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Mostrando postagens de fevereiro, 2010

"Eu sou cult, e daí?"

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Venho ao blog para fazer uma pausa em “O tempo recuperado” e, assim, prolongar um pouco mais a leitura. Puro medo da despedida. Vocês já sentiram isso em relação a alguma obra ficcional longa? Nem me lembre de “Guerra e paz”! Pois é, desta vez, trata-se da última parte de “Em busca do tempo perdido”, obra maior (em todos os sentidos) de Marcel Proust (1871-1922). Ela entrou em minha vida há quatro anos, quando emprestei “O caminho de Swann” na biblioteca da universidade. Fazer o que se o meu curso de graduação me deixava tanto tempo livre? Gostei de cara, só que essa série não é do tipo que se lê numa sentada. Decidi, então, que leria um livro a cada janeiro (são sete no total). Esse era um ritual de férias delicioso. Pena que, depois do nascimento de minha sobrinha, as farras literárias do verão ficaram seriamente comprometidas. Como resistir aos grands-bleus? Impossível! Eu passava facilmente todo o verão sem me aproximar de leituras pesadas, só rolando pelo chão e assistindo a ...

Passou o Carnaval, não tem mais desculpa: hora de começar o ano

As noites excessivamente quentes estão de volta. Às 21 horas, comecei a ler um livro do poeta Ivan Junqueira. Às 21h15, encostei o volume para pensar melhor sobre alguns versos que acabara de ler. Quando me dei conta, já conversava com a minha colcha no universo fantástico dos sonhos. A língua que usamos? Alguma coisa entre francês e colchês, macio musical melodramático. 1h18. Acordei meio perdida. Calor demais para dormir, tarde demais para fazer qualquer coisa séria. Hora de apertar o botão azul do computador (plin plin plin, anuncia o Windows Vista) e escrever, escrever sobre qualquer coisa, só porque eu não posso parar de escrever – embora não o tenho feito nos últimos dias e, por esse motivo, venho me torturando. Uma notícia mais do que velha: o Palmeiras desencantou no Campeonato Paulista. Talvez seja precipitado demais afirmar isso, mas as vitórias se tornaram tão escassas desde o final do ano passado que vencer o clássico era algo no qual eu não apostaria meu rico dinheir...

O mundo de Liv (épico em quatro atos)

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1. Tédio 2. Loucura 3. Celebração 4. A derrota súbita