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Mostrando postagens de 2010

Presente de Natal

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Eu lhes apresento Gigi. Quarenta dias de vida, órfã e barbuda.

Sonho natalino

Estamos em meados de dezembro, época ideal para fazer posts declarando meu amor à humanidade. Mas vocês não contavam com o fato de que eu não tenho televisão e nem rádio. Logo, I’m not in the mood. O que uma coisa tem a ver com a outra? Pasmem com o que eu constatei após passar quase um ano sem essas mídias: é impossível entrar no clima natalino sem o estímulo das propagandas. Quem nunca chorou com um comercial de peru (e eu nem gosto de peru...)? Sim, até os anúncios de ofertas de supermercado ajudam a gente a se emocionar e a esperar ansiosamente pelo dia 25 de dezembro! Faço, então, um agradecimento especial aos publicitários, que possibilitaram o meu sonho natalino durante a infância. Foi um inferno para os meus pais, principalmente quando eu inventava que queria casa da Barbie, boneca que chorava, bicicleta e tantos outros brinquedos absurdamente caros, mas, para mim, foram anos felizes. (Como é lindo o egocentrismo da juventude classe-mediana!) ** Como vocês podem ver, ...

Mãe, me compra um desse!

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Deu ontem no jornal: "Cientistas descobriram uma rã do tamanho de uma ervilha, a menor já encontrada na Ásia, na Ilha de Bornéu. Machos adultos da minúscula espécie têm de 10,6 a 12,8 milímetros, e o anfíbio foi batizado Microhyla nepenthicola. [...] Os cientistas dizem que rastrearam as rãs pelo canto, que começa ao pôr-do-sol. " -- Ainda sobra trabalho para a imaginação?

Para perder o cabaço

I. Preliminares É do conhecimento de todos os dois leitores deste blog que eu venho sofrendo de um terrível bloqueio. Depois de um tempo sem postar, porque estivera ocupada descascando abacaxis acadêmicos, simplesmente esqueci o caminho da roça. Cheguei a calçar as botinas, olhar para o céu procurando sinal de chuva, aprontar a quentinha... mas tudo não passava de um ensaio sem fim. Se não me engano, foi o Bilbo Bolseiro quem disse “sair de casa é algo perigoso: você dá o primeiro passo e não sabe onde vai parar” (citação não literal, baseado na minha memória nada-confiável). Decidi seguir o exemplo desse grande hobbit. Claro que não vou logo de cara caçar tesouros guardados por um dragão. Por ora, pretendo ir até a taberna, tomar uma cerveja e voltar antes de escurecer. E que maneira melhor de praticar isso na blogosfera do que falar da minha vida? Sim, voltei a ter 14 anos de idade. Se é assim que se perde o cabaço, vamos lá. II. Hora do vamos ver Faz duas semanas que comec...

Caderno de poesia da aluna Sularien

Hoje li este poema na Folha de S. Paulo e achei muito bonito, por isso, copio abaixo para vocês. Medo Autor: Raymond Carver Tradução: Cide Piquet Medo de ver a polícia estacionar à minha porta. Medo de dormir à noite. Medo de não dormir. Medo de que o passado desperte. Medo de que o presente alce voo. Medo do telefone que toca no silêncio da noite. Medo de tempestades elétricas. Medo da faxineira que tem uma pinta no queixo! Medo de cães que supostamente não mordem. Medo da ansiedade! Medo de ter que identificar o corpo de um amigo morto. Medo de ficar sem dinheiro. Medo de ter demais, mesmo que ninguém vá acreditar nisso. Medo de perfis psicológicos. Medo de me atrasar e medo de ser o primeiro a chegar. Medo de ver a letra dos meus filhos em envelopes. Medo de que eles morram antes de mim, e que eu me sinta culpado. Medo de ter que morar com a minha mãe em sua velhice, e na minha. Medo da confusão. Medo de que este dia termine com uma nota infeliz. Medo de ac...

Crime em família - parte final

(Não sabe do que se trata? Leia a parte 1 .) A pedido do meu neto mais velho, volto para terminar o relato do caso que comecei a investigar há algumas semanas. Sim, o mistério da dona Geraldinha foi resolvido, mas de forma tão sinistra que preferiria nunca mais pensar no assunto. Na verdade, nem entendi bem por que tenho que continuar. O Matheus só disse: “Vó, a senhora é a nova celebridade do Twitter. Tá todo mundo louco para saber a solução do caso. Não vai amarelar, hein?”. Preferi não perguntar quem era esse tal de Twitter para não passar por desatualizada. Imagino que seja alguém muito importante, no nível do Faustão ou da Ana Maria Braga. Tem também aquele mocinho do Fantástico que fala umas coisas muito engraçadinhas. Não lembro o nome, talvez seja até da turma do Twitter. Vou prestar mais atenção no próximo domingo. Onde havíamos parado mesmo? Ah, sim, lembrei. Depois que eu vi o rapaz mexendo na fechadura do restaurante, fiquei desconfiadíssima. Passei várias horas de bu...

Shopping, a gaiola das neuróticas

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O quadrinho acima saiu hoje na Folha. Não resisti e resolvi tirar um minuto para compartilhar aqui com vocês. Quem sabe um dia ainda não escrevo um texto de punho próprio? Piano, piano, estou tentando voltar à normalidade.

Pergunta e resposta

Por que eu não apareço há um mês e meio? Porque estou tentando recuperar a concentração perdida para me arriscar na carreira acadêmica. Este post do blog "link", do Estadão, explica melhor meu argumento: Concentração e Distração 6 de junho de 2010| Por Reuters Quando o escritor norte-americano Nicholas Carr começou a pesquisar se a internet estava arruinando nossas mentes, assunto de seu novo livro, ele restringiu seu acesso à internet, deu um tempo no e-mail e desligou suas contas no Twitter e no Facebook. Em seu novo livro The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains, ele diz que a rede está nos privando da capacidade aprofundada de raciocínio. “Minha falta de habilidade em me concentrar era uma grande falha. Por isso deixei o Twitter e o Facebook e voltei a checar e-mail apenas algumas vezes por dia, em vez de a cada 45 segundos”. Apesar de inicialmente se sentir “perplexo” com sua repentina ausência de conexão, Carr disse que em algumas semanas ele já ...

O Evangelho segundo Lula

Cristóvão Tezza Publicado em 7/04/2010 na Gazeta do Povo contato@cristovaotezza.com.br Sentindo-se solitário e triste na escuridão do final dos tempos, disse Lula: “Fiat Dilma!” E Dilma se fez. E Lula viu que estava razoável, contratou um instituto de beleza e outro de opinião, e viu que com ele ninguém podia, e resolveu separar os bons dos maus e a luz das trevas, para uma nova batalha celeste. E acalmou seu rebanho indócil e arregimentou profetas de outras colônias para sua nova missão; chamou os anjos mensaleiros, convocou os santos antigos e ungiu velhos inimigos convertendo-os à Guerra Santa pelo báculo Lulista. “Vai ser fácil!”, bradou ele na Assembleia do Purgatório, e os anjos abraçados fizeram “Hurra! Hurra! Hurra!” E Lula viu que isso era muito bom e foi descansar. E no segundo dia Lula resolveu desenterrar o Príncipe das Trevas, o satânico FHC, e viu que isso era bom; e lançou contra ele a Voz do Senhor, e separou as águas puras das impuras, o Bem do Mal, o Fim e o Iní...

Crime em família - parte 3

Adentrei o ambiente pestilento com a certeza de que, num momento de distração, acabaria tropeçando num cadáver. Para acabar com essa ansiedade, procurei logo a fonte do fedor. Vinha da cozinha. Graças a Deus, minhas suposições logo se mostraram infundadas. Tudo o que encontrei foram dois caldeirões de feijoada abertos sobre o fogão industrial. Deviam estar lá desde o sumiço de dona Geraldinha e sua família, isto é, cerca de cinco semanas. Imagine só todo aquele feijão fermentando e a carne de porco apodrecendo. Estava explicado o mau cheiro. Por via de dúvidas, dei uma busca geral por corpos escondidos. Tudo vazio e, à primeira vista, no seu devido lugar. O restaurante parecia pronto para atender os clientes: mesas postas, pilha de pratos e talheres limpos, travessas no buffet. Apenas uma fina camada de poeira e o cheiro, claro, indicavam o abandono do lugar. Pelo visto, naquele dia, eles se prepararam para atender, só que, entre as 10h30 e as 11h30, algum imprevisto aconteceu. D...

Crime em família - parte 2

O obstáculo que me aguarda nesta noite é mais árduo que qualquer mistério que Miss Marple já tenha resolvido. Um desafio quase impossível: colocar este corpo velho e maltratado na cena do crime. O local não é de tão difícil acesso. Trata-se de uma casa térrea, aproximadamente 100 metros quadrados, cercada por um pequeno quintal e protegida por três muros de dois metros e, na frente da fachada, uma grade de um metro que qualquer criança conseguiria pular. Pena que não seja o meu caso. Levei quase três dias para articular o plano. Nosso bairro é um dos últimos na cidade que ainda se pode considerar “de família”. Quando o relógio da igreja anuncia as 22 horas, já não há vivalma na rua. Todos em casa, assistindo à sua novela, se preparando para dormir. Isso me tirou um grande problema das costas: entrar sem ser vista. Oras, bastava sair à noite. Às 21h30, meu velho já roncava alto na poltrona. Sugeri a ele que fosse se deitar na cama, e lá se foi ele, resmungando o quanto eu o tornav...

Vida de estagiário pode virar série!

Dando uma pequena pausa na novela policial, eu tive que postar isto! Já adorava as tirinhas da "Vida de Estagiário", do Allan Sieber, agora posso também ver a adaptação para a TV! Achei que ficou muito boa e divertida. Dá de dez a zero na da Aline, da TV Globo. Vida de Estagiário from TV Brasil on Vimeo .

Crime em família

Há todos os elementos para esse ser um caso dos bons. Briga de família, desaparecimento, mistério. Esta ordem, presumo, seja como os fatos se sucederam, mas na minha profissão a gente vê tanta coisa que fica difícil abandonar de todo o ceticismo. Eu não me espantaria se primeiro tivesse acontecido o desaparecimento, que, por sua vez, causou a briga, aquela que muitos vizinhos testemunharam e que ainda hoje se comenta nas redondezas. Antes de prosseguir com as conjunturas sobre o caso “Dona Geraldinha”, apresento-me. Sou Miss Zampieri, detetive particular, mais conhecida como Dodô pelas amigas do clube de tricot e pelos poucos familiares mais velhos do que eu. Obviamente vocês estão pensando: eis a Miss Marple brasileira! Pensei o mesmo quando, entediada dos longos anos de aposentadoria, conheci essa simpática personagem de Agatha Christie. Somos idênticas na personalidade e nos hábitos, quem sabe, então, eu também não daria uma boa detetive? E não é que deu certo? Apesar do machismo ...

Green Dwight

Futuro maravilhoso, presente detestável

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Acabo de voltar de uma palestra com Marc Giget, fundador do Instituto Europeu de Estratégias Criativas e de Inovação. Ele era, em resumo, um francês para lá de otimista em relação ao futuro da humanidade. Em seu discurso, apresentou projetos de melhorias de vida nas cidades que devem ser implantados no tempo de uma geração, isto é, entrariam em vigor já por volta de 2040. Algumas coisas pareceram malucas e supérfluas demais para se concretizarem no dia a dia, como espelhos com memória visual, no qual você poderia acessar um banco de informações e manipulá-las - uma versão high-tech do espelho da Madrasta da Branca de Neve -, o uso massivo de robôs androides e o emprego de super-armaduras que multiplicariam nossa força (esses dois últimos são coisas já reais no Japão, de onde mais poderia ser?). Outras perspectivas apresentadas me deram um certo alívio em relação ao estilo de vida futuro. Moradia principalmente. Os apartamentos não serão laboratórios frios cheios de aparatos mecâni...

Lula, a pomba da paz

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Isso que é querer agradar a todo mundo! Na foto abaixo, Lula visita o Museu do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém (Fonte: UOL ). E, é claro, exibe toda a sua brasilianidade com esse terno preto e um kippot. Qual será a moda amanhã, quando ele visitar a Jordânia? Nosso Guia (todo crédito a Élio Gaspari), o cara da galera, viajou a Israel em missão de paz, para tentar uma conciliação na Palestina. Uma possível inspiração para Lula:

Cuidado, não olhe para o lado!

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  Cinema é cultura de massa e para a massa. Concordam? Então me expliquem, por que “Os inquilinos” só estreou em uma sala de Curitiba, ainda por cima, localizada em um shopping de elite? A única explicação que pude pensar foi: preciosidades têm acesso restrito. Uma resposta ridícula em se tratando de cinema, que é uma mídia popular. Só fiquei sabendo desse filme graças à resenha de Eduardo Escorel, um dos poucos críticos de cinema em quem dá para se confiar, na revista piauí. Apesar da minha birra com a distribuição e a divulgação, não vou perder tempo com os defeitos e partir para o que merece ser elogiado. A direção traz um toque pessoal à história que eu não via desde “O jardineiro fiel”. Não se assemelham no sentido de usar câmera na mão, mas em arrancar dos atores seu melhor fingimento a ponto de parecer sincero. É esse o termo! O filme é sincero. O cabeça por trás de “Os inquilinos” é Sérgio Bianchi. Já ouviram falar? Eu tampouco. Agora imaginem a surpresa quando descobri ...

A outra

 É cedo, o DJ apenas começou a esquentar. Ninguém ainda está tão bêbado, só as mulheres mais perfeccionistas fazem o primeiro retoque na maquiagem. Quando tocar Lady Gaga, e já está quase na hora, elas querem estar prontas para cair na pista e garantir o seu. Há uma pequena fila no banheiro feminino. Olha lá culpa de quem. Uma ruiva ocupa todo o espelho, onde caberiam perfeitamente duas moças mais modestas. Quem essa pensa que é? Nem tem cara bonita, também pudera demorar tanto. Então aquela colegial entra. Morena, reconchudinha, muito lápis preto nos olhos. Mal abriu a porta e quase deu de cara na última da fila – oito metros quadrados, dez mulheres, urina por todo chão. Localizou imediatamente o motivo do tumulto. Por um segundo, apertou as pálpebras, medindo o que sentia. Não queria parecer afetada pelo álcool, embora tivesse virado na última hora pelo menos dois blood maries, seu drink favorito entre os três que conhecia. Conseguiu perguntar num tom bastante sóbrio: ― V...

"Eu sou cult, e daí?"

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Venho ao blog para fazer uma pausa em “O tempo recuperado” e, assim, prolongar um pouco mais a leitura. Puro medo da despedida. Vocês já sentiram isso em relação a alguma obra ficcional longa? Nem me lembre de “Guerra e paz”! Pois é, desta vez, trata-se da última parte de “Em busca do tempo perdido”, obra maior (em todos os sentidos) de Marcel Proust (1871-1922). Ela entrou em minha vida há quatro anos, quando emprestei “O caminho de Swann” na biblioteca da universidade. Fazer o que se o meu curso de graduação me deixava tanto tempo livre? Gostei de cara, só que essa série não é do tipo que se lê numa sentada. Decidi, então, que leria um livro a cada janeiro (são sete no total). Esse era um ritual de férias delicioso. Pena que, depois do nascimento de minha sobrinha, as farras literárias do verão ficaram seriamente comprometidas. Como resistir aos grands-bleus? Impossível! Eu passava facilmente todo o verão sem me aproximar de leituras pesadas, só rolando pelo chão e assistindo a ...

Passou o Carnaval, não tem mais desculpa: hora de começar o ano

As noites excessivamente quentes estão de volta. Às 21 horas, comecei a ler um livro do poeta Ivan Junqueira. Às 21h15, encostei o volume para pensar melhor sobre alguns versos que acabara de ler. Quando me dei conta, já conversava com a minha colcha no universo fantástico dos sonhos. A língua que usamos? Alguma coisa entre francês e colchês, macio musical melodramático. 1h18. Acordei meio perdida. Calor demais para dormir, tarde demais para fazer qualquer coisa séria. Hora de apertar o botão azul do computador (plin plin plin, anuncia o Windows Vista) e escrever, escrever sobre qualquer coisa, só porque eu não posso parar de escrever – embora não o tenho feito nos últimos dias e, por esse motivo, venho me torturando. Uma notícia mais do que velha: o Palmeiras desencantou no Campeonato Paulista. Talvez seja precipitado demais afirmar isso, mas as vitórias se tornaram tão escassas desde o final do ano passado que vencer o clássico era algo no qual eu não apostaria meu rico dinheir...

O mundo de Liv (épico em quatro atos)

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1. Tédio 2. Loucura 3. Celebração 4. A derrota súbita

Perdoei João Gilberto

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Era puro preconceito, admito. Como alguém pode amar Bossa Nova e odiar João Gilberto? Eu conseguia. Pois é, vivi quase dois anos nessa contradição e sequer cheguei a pensar que havia algo errado. Eu justificava apenas: prefiro os cantores estilo samba-jazz, como Leny Andrade e Johnny Alf. João Gilberto era muito nhenhenhé para o meu gosto. Além do mais, tenho um ódio natural por caras cujo show custa um absurdo. Quando o U2, umas das minhas bandas preferidas na adolescência, veio ao Brasil e cobrou a partir de R$ 200 por ingresso, parei de acompanhar a banda. Também não perdi grandes coisas. Mesmo não tendo um ouvido absoluto, como dizem no meio musical, felizmente não sou do tipo que idolatra cantores sem talento – aquele tipinho boa-pinta que não sabe diferenciar uma nota musical da outra, conhecem? – que se promovem pela vida pessoal em vez de pela música. Dane-se você com sua filantropia, Bono! O ódio por João Gilberto surgiu por um motivo semelhante, acredito. Quando começaram as ...

Prisão de ventre

Há dias venho escrevendo este post mentalmente. Ele ficou tão grande na minha cabeça que terei que resumi-lo, se não se importarem. Tudo começou quando comprei a piauí deste mês na rodoviária de Araraquara. Só mencionei o local, porque me marcou muito a conversa que ouvi entre o dono da banca e um cliente. Eles diziam, exaltados, que os usuários de drogas seriam punidos pela providência divina. Viajando pelo estado de São Paulo, percebi que a diversidade enorme daquela região acirra o medo e este, por sua vez, o conservadorismo. Não sei se as coisas estão assim tão diretamente ligadas, mas as vi tão próximas e constantes que não pude deixar de fazer a relação. Então, em posse da revista mais anárquica da Abril e tomada de “um tédio enorme da vida” (Poetinha), devorei-a em dois dias. As matérias deste mês estão todas muito boas, recomendo principalmente àqueles que se interessam por cultura (perfil de Nuno Ramos e texto sobre Gilda de Mello e Souza), ciência (perfil do possível gan...

Conta-gotas

1) Frases fora de contexto: “Acabei.” “E aí, como foi?” “Ótimo. Nem vi o rapaz entrando!” 2) Frases no contexto original: “Oi. Liguei só para avisar que acabei de chegar a Curitiba.” “E aí, como foi de viagem?” “Ótimo. Dormi a viagem inteira. Acredita que quando partimos não havia ninguém ao meu lado, depois quando acordei, já em Curitiba, havia um cara. Ele passou por cima de mim, e eu nem percebi. Foi muito estranho. Nem vi o rapaz entrando!” ** As férias acabaram, e que venham os posts de 2010! Só para constar. Palmeiras já é lider após a primeira rodada do Paulistão. Sinto que este ano será especial no futebol. Mais sofrido do que o passado, impossível.