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Sim

Estava pensando em um cenário hipotético no qual eu, uma mulher jovem, solteira e com uma independência financeira muito recente e frágil, para não dizer questionável, ficasse grávida. A pressão mais explícita viria da família, representante desta classe-média conservadora (progressivo na concepção deles é, no máximo, ter amigo preto ou gay). Eu não te reconheço mais! Você fez sexo fora do casamento! Agiu como uma qualquer! Envergonhou seus pais! Deus te castigou! Haveria também a pressão dos colegas da minha geração, essa mais velada. Como você pode ter feito sexo sem proteção? E se tivesse pego uma doença? Essa criança vai arruinar sua carreira e sua vida sexual! Seu corpo e sua disposição nunca mais serão os mesmos! Seja pelo discurso dos velhos moralistas, seja pelo dos liberais hedonistas-cientificistas, percebo que estamos todos cegos. Como interpretar essa gravidez “fora de hora” (sem carteira assinada, sem plano de saúde, sem registro de casamento... enfim, sem “condições...

O que vou dizer... [I]

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... quando meus filhos ou sobrinhos (o que é mais provável) perguntarem por que faz mal comer doce se é tão gostoso. Versões: a) teológica: os prazeres da carne são tentações para nos desviar do bem maior, Deus. Eles são efêmeros e, quando acabam, nos levam ao sofrimento. O alimento que o estômago pede nos satisfaz por pouco tempo, logo precisamos de mais; já o alimento do espírito, que é a palavra de Deus, nos sacia pela eternidade afora. Se você vive apenas para o corpo, o espírito passará fome e, enfraquecido, não o impedirá de pecar. É preciso atender às necessidades os dois, mas colocar o espírito, substância mais pura que a matéria corpórea, como mandante de nossa vida. Agora larga esse pacote de Negresco (como isso entrou em casa, para início de conversa?) e se troca para a gente ir à missa. b) nutricional/estética: a textura da gordura e do açúcar derretendo na boca provoca o prazer. Agora, se você acha que vale a pena ficar gordo, diabético e com veias entupidas par...

Final feliz?

Pesquisas com células-tronco embrionárias são liberadas Depois de três anos de debates, estudos podem voltar a ser desenvolvidos sem restrições Está oficialmente decidido: as células-tronco embrionárias podem ser utilizadas em pesquisas – desde que estejam congeladas há mais de três anos e haja a autorização de seus genitores, como a Lei de Biossegurança especificava já em sua criação, em 2005. Na noite dessa quinta-feira (29), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, anunciou o resultado da votação, que foi acirrado. Dos 11 ministro, seis foram contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade – processo movido pela Procuradoria-Geral da República para anular a validade a lei que ampara as pesquisas. No fim, prevaleceu o argumento levantado pelo ministro Carlos Ayres Britto: “Um embrião congelado, que jamais será gerado, não pode gozar dos direitos de proteção da vida e da dignidade da pessoa humana”.

Thanks god and mammy!

Gostaria de agradecer a todos que acompanharam a série de reportagens idealizada e editada por mim. Quem não faz a menor idéia do que estou falando, basta entrar aqui - http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/3326 -, que tem a introdução com os links para as quatro matérias. Sem querer parecer metida, mas com a bola cheia (sem dúvida!), cada elogio ao trabalho dos meus repórteres me fazia sentir como se fosse direcionado a mim mesma. É triste não ser a pessoa quem escreveu os textos, mas ter pensado em títulos (alguns me levaram muito tempo; há testemunhas), encontrado fotos (imagens boas com créditos são uma raridade no Google), checado dados e enchido de alterações vermelhas todos os parágrafos no Word me faz sentir um pouco mãe dessa produção. Como cereja no bolo dessa despedida, segue o comentário da nossa ombudsman: "Além disso, no on-line a editoria [de C&T] está atraente. A arte e a ciência sempre foram à frente de seu tempo a partir da criatividade e o especial...

Jabá

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Maravilhosa esta foto, não? Nem sei de onde é, peguei apressadamente no Google, mas, se fosse arriscar, eu diria que é de algum filme que conta uma das histórias de Arthur C. Clark ou de H. G. Wells. Ficaram com vontade de locar um filminho trash de ficção científica ou pegar um livro com uma história absurdamente inverossímil para ler? Pois aproveitem que hoje é Dia do Livro para acompanhar a série de reportagens sobre autores visionários e suas obras dentro desse gënero. A introdução já tá no site - www.jornalcomunicacao.ufpr.br - e, a partir desta noite até sábado, sairá uma matéria por dia. Tá bem legal, vejam lá! Eu não sei fazer propaganda, mas espero ter convencido alguém. Vamos lá dar uma força para os meus repórteres, que se esforçaram tanto para concretizar o meu plano maluco de fazer essa série.

Um exemplo para os cães de todo o mundo

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Nas fotos, Laika, a primeira cachorrinha que foi enviada ao espaço, há 50 anos. Após algumas horas em órbita (entre 5 e 7), ela morreu devido ao estresse e ao superaquecimento. Por que ninguém nunca se lembra desse detalhe sórdido na hora das homenagens? ** Só expressando minha frustração de não poder citar o caso dela numa matéria sobre viagens espaciais - nem fui eu quem escrevi, sou só a editora...