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Para sair desta modorra

Faz tanto tempo que não escrevo que mesmo rabiscar uma frase simples se torna um desafio. Mas já foi a primeira, agora deve ficar mais fácil. Para tentar reverter esta situação, a mistificação do ato de escrever, pensei que o melhor remédio seria publicar diariamente. (Uma rápida observação: uma professora me disse algo tão óbvio que me espantou nunca ter observado isto – publicar é tornar público, logo, sair da esfera privada. Na minha cabeça, agora, não consigo desvincular esse ato do de fazer política.) Então esta será a primeira tentativa, em dois anos de blog, de uma postagem diária. Vamos ver no que dá. Passei esta tarde na Biblioteca Pública do Paraná, meu abrigo favorito neste calorzão de Curitiba – para você ver que as melhores coisas da vida são de graça. Lá li uns textos sobre alteridade que me inspiraram muito, principalmente o de Godelier. O bendito é tão enrolado que duvido que ele próprio soubesse aonde queria chegar. Desconfio que e...

As mentiras que eu conto (parte I)

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Um post de volta ao velho formato: fragmentado e esquizofrênico. ** Falando em esquizofrenia, devo estar com um sério distúrbio, porque eu ri de uma piada do professor Mário. Foi assim. Ele havia entregado as provas de Ética e Legislação do Jornalismo. Alguém pergunta: — Professor, pode fazer em dupla? — Sim, mas só quem for esquizofrênico. Heh, eu devo ter rido de nervoso. Só pode. ** A caçada ao Vampiro de Curitiba chega ao final. Outro dia, conheci pessoalmente Dalton Trevisan. Essa é a melhor história da minha vida, então eu preciso contá-la direito. Vou tentar. ** Me bate, me chama de Ritinha Ritinha saía do colégio. A saiazinha de colegial dançava enquanto a dona cochichava com as amigas. De longe as espiava. Notaram: jovem e bonito. Riam, tentando abafar a boca com as mãos. Percebeu. Aquele som chamava. O pares de coxas roliças suplicavam por uma mão forte entre elas. — Oi, garotas. Conhecem alguma lanchonete por perto? — Tem uma logo ali, moço – respo...