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I hate myself for loving you

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O título deste post foi tirado de uma música da Joan Jett (obrigada, Ni, pela indicação! Adoro vocalistas com cabelos bacanas!). Se tiverem a curiosidade de ver a letra , vão se deparar com uma bela declaração de amor a um filho da puta. Para resumir a ópera, ela diz: você me despreza, mas ainda estou aqui te querendo. Quem nunca insistiu em amar alguém mesmo sabendo que as chances de ser correspondido eram zero ou até menos? Aliás, começo a desconfiar de que as pessoas preferem amar sozinhas, como se a correspondência do ato implicasse desvalorização do sentimento. Parece-me que está em jogo o típico desejo de provar a própria importância, propor-se a conquistar algo que ninguém conseguiu, além de uma dose de impulso autodestrutivo. Esse é um lado da situação, bastante conhecido de nós, mas gostaria de enfocar também o outro, o do canalha. Você aí que sabe daquele cara ou daquela garota correndo atrás de você, coitados, e que não tem nenhuma intenção de corresponder, mas mesmo...

Rapidinhas – não é cultural, é orgânico!

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Vai passar Edward Mãos-de-Tesoura na Globo. Aêêê! Ouviram minhas reclamações de que não passava há muito tempo. Mas agora é tarde, porque eu já assisti em DVD há duas semanas (e me desidratei toda na cena em que a Kim dança sob o gelo espalhado pela escultura do Eddy). Melhor assim; não precisarei perder a minha tarde de faxina na frente da TV. Obs: Me perdoem aqueles que têm horror a filmes dublados e aqueles que são fãs incondicionais do Johnny, mas vou confessar: acho a voz que o dubla tão doce quanto a original. *** Não fui à missa ontem. Maperalá, eu tenho uma justificativa. Depois de minhas longas férias, gastei a manhã lendo jornal. Fiz a substituição baseada no seguinte raciocínio: a salvação da minha alma é muito incerta – na verdade, duvido que aconteça –, porém, se eu me esforçar, acho que ainda posso tentar remediar a minha estupidez. Lógico que os passos da sabedoria e do conhecimento não estarão escritos no caderno de política, nem de cultura e tampouco no Mais. S...

Por que me entupi de chocolate há quinze minutos

Vou contar como tudo aconteceu. Eu voltara do RU, já vestia minha roupa velha de ficar em casa (melamordedeus, nunca me façam uma visita vespertina surpresa se não quiserem me encontrar mendiga e com uns remédios estranhos na cara), resolvi ler um pouco antes de pegar firme no trabalho. A história do livro estava interessante, mas, sei lá por que, não consegui avançar mais do que um capítulo. Daí veio aquela idéia que nunca acaba bem: “Acho que não tem problema se eu deitar aqui no sofá por uns dez minutinhos”. Para começar, era um sono tão pesado que, no meu sonho, eu também sofria desse mesmo sono pesado. Vi-me sonolenta (sabe quando você não consegue manter os olhos abertos por mais que tente?) cambaleando pelos corredores da fac, matando aula para cochilar no sofá de um gabinete qualquer, tendo que ser apoiada por amigos feito bêbada. Talvez eu estivesse mesmo. Gente, alguém me confirme, eu não passei sonâmbula esta tarde pelo campus, né? E sabe o detalhe mais sórdido? Eu estav...