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Mostrando postagens com o rótulo universidade

Para que investir em humanidades e artes?

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Grande dia! Hoje havia papel e sabonete no banheiro da biblioteca da UF**. É raríssimo haver os dois, ainda mais no masculino. Tenho usado o masculino, porque o feminino está interditado desde o começo do semestre, sem previsão de conserto. Saindo de lá, pude voltar toda minha atenção para a leitura de Richard Rorty, já que não precisaria gastar energia mental pensando nos germes que eu carregava após uma ida ao banheiro sem os utensílios básicos de higiene. Hoje não! Com as retaliações, quero dizer, as contingências no Ensino Superior, muitos universitários têm ido a público para demonstrar a importância de suas pesquisas para a sociedade. Eu, como doutoranda em Teoria da Literatura e Literatura Comparada e bolsista da Capes, me sinto na obrigação de fazer o mesmo. Só temo não conseguir fazer isto tão rápido, angariar simpatias já à primeira vista. Tenham paciência para ler este texto e talvez, até o fim dele, quem sabe... Durante a minha pesquisa, não uso jaleco, nem bisturi, ...

Crise existencial acadêmica

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Alguém se reconhecerá no desabafo abaixo? Pensei em dividir estas angústias para lhes dizer: não estamos sozinhos em acharmos que estamos sozinhos. Porém, mesmo não estando sozinhos no sofrimento, a sensação de solidão ainda é imensa, então não acaba sendo verdade que estamos mesmo sozinhos? Bem-vindos ao clube da eterna crise da pós-graduação! E olhe que nem comecei o doutorado ainda... Diálogo mental com meu escritor favorito (preencha aqui o nome de sua preferência): Você que chegou lá, que eu tanto admiro por publicar livros de verdade, me diz como se faz para atingir um ponto em que você se sente seguro de que sabe muitas coisas ou pelo menos sabe muito bem poucas coisas? Quanto mais eu leio e penso, mais evidente fica minha ignorância sobre tudo. Isso na boca de um Sócrates, cujo valor intelectual está bem provado, parecem palavras de sabedoria, mas num contexto de modernidade, em que você é um novato precisando provar para pessoas capacitadas a sua capacidade quando voc...

"Menino de cor"

Testemunhei nesta semana uma demonstração de racismo inusitada: numa banca de concurso para professor na minha universidade. Assim que eu soube que o processo seletivo era aberto ao público, quis acompanhar as provas didáticas. Infelizmente, das três aulas a que assisti, apenas uma tinha o padrão de qualidade que eu esperava de um docente de Ensino Superior, as outras duas nem medianas chegavam a ser. Numa dessas, o candidato tentava compensar a falta de conteúdo com carisma, contava pequenas anedotas numa linguagem simples, o que resultava num ritmo até que interessante. Mas não é que, de repente, o fulano diz “menino de cor” para se referir a um personagem do conto “Uma vela para Dario”, de Dalton Trevisan? E um agravante: a caracterização colorida (preciso tirar um sarro, para não cair num lamento fastioso) do menino carregava o propósito de apontar a condição inferior desse. “Menino de cor”, repito, não é pouca bobagem. Eu tinha escutado direito? Era possível alguém dizer isso na...

Carta aberta de reclamação

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Excelentíssimo senhor reitor da Universidade Federal do Paraná, Zaki Akel Sobrinho, As fotos acima foram tiradas no dia 30 de março passado no Restaurante Universitário Central. Eis um exemplo da alimentação balanceada especialmente pensada para os estudantes: arroz integral, feijão, creme de milho, alface, gelatina e, no primeiro plano, um pedaço de costela bovina. Esse corte de carne é um dos meus favoritos, frequentemente peço para minha mãe cozinhá-lo com grão-de-bico nas felizes ocasiões em que a visito. O problema, como o senhor já deve suspeitar, é que não há carne na porção que me foi servida, apenas gordura. Ao checar a refeição dos meus companheiros de mesa, vi que a minha não era um caso isolado, e sim a regra. Reparando melhor, o senhor notará como a substância oleosa escorre pelas divisórias da bandeja e já começa a se solidificar, formando uma camada branca, inimiga número um de pessoas com histórico de problemas cardiovasculares na família, como é o meu caso. E...

Pergunta e resposta

Por que eu não apareço há um mês e meio? Porque estou tentando recuperar a concentração perdida para me arriscar na carreira acadêmica. Este post do blog "link", do Estadão, explica melhor meu argumento: Concentração e Distração 6 de junho de 2010| Por Reuters Quando o escritor norte-americano Nicholas Carr começou a pesquisar se a internet estava arruinando nossas mentes, assunto de seu novo livro, ele restringiu seu acesso à internet, deu um tempo no e-mail e desligou suas contas no Twitter e no Facebook. Em seu novo livro The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains, ele diz que a rede está nos privando da capacidade aprofundada de raciocínio. “Minha falta de habilidade em me concentrar era uma grande falha. Por isso deixei o Twitter e o Facebook e voltei a checar e-mail apenas algumas vezes por dia, em vez de a cada 45 segundos”. Apesar de inicialmente se sentir “perplexo” com sua repentina ausência de conexão, Carr disse que em algumas semanas ele já ...

PLANTÃO URGENTE

Deu no Estadão agora há pouco: Uniban expulsa aluna assediada por usar vestido curto em aula Universidade diz que atitude provocativa da aluna resultou em reação coletiva de defesa do ambiente escolar estadao.com.br SÃO PAULO - A Universidade Bandeirante informou em anúncio publicado em jornais paulistas neste domingo, 8, que decidiu expulsar a aluna Geisy Arruda de seu quadro discente. A estudante do curso de Turismo sofreu assédio coletivo no último dia 22 de outubro por ir ao campus de São Bernardo do Campo da faculdade com um vestido curto. O episódio ganhou repercussão na internet após vídeos do tumulto serem postados no 'You Tube'. No anúncio publicitário, entitulado ' A educação se faz com atitude e não com complacência' a universidade diz que tomou a decisão após uma sindicância interna constatar que a aluna teve uma postura incompatível com o ambiente da universidade, frequentando as dependências da unidade em trajes inadequados. Para a Uniban, Geisy p...

I muratori di ogni donna

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DEDICATÓRIA Dedico minha tese ao homem que me mostrou o caminho do sucesso e da felicidade. Obrigada! JUSTIFICATIVA Ontem, dia do jogo Palmeiras vs Colo-colo pela Taça Libertadores da América, vesti minha camisa marca-texto e desfilei pela cidade, tornando-a mais luminosa e bonita. A alguns passos de distância de mim, um pedreiro disse a seu colega: — O Palmeiras é o melhor time do Brasil. Fiquei impressionada. Era uma baita coincidência do destino encontrar um amigo palmeirense para dividir minha aflição a respeito do jogo – tínhamos a obrigação de ganhar para conseguir passar para a segunda fase. Eu quase esbocei um sorriso de cumplicidade e simpatia, não fosse seu colega, que, por acaso, não havia notado minha aproximação, responder: — Nem tanto, tá meio mal das pernas. Desgraçado, fdp, corinthiano! Fechei a cara e, por pouco, não mijei na marmita deles. Moral da história: eu amo pedreiros (mas nem todos). Após esse episódio, resolvi pegar a pena e debruçar-me no ...

Amendoins confeitados

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i. quem senta na ponta paga a conta Hoje quando foi ao RU (Restaurante Universitário, para quem não está familiarizado), me entregaram o seguinte informe: “Em virtude da ocupação do prédio da Reitoria, que vem impossibilitando o pagamento dos fornecedores de gêneros alimentícios (semi-perecíveis, carnes e hortifrutigranjeiros), bem como o registro de empenho pelo DCF/PROPLAN, comunicamos que a partir da próxima sexta-feira, dia 26 de outubro, os Restaurantes Universitários da UF** estarão fechados devido ao desabastecimento. Reitoria” Por que, não importa o que aconteça (greve, ocupação etc), são sempre os estudantes de menos recursos financeiros – e que, portanto, dependem vitalmente do RU – que pagam o pato? ii. a cobra, a mulher e o rabo de Truman Capote Vamos à nossa próxima delícia açucarada. Há tempos venho planejando escrever um post sobre ser mulher. Mas hoje vejo que ainda não estou pronta para esse assunto tão espinhoso. Então como lidar com o problema por ora?...