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Mostrando postagens de janeiro, 2010

Perdoei João Gilberto

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Era puro preconceito, admito. Como alguém pode amar Bossa Nova e odiar João Gilberto? Eu conseguia. Pois é, vivi quase dois anos nessa contradição e sequer cheguei a pensar que havia algo errado. Eu justificava apenas: prefiro os cantores estilo samba-jazz, como Leny Andrade e Johnny Alf. João Gilberto era muito nhenhenhé para o meu gosto. Além do mais, tenho um ódio natural por caras cujo show custa um absurdo. Quando o U2, umas das minhas bandas preferidas na adolescência, veio ao Brasil e cobrou a partir de R$ 200 por ingresso, parei de acompanhar a banda. Também não perdi grandes coisas. Mesmo não tendo um ouvido absoluto, como dizem no meio musical, felizmente não sou do tipo que idolatra cantores sem talento – aquele tipinho boa-pinta que não sabe diferenciar uma nota musical da outra, conhecem? – que se promovem pela vida pessoal em vez de pela música. Dane-se você com sua filantropia, Bono! O ódio por João Gilberto surgiu por um motivo semelhante, acredito. Quando começaram as ...

Prisão de ventre

Há dias venho escrevendo este post mentalmente. Ele ficou tão grande na minha cabeça que terei que resumi-lo, se não se importarem. Tudo começou quando comprei a piauí deste mês na rodoviária de Araraquara. Só mencionei o local, porque me marcou muito a conversa que ouvi entre o dono da banca e um cliente. Eles diziam, exaltados, que os usuários de drogas seriam punidos pela providência divina. Viajando pelo estado de São Paulo, percebi que a diversidade enorme daquela região acirra o medo e este, por sua vez, o conservadorismo. Não sei se as coisas estão assim tão diretamente ligadas, mas as vi tão próximas e constantes que não pude deixar de fazer a relação. Então, em posse da revista mais anárquica da Abril e tomada de “um tédio enorme da vida” (Poetinha), devorei-a em dois dias. As matérias deste mês estão todas muito boas, recomendo principalmente àqueles que se interessam por cultura (perfil de Nuno Ramos e texto sobre Gilda de Mello e Souza), ciência (perfil do possível gan...

Conta-gotas

1) Frases fora de contexto: “Acabei.” “E aí, como foi?” “Ótimo. Nem vi o rapaz entrando!” 2) Frases no contexto original: “Oi. Liguei só para avisar que acabei de chegar a Curitiba.” “E aí, como foi de viagem?” “Ótimo. Dormi a viagem inteira. Acredita que quando partimos não havia ninguém ao meu lado, depois quando acordei, já em Curitiba, havia um cara. Ele passou por cima de mim, e eu nem percebi. Foi muito estranho. Nem vi o rapaz entrando!” ** As férias acabaram, e que venham os posts de 2010! Só para constar. Palmeiras já é lider após a primeira rodada do Paulistão. Sinto que este ano será especial no futebol. Mais sofrido do que o passado, impossível.