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Quando certos cantores vêm para a nossa cidade (ou nosso país, se for um estrangeiro), é hora de desfalcar a poupança e ir, sem importar quanto custa ou se o artista em questão está em uma fase medíocre. E, infelizmente, esse é o caso de Caetano Veloso com seu “Abraçaço”. Ingresso comprado, adquiri o álbum para me preparar para o show. Minha primeira impressão foi de algo estranhíssimo, mas não no sentido positivo de esquisito como “Araçá azul”. A capa do disco já dá uma amostra disso, todas as mãos deveriam ser acolhedoras, mas elas são sinistras, assim como o olhar do próprio Caetano. Não posso traçar muitas comparações com a carreira do Caetano, porque eu só comecei a escutá-lo há menos de um ano e não domino o assunto. Só sei que meus álbuns favoritos são “Transa”, “Qualquer coisa” e “Caetano e Chico juntos e ao vivo” – ou seja, as coisas da época da tropicália. O “Cê” (2006), primeira obra da parceria com a banda Cê, que se encerra neste “Abraçaço”, até que é bacana em alguns...