilidade entre as pessoas. O seu ritmo é um pouco diferente do hollywoodiano e mais próximo do europeu, com cenas longas, poucos diálogos, quase nenhuma ação. Ela praticamente reduz o movimento (representado no cinema por 24 fotografias por segundo) de volta à imagem estática. Tudo o que eu disse até agora talvez só confirme a corrente do “é c...

Por que “Cisne negro” é duca

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 Fevereiro, mês feliz para os cinéfilos. É quando estreia a maioria dos grandes concorrentes ao Oscar. Até agora, consegui assistir a “Biutiful” e “Cisne negro”. Trata-se de duas produções super-estimadas pela crítica. Quando a gente finalmente vai vê-las, dá aquele medo de se deparar com filmes simplesmente bons, e não extraordinários. O primeiro tinha todos os ingredientes para ser duca (subúrbio, conflitos raciais, misticismo versus realidade), mas, para mim, acabou sendo simplesmente bom. O segundo, apesar da expectativa igualmente alta, conseguiu surpreender. Talvez seja falta de repertório cinematográfico meu, mas achei muito original a ambientação de balé – não confundamos com dança de salão ou de rua, que suscita outros tipos de conflitos. Uma trama sobre bailarinas tem todos os pontos positivos de filmes clássicos de boxeadores (treinos rigorosos; escoriações; pressão do treinador, da família e dos opositores; busca de um estilo próprio; o esporte e a vida do atleta...

Cuidado, não olhe para o lado!

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  Cinema é cultura de massa e para a massa. Concordam? Então me expliquem, por que “Os inquilinos” só estreou em uma sala de Curitiba, ainda por cima, localizada em um shopping de elite? A única explicação que pude pensar foi: preciosidades têm acesso restrito. Uma resposta ridícula em se tratando de cinema, que é uma mídia popular. Só fiquei sabendo desse filme graças à resenha de Eduardo Escorel, um dos poucos críticos de cinema em quem dá para se confiar, na revista piauí. Apesar da minha birra com a distribuição e a divulgação, não vou perder tempo com os defeitos e partir para o que merece ser elogiado. A direção traz um toque pessoal à história que eu não via desde “O jardineiro fiel”. Não se assemelham no sentido de usar câmera na mão, mas em arrancar dos atores seu melhor fingimento a ponto de parecer sincero. É esse o termo! O filme é sincero. O cabeça por trás de “Os inquilinos” é Sérgio Bianchi. Já ouviram falar? Eu tampouco. Agora imaginem a surpresa quando descobri ...

Passatempo masoquista

Odeio comédias românticas, mas, não sei se acontece também com vocês, adoro assisti-las na Sessão da Tarde quando eu estou atolada de coisas para fazer. Só pelo gostinho de fazer o que não deveria, sabem? Num desses dias, quando o TCC ainda me assombrava, vi "O casamento do meu melhor amigo". Filmezinho ruim, quase totalmente previsível, só que me atraiu em alguns aspectos. Vou pontuar em tópicos, porque são duas da manhã e isso não me deixa garantir a qualidade do texto: 1. Julia Roberts estava no auge de sua beleza e, caracterizada como uma jornalista durona e desleixada, me provoca uma simpatia imediata (por que será?); 2. Cameron Diaz, em compensação, está sem graça. Isso faz um bem danado para o ego de mulheres comuns como nós; 3. o macho disputado é bonito, mas um verdadeiro mala. Como a Julia pode gostar dele? É interessante como ela perde a racionalidade por causa desse besta. Mesmo as mais poderosas estão sujeitas a tal recaída. O desfecho disso, que me agrada ...

Il film più triste che abbia mai guardato

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O filme mais triste de todos: "Umberto D.", de Vittorio De Sica. A temática é semelhante ao célebre "Ladrões de Bicicleta" - desespero causado pela falta de dinheiro -, mas, por algum motivo, esse me tocou ainda mais.

Ela está de volta, a famigerada resenha de filme

Há dois anos, comecei a estudar italiano para conhecer a cultura dos meus antepassados. Uma pessoa não é uma ilha, certo? Ela é a soma de vários acontecimentos, e acredito que a origem influencia também de alguma forma. Além do autoconhecimento, eu cria que esse interesse me traria outros bônus, como a possibilidade de conhecer novos autores e músicos. O francês, por exemplo, me surpreendeu muito positivamente com Albert Camus, Jacques Prévert e Edith Piaf, mas o mesmo não ocorreu com o italiano. Eu já conhecia Umberto Ecco e Luigi Pirandelli – da música nem falo nada, detesto o estilo romântico –, só que nem um nem outro estão na lista dos meus favoritos. São bons e só. Agora, o cinema italiano foi uma verdadeira compensação. Conheci nos últimos meses Sergio Leone (“The good, the bad and the ugly”), Fellini (“La dolce vita”, “8 ½”), Bertolucci (“O último tango em Paris”) e, mais recentemente, De Sica. Ainda não vi o mais famoso dele, “Ladrões de bicicleta”, comecei por “Milagre em M...

Mais uma resenha: a única coisa que sei fazer (e nem isso faço direito)

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Só o que tenho feito ultimamente, quando não estou no jornal, é requentar. Por isso, lá vai uma resenha que produzi há alguns dias. (Sobre a foto: só falta eu deixar crescer a barba, e vocês não notarão diferença entre mim e este personagem do Russel Crowe.) (Sobre)vida longa ao jornalismo Em tempos de crise nos jornais e de uma enxurrada de opiniões especulativas avançando sobre a informação checada, Intrigas de Estado ( State of Play , 2009) é, de certa forma, um consolo. Apesar de o filme dirigido por Kevin McDonald se basear em uma série de televisão, ele defende a superioridade do jornal de papel sobre as mídias eletrônicas. O argumento central é que, em detrimento de seu enfraquecimento comercial, o texto impresso é uma ferramenta poderosa de justiça. O personagem principal da trama, Cal McAffrey (Russell Crowe), é o típico jornalista-herói que o cinema consagrou – aquele que vai até as últimas consequências para ter a notícia. Ele trabalha sob a pressão direta do conse...

Pangloss e suas discípulas no cinema

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Agora que terminei de assistir a todas as temporadas de “The Office” disponíveis na minha locadora posso voltar a locar filmes inteligentes e tornar meus finais de semana um pouco mais produtivos intelectualmente. Não que a trama do meu amado escritório seja burra, mas, sendo uma série americana, existe um limite máximo de inovação na dramaturgia. É aquela velha regra da TV: nivelar por baixo, ou melhor, supor que todo o público pensa como uma criança. Essa é uma afirmação que a gente sempre ouve na faculdade, mas posso dizer que senti sua veracidade na pele. Até os meus dez ou onze anos eu acompanhava fielmente todas as novelas da Rede Globo e algumas do SBT (Fascinação, Chiquititas, Pérola Negra, A Usurpadora e as três Marias-Qualquer-Coisa da Thalia). A partir da adolescência, passei a gostar cada vez menos e hoje, quando assisto, sinto que a programação em geral está me xingando de idiota. No entanto, creio que o cinema fora do circuito hollywoodiano tem um pouco mais de liberda...

Arizona dream

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Arizona Dream é um filme protagonizado por Johnny Depp. Foi lançado nos anos 90 – em 1993, para ser mais exata. Eu nunca ouvira falar dele até esse final de semana, quando ganhei o DVD de amigo secreto. Era inaceitável que eu, uma fã incondicional do Mendigo, não conhecesse um filme pós- Edward . Isso me deu uma baita sensação de culpa. Senti-me tão envergonhada por não conhecer toda a filmografia do meu ídolo que fui ao imdb e anotei todos os títulos que eu desconhecia. Eram seis, dois deles existem na minha locadora – os outros eu nem procurei, porque só têm versão VHS. (É triste pensar que, com o BlueRay, eles devem entrar em extinção, e eu nunca os verei.) O fato é que, graças a esse acesso de culpa, descobri um filme ótimo: Antes do anoitecer (2000). Embora o protagonista seja Javier Bardem, a breve participação do Johnny, que só acontece por volta de 1h30 e não dura mais do que três cenas, é inesquecível. E eu não estou falando do Bon bon, mas do tenente Victor. Muito, muito ...

Noite feliz

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Johnny Depp está confirmado no novo "Piratas do Caribe" 25/09/2008 - 20h49 da Efe, em Los Angeles O ator Johnny Depp interpretará pela quarta vez o capitão Jack Sparrow em "Piratas do Caribe", segundo informações da Disney, e ainda participará das adaptações "The Lone Ranger" e "Alice no País das Maravilhas", filme no qual ele dará vida ao Chapeleiro Maluco. Depp ajudou a Disney a arrecadar US$ 2,6 bilhões (R$ 4,7 bilhões) em bilheteria graças aos três primeiros filmes de "Piratas do Caribe", produzidos por Jerry Bruckheimer. "Alice no País das Maravilhas", cuja estréia está prevista para 2010 [vamos começar a esperar desde já!], será rodado em 3D usando técnicas de captura de movimento similares às de "A Lenda de Beowulf". Para este filme, cujo diretor será Tim Burton, também está confirmada a presença da atriz australiana Mia Wasikowska, 18, que viverá a pequena Alice. Além disso, a Disney anunciou qu...

O jornalista, os anunciantes e McCarthy*

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Assim que a tela se ilumina, o convite está feito: esqueça o ticket de estacionamento que venceu, deixe de lado as vitrines multicoloridas e volte para a década de 1950, para o mundo de glamour em preto e branco da televisão. Jazz tocando ao fundo, penteados impecáveis, a fumaça dos cigarros por todo lado, copos de whiskey como acessório obrigatório – o cenário está exposto. Esse é o universo recriado por George Clooney no filme Boa noite e boa sorte ( Good Night, and good luck , 93 min, 2005). O ator, embora tenha estrelado em mais de 50 produções para cinema e televisão, é praticamente um estreante na direção. Até então só havia dirigido um filme, Confissões de uma mente perigosa (2002), e uma série, Unscripted (2005). Apesar da curta lista de precedentes, Clooney fez um trabalho irretocável e ainda leva o mérito do roteiro, com a co-autoria de Grant Heslov. Essa parceria, que começou há quase 30 anos, rendeu a indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e resultou na criação...