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Mostrando postagens com o rótulo Paulo Henriques Britto

Tudo isso para dizer que não tenho o que postar hoje (mas o poema, que não é meu, vale a pena)

Passei o dia inteiro sem fazer nada. O mais odioso é pensar que não é tão difícil passar uma vida inteira assim, sem ter feito nada. Basta ter um computador e internet, não precisa nem ser de banda larga. Quase quebro o meu compromisso de postar diariamente. Não saí de casa, não aprendi coisa alguma, não tive qualquer conversa interessante. O que haveria, então, para lhes falar? Eu poderia imaginar algo, como nos velhos tempos. Não é o que fazem os excelentes escritores? Mas, lógico, não sou uma deles e não estou preparada para voltar à ficção ou à poesia. Depois de ter lido tanta coisa boa, me satisfaria com produções menores? Também elimino a possibilidade de falar de mim mesma, como se fosse o melhor tema do mundo. Não é. E humor estilo “Seinfield” é tão sem graça. Na adolescência, os que escrevem “mais bonito” na turma – o que, em geral, é sinônimo de “mais floreado” – costumam criar versozinhos sobre a dor de existir. E não é que aquelas besteiras lhes parecem geniais? A esse ...