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Mostrando postagens com o rótulo Palmeiras

Passou o Carnaval, não tem mais desculpa: hora de começar o ano

As noites excessivamente quentes estão de volta. Às 21 horas, comecei a ler um livro do poeta Ivan Junqueira. Às 21h15, encostei o volume para pensar melhor sobre alguns versos que acabara de ler. Quando me dei conta, já conversava com a minha colcha no universo fantástico dos sonhos. A língua que usamos? Alguma coisa entre francês e colchês, macio musical melodramático. 1h18. Acordei meio perdida. Calor demais para dormir, tarde demais para fazer qualquer coisa séria. Hora de apertar o botão azul do computador (plin plin plin, anuncia o Windows Vista) e escrever, escrever sobre qualquer coisa, só porque eu não posso parar de escrever – embora não o tenho feito nos últimos dias e, por esse motivo, venho me torturando. Uma notícia mais do que velha: o Palmeiras desencantou no Campeonato Paulista. Talvez seja precipitado demais afirmar isso, mas as vitórias se tornaram tão escassas desde o final do ano passado que vencer o clássico era algo no qual eu não apostaria meu rico dinheir...

Prisão de ventre

Há dias venho escrevendo este post mentalmente. Ele ficou tão grande na minha cabeça que terei que resumi-lo, se não se importarem. Tudo começou quando comprei a piauí deste mês na rodoviária de Araraquara. Só mencionei o local, porque me marcou muito a conversa que ouvi entre o dono da banca e um cliente. Eles diziam, exaltados, que os usuários de drogas seriam punidos pela providência divina. Viajando pelo estado de São Paulo, percebi que a diversidade enorme daquela região acirra o medo e este, por sua vez, o conservadorismo. Não sei se as coisas estão assim tão diretamente ligadas, mas as vi tão próximas e constantes que não pude deixar de fazer a relação. Então, em posse da revista mais anárquica da Abril e tomada de “um tédio enorme da vida” (Poetinha), devorei-a em dois dias. As matérias deste mês estão todas muito boas, recomendo principalmente àqueles que se interessam por cultura (perfil de Nuno Ramos e texto sobre Gilda de Mello e Souza), ciência (perfil do possível gan...

Conta-gotas

1) Frases fora de contexto: “Acabei.” “E aí, como foi?” “Ótimo. Nem vi o rapaz entrando!” 2) Frases no contexto original: “Oi. Liguei só para avisar que acabei de chegar a Curitiba.” “E aí, como foi de viagem?” “Ótimo. Dormi a viagem inteira. Acredita que quando partimos não havia ninguém ao meu lado, depois quando acordei, já em Curitiba, havia um cara. Ele passou por cima de mim, e eu nem percebi. Foi muito estranho. Nem vi o rapaz entrando!” ** As férias acabaram, e que venham os posts de 2010! Só para constar. Palmeiras já é lider após a primeira rodada do Paulistão. Sinto que este ano será especial no futebol. Mais sofrido do que o passado, impossível.

É tudo culpa do Palmeiras

Fui assistir à final do Brasileirão em um boteco perto de casa. No meio de um monte de ursos coxas-brancas, lá estava eu com a minha camisa marca-texto, acompanhada de um amigo paranista e outro atleticano – só que estes não revelaram seus times em prol da segurança pessoal. O Grêmio abre pontuando. Opa! Coisa boa: tira o Flamengo-Marrentinho do título e dá a esperança ao Palmeiras de chegar lá. Se não desse para nós, pelo menos seria o Inter, que é uma perspectiva não tão má de campeão. Conforme os próximos gols saíram, a tabela mudava totalmente. São Paulo chegou ao segundo lugar (desespero), Coritiba caiu para o 17º e, o pior, então, acontece: Palmeiras cai para o quinto, perdendo de 2X0 para o Botafogo, e passa a depender do Santos (!) para ir à pré-Libertadores. No bar, tensão geral. Naquela situação, o que mais me surpreendeu foi que os coxas-brancas ali presentes, desde o primeiro minuto do primeiro tempo, torciam mais para o Palmeiras massacrar o Botafogo do que para o ti...

Verdão, você me envergonha, mas eu te amo!

Ônibus do Palmeiras é apedrejado em emboscada na volta de Itu Do UOL Esporte Em São Paulo O ônibus com a delegação do Palmeiras sofreu neste sábado uma emboscada quando voltava da cidade de Itu, interior de São Paulo. Já em território paulistano, o veículo foi recebido com pedradas por cerca de 15 torcedores a paisana não identificados. O elenco palmeirense foi surpreendido pelos agressores na saída da rodovia Castelo Branco, na tarde deste sábado. Todos os integrantes da delegação passam bem. Depois de ser atacado, o ônibus seguiu trajeto normal até a concentração alviverde. Ainda não se sabe se quem apedrejou o veículo do Palmeiras era de torcida organizada. A direção do clube não registrou Boletim de Ocorrência já que ninguém foi atingido. O Palmeiras se refugiou em Itu desde quarta-feira para se preparar melhor para a partida deste domingo contra o Atlético-MG, às 17h, no estádio Palestra Itália. As duas equipes brigam de forma direta por uma vaga na Libertadores do ano q...

Luto

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Isto já deve ter acontecido com todo mundo, acredito, só que por motivos diferentes. Nesta manhã, abri os olhos, espantei-me com tanta claridade e fui ver no relógio do criado-mudo que horas eram. Sete e vinte. Num dia normal, eu pularia da cama para ir ver o Bom Dia Brasil, que começara há cinco minutos – o primeiro bloco é, em geral, o melhor. Mas daí eu lembrei de ontem e desejei mais do que tudo voltar a dormir e não acordar mais. Não levantei. Não queria, não tinha motivos. Que se dane o jornal. Afinal, para que os mortos precisam saber das notícias do dia? Dormi mais uma hora, até ver que não havia mais jeito de enrolar. Eu tinha que levantar alguma hora, nem que fosse para ficar assombrando os pobres vivos. Mas eu não parava de pensar: o Palmeiras não vai disputar mais a Taça Libertadores. Nunca mais neste ano. Nem sei se vai no próximo. E se for, vai ter que começar a campanha toda do zero. Passei tanto sofrimento torcendo para acabar nesse vazio? Porque quem acompanhou sab...

I muratori di ogni donna

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DEDICATÓRIA Dedico minha tese ao homem que me mostrou o caminho do sucesso e da felicidade. Obrigada! JUSTIFICATIVA Ontem, dia do jogo Palmeiras vs Colo-colo pela Taça Libertadores da América, vesti minha camisa marca-texto e desfilei pela cidade, tornando-a mais luminosa e bonita. A alguns passos de distância de mim, um pedreiro disse a seu colega: — O Palmeiras é o melhor time do Brasil. Fiquei impressionada. Era uma baita coincidência do destino encontrar um amigo palmeirense para dividir minha aflição a respeito do jogo – tínhamos a obrigação de ganhar para conseguir passar para a segunda fase. Eu quase esbocei um sorriso de cumplicidade e simpatia, não fosse seu colega, que, por acaso, não havia notado minha aproximação, responder: — Nem tanto, tá meio mal das pernas. Desgraçado, fdp, corinthiano! Fechei a cara e, por pouco, não mijei na marmita deles. Moral da história: eu amo pedreiros (mas nem todos). Após esse episódio, resolvi pegar a pena e debruçar-me no ...

Qualche piccolino pensiero

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Parquinhos me apavoram, pois me lembram pedofilia e assassinatos macabros. Sempre que passo por um, fecho os olhos e deseja que não haja mais ninguém para me pegar no flagra – seja testemunhando minha fraqueza ou a transformando em realidade. Hoje, quando eu cruzava aquele círculo de areia satânico, havia uma velha sentada na mureta. Trocamos olhares desconfiados por cinco segundos. Percebi que ela mexia bem devagar a mão em direção à sua bolsinha-de-velha. Mais do que veloz, atirei-me atrás de uma caçamba de lixo. Por um triz não viro mistura do RU. Velhinhas com lencinho de seda e broche no pescoço estão na mesma categoria de parquinhos. Juntando os dois, só pode se esperar um resultado: merda. ** Velhinhas japonesas, ao contrário, são sempre boas. Chapéu de pescador, calças curtas e sapatilhas. Sim, dulcíssimas. E há um quê a mais. Tenho certeza de que todas elas são capazes de ler a nossa alma. Nesta tarde, ainda atarantada com o incidente no parquinho, uma dessas senhora...

Foi mal

Preciso me retratar com a torcida do Palmeiras. Gente, desculpa por ter ido ao jogo e, com o meu pé-frio do c******, fazer o nosso time do coração perder. Admito que foi por egoísmo. Da outra vez até que não. Eu nunca havia visto o Palmeiras em campo ao vivo e tinha a curiosidade. Ok, perdoada. Mas hoje era desnecessário; eu já conhecia o ambiente, o clima e a "cara" do time. Insisti em ir só para estar um pouco mais perto dos meus ídolos - principalmente do Valdivia, que não estava no jogo contra o Atlético, do Gustavo, do Martínez (nunca vou esquecer aquele beijinho que ele me mandou...) e do Marcos. Mas decidi: futebol agora só pela TV, ok? Não quero pôr em risco a nossa taça do Brasileirão 2008.

Buona Pasqua

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Uma mulher que não entende do assunto falando de algo que todo homem acha que entende

Acharam que esse blog iria se limitar à política e a outros assuntos que, em geral, são enquadrados como complexos e chatos? Não, não... É hora de variar. Não foi isso que eu prometi no primeiro dia? Pois bem. Hoje estou com vontade de falar de futebol. Pelo título vocês já estão preparados para ouvir palavras de uma leiga. Oras, esses são ensaios de senso comum, se eu fosse experta no assunto, fugiria à proposta! (Viram como se dá uma bela maquiagem na própria ignorância? Saída de mestra). O que me motivou a escolher esse assunto? Bem simples: o massacre de ontem do Palmeiras. Gente, o que foi aquilo? Mas primeiro vamos fazer um rápido relato da minha relação com o Verdão. Tudo começou no longínquo ano de 1996. Eu tinha 7 anos e vi a boa campanha do Palmeiras no Brasileirão. Aqueles anos da década de 90 foram o auge. Tenho algumas recordações vagas desse período, nem saberia organizá-las cronologicamente sem a ajuda do Google. Lembro que, logo que comecei a torcer, os meus favor...