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Revisita mais do que esperada: óbvia

Você já acordou com vontade de conversar? Sim, uma conversa qualquer, banal, louca, chata (até isso vale), interessante, repetida, qualquer uma! Acho que não, né? Isso mais me parece doidice da minha cabeça, mas… Por que não passa? Para alguém que se gaba tanto de ser auto-suficiente e amante da solidão, depender desse modo de outrem – e, pior, não ter tal necessidade saciada – é aterrorizante. ** Imagino o que seja. Saudades, talvez. Da vida a que fui condicionada nos últimos dois anos e que agora (finalmente) começo a apreciar. Escolha errada, ou melhor, tardia, porque logo serei jogada para uma outra vida qualquer. Com esse sentimento de “perdi-algo-importante-mas-não-sei-o-que-é”, passei o dia arrumando as malas e, nos intervalos, lia Drummond. Ah, há quanto tempo não fazia isso… O poeta falava para mim, assim baixinho no meu ouvido, aquelas verdades que tanto doem. Confesso que não sou grande leitora dele (como não ser? que vergonha tenho por ser profana diante do verdadei...