Arizona dream

Arizona Dream é um filme protagonizado por Johnny Depp. Foi lançado nos anos 90 – em 1993, para ser mais exata. Eu nunca ouvira falar dele até esse final de semana, quando ganhei o DVD de amigo secreto. Era inaceitável que eu, uma fã incondicional do Mendigo, não conhecesse um filme pós-Edward. Isso me deu uma baita sensação de culpa. Senti-me tão envergonhada por não conhecer toda a filmografia do meu ídolo que fui ao imdb e anotei todos os títulos que eu desconhecia. Eram seis, dois deles existem na minha locadora – os outros eu nem procurei, porque só têm versão VHS. (É triste pensar que, com o BlueRay, eles devem entrar em extinção, e eu nunca os verei.)

O fato é que, graças a esse acesso de culpa, descobri um filme ótimo: Antes do anoitecer (2000). Embora o protagonista seja Javier Bardem, a breve participação do Johnny, que só acontece por volta de 1h30 e não dura mais do que três cenas, é inesquecível. E eu não estou falando do Bon bon, mas do tenente Victor. Muito, muito sexy. Abaixo estão duas fotos que confirmam o que digo. Na segunda, imaginem esses dois gostosões se beijando... MEODEOS! Brokeback Mountain 2, please, please!




Voltemos ao assunto central deste post, o Arizona Dream. Nele, Johnny já tinha 30 anos, mas com carinha e corpinho de 20. A foto abaixo confirma o que disse. Gente, e eu to obcecada ou aí ele tá mesmo parecido com o meu namorado?


Sobre o enredo, não existe um grande conflito que amarre todo o filme – talvez o maior seja: Axel vai conseguir construir a máquina voadora ou se tornará um pequeno burguês? A história faz um apanhado dos sonhos e das frustrações dos personagens. A narrativa é onírica, quase surreal. Poderia até ser um antecessor de Peixe Grande. Mas por que não foi? Simples: porque é 100% trash. Nessa classificação, a trilha sonora e os (d)efeitos especiais (como o de peixe voador) caem como uma luva.

Nos Estados Unidos, o filme passou praticamente desapercebido. Já na França, virou um ícone cult. Tanta diferença de recepção é compreensível. Eu mesma me sinto dividida quando me pergunto se o filme é bom ou ruim. Não sei, não sei! Vejam-no sem qualquer prejulgamento, como eu fiz, e, se tirarem alguma conclusão, depois me digam.

A única coisa de que tenho certeza é que a interpretação do quarteto principal está excelente – também, Johnny e Faye nunca me decepcionaram. Além disso, o desenrolar da história não é clichê. Se é coerente ou se significa algo maior, já é outra coisa, mas pelo menos surpreende.

Falando em trash chique, lembrei de outro trabalho do Johnny tosco, mas muito bom. Abaixo segue a cena de A hora do pesadelo 2 em que o personagem dele morre. Não chega a dar um susto muito grande, mas dá um friozinho na espinha. Além disso, é muito engraçada e, por que não, até poética.



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Viajo hoje e não levo computador na bagagem. Obviamente não vou gastar minhas tardes ensolaradas em lan house, portanto, este blog vai passar por mais um longo período na seca. Pensando pelo lado positivo, vou poder voltar a ler bastante e ter idéias fresquinhas para despejar aqui. De qualquer forma, sinto muito pela ausência.

A partir de fevereiro ou março voltarei com as postagens semanais, aguardem! Até lá, bom natal, bom ano novo e boa putaria (= bom carnaval)!

Comentários

  1. finalmente vc voltou, su T_T

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  2. suelão! saudade! \o/
    em breve eu to ai!

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  3. Porra Sussu, tudo isso sem nos falarmos?

    E não é o Jerry Lewis do lado desse outro cara aí na foto? :P

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  4. Boas férias!

    Bons encontros com o Johnny, seja o real na tela, seja o imaginário com seu namorado... (bom carnaval com ambos)

    Até ano que vem!

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  5. Arizona dream! uhauhauha
    Su, morro de saudades de vc!

    Comprei um presente! Acho que vc vai gostar :D

    Beijo!

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  6. Anônimo5/2/09 15:19

    Ícone cult na França!
    Tenho que avisar o nosso
    caro ídolo Seltinho
    para ele não perder tempo
    caso viaje para as terras
    do além mar, e ao invés de
    ir visitar o Louvre ou a Torre Eifel, que vá assistir Arizona Dream!
    Bjo Su

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