Postagens

Mostrando postagens com o rótulo TV

Comentários aleatórios sobre “Master of none” (poderia ser uma resenha se eu estivesse mais empenhada)

Imagem
Começo esclarecendo que não gosto de seguir séries. Já fiz muito isso no passado, mas não me sentia bem, pois sabia que, mais do que um hobby, era uma forma de evitar algum problema maior: eu só deitava no sofá e deixava o dia passar, entretida demais para ter pensamentos obsessivos. No fim das contas, ver séries não era muito diferente de me entregar a joguinhos de frutas, compras online, aplicativos de encontro... todos meios de dar asas à ansiedade e à compulsão, ainda que disfarçados de atividades felizes e produtivas. Apesar dessa objeção, admito que há algumas poucas séries que ultrapassam a barreira do entretenimento compulsivo e conseguem ter um efeito mais duradouro sobre mim, flertando fortemente com o cinema de qualidade. Fazem isso não no atacado – como “Friends”, em que aqueles personagens se tornam tão presentes na nossa vida que a gente desenvolve uma bizarra familiaridade com eles –, mas no varejo, com episódios tão bem executados que a gente precisa de uns minutin...

Lugar de

Imagem
Esses dias, visitando meus pais, tive minha cota anual de TV Globo. Fiquei impressionada ao perceber que as demandas dos movimentos sociais não estão restritas às universidades, mas também chegaram à maior veiculadora de cultura de massa. As novelas agora têm personagens gordas, negras e gays em posições protagonistas, não só nos núcleos cômicos. Elogiável a decisão de finalmente parar de esconder essa grande parcela da população. Por outro lado, nós bem sabemos que não será a Globo que implantará uma revolução real, ela só está reproduzindo um pedacinho das mudanças promovidas a altos preços lá fora por agentes sociais. Além disso, acho importante frisar, ainda são poucos esses personagens, seguindo mais ou menos um modelo de cotas para atingir o politicamente correto, e não para representar a proporção real dessas pessoas na sociedade brasileira. Duas mulheres negras bem-sucedidas (uma advogada, outra psicóloga) numa mesma novela já é um recorde! Acho que isso é em I (coração) P...

Vida de estagiário pode virar série!

Dando uma pequena pausa na novela policial, eu tive que postar isto! Já adorava as tirinhas da "Vida de Estagiário", do Allan Sieber, agora posso também ver a adaptação para a TV! Achei que ficou muito boa e divertida. Dá de dez a zero na da Aline, da TV Globo. Vida de Estagiário from TV Brasil on Vimeo .

De Bagdá para o SBT

Enquanto preparo o jantar, sempre ligo a TV e, dependendo do que estiver passando, assisto um pouco para descansar – daí o problema é que sempre pego no sono e, assim, perco a noite toda. Graças a esse costume, nesta semana, fiz dois achados. Ambos foram no SBT, porque a Globo não pega direito aqui em casa. Só dá para ouvir, mas não vejo nada no meio dos chiados. A primeira pérola resgatada foi o Esquadrão da Moda – terça-feira, às 20h. O programa é apresentado por duas pessoas que supostamente são especialistas no assunto, uma modelo com cara de nojenta e um stilisher gay, que escolhem alguém “sem estilo” para lhe conferirem um. Fazem isso de maneira bastante simplista, isto é, jogam fora todo o guarda-roupa dela, dão algumas dicas em estúdio e concedem 10 mil reais para gastarem nas lojas parceiras – Arezzo, C&A, Triton e outras que não lembro por serem muito alto nível, pois ficam na Oscar Freire (rua onde nunca porei os pés em vida, amém). Se fosse só isso, até poderia ser...

A beleza tornando o mundo melhor

Quem é mulher (e vaidosa) sabe que quando a gente está bonita, todo o resto vai bem. Conversando com a Vanessa hoje, contei a ela sobre outra propaganda de que gosto muito. Esta daqui: Daí ela já lembrou de outra que ela adora. Esta: ** Post inútil. Pura indústria cultural. Quer algo mais divertido?

O jornalista, os anunciantes e McCarthy*

Imagem
Assim que a tela se ilumina, o convite está feito: esqueça o ticket de estacionamento que venceu, deixe de lado as vitrines multicoloridas e volte para a década de 1950, para o mundo de glamour em preto e branco da televisão. Jazz tocando ao fundo, penteados impecáveis, a fumaça dos cigarros por todo lado, copos de whiskey como acessório obrigatório – o cenário está exposto. Esse é o universo recriado por George Clooney no filme Boa noite e boa sorte ( Good Night, and good luck , 93 min, 2005). O ator, embora tenha estrelado em mais de 50 produções para cinema e televisão, é praticamente um estreante na direção. Até então só havia dirigido um filme, Confissões de uma mente perigosa (2002), e uma série, Unscripted (2005). Apesar da curta lista de precedentes, Clooney fez um trabalho irretocável e ainda leva o mérito do roteiro, com a co-autoria de Grant Heslov. Essa parceria, que começou há quase 30 anos, rendeu a indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e resultou na criação...

Ensaio sobre a pureza (e a perda dela)

Imagem