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Estudando filosofia, descobri-me pensando em política

Disse que não ia falar de política, mas a carne é fraca. Estava aqui relendo uns trechos de "Introdução ao pensamento filosófico" (2011), de Karl Jaspers, e encontrei algumas passagens que descrevem tão bem o nosso governo que quis compartilhar com vocês. (As citações estão em em azul para distinguir dos meus comentários, que vêm logo abaixo) "Os homens e suas ideias políticas podem ser avaliados, se conhecermos os nomes dos estadistas a que dedicam admiração." (p. 77) O que dizer de alguém que admira D. Trump e C. A. Ustra? E de seu Ministro da Economia, que trabalhou para Pinochet? "Subsistir pela violência exige a vilania e a mentira: a razão exige a franqueza e o respeito aos compromissos." (p. 77) Se o presidente abandonar a truculência e se abrir para o diálogo baseado na razão, ele vai ter que ser honesto e respeitar as Leis, o que poderia gerar alguns problemas com a Justiça para ele, sua família e muitos de seus aliados... "A verdad...

"Essa vida é mesmo...

... um barco de merda, navegando em um mar de mijo, impulsionado por uma forte vendaval de peidos." (Waly Salomão, "Self-portrait", in: Me segura q'eu vou dar um troço) ** Depois do verso do maravilhoso Waly Sailormoon, fica difícil colocar algum conteúdo mais relevante, mas preciso dar notícias a vocês sobre a minha tentativa de resistir ao consumismo . Obviamente eu fracassei. Fiquei uma semana inteira sem abrir sites aleatórios de compras e aproveitei também o embalo para suspender o hábito de checar o noticiário a cada hora. Isso, em tempos de internet, foi um uma internidade (sorry...), deu tempo de o "presidente" fazer um zilhão de merdas e de passarem uns cinco caras pelo Ministério da Saúde. Ou seja, o ciclo "normal" de acontecimentos do Brasil pós-2016. A diferença é que não gastei meu tempo formando opiniões sobre a atitude de um bando de ignorantes raivosos. Alienação? Só desisti de esperar qualquer bom senso dessa turma. Para...

Extra! Extra! Bolsonaro veio para trazer paz aos povos

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Não é piada. Depois deste ano extenuante, buscando um sentido para a coisa toda, cheguei à conclusão de que Jair Bolsonaro é o maior mestre zen de todos os tempos. Precisávamos desesperadamente dele para despertar. Não bastava um liberal ou um banqueiro qualquer, tinha que ser o sujeito mais tosco já nascido nesta terra para nos libertar da cegueira em que nos encontrávamos acerca dos problemas de nosso país. O caminho para a iluminação não é fácil. Primeiro ficamos reativos, apegados aos pequenos prazeres. Ficamos presos num papo assim: "Ei, lembra a bonança de 2010? PIB padrão chinês, todo mundo comprando carro e tomando iogurte grego feito água, viagens de avião se democratizando, as universidades distribuindo bolsas de pesquisa e extensão, o Brasil emprestando ao FMI em vez de pegar emprestado, nosso maior problema era decidir onde aplicar a bolada do pré-sal... Bons tempos... O problema veio depois. Foi a recessão mundial. Não, foi a corrupção do PT. Não, foi o golpismo ...