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Mostrando postagens com o rótulo música

Procura-se tradutor de caetanês, contratação imediata!

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Quando certos cantores vêm para a nossa cidade (ou nosso país, se for um estrangeiro), é hora de desfalcar a poupança e ir, sem importar quanto custa ou se o artista em questão está em uma fase medíocre. E, infelizmente, esse é o caso de Caetano Veloso com seu “Abraçaço”. Ingresso comprado, adquiri o álbum para me preparar para o show. Minha primeira impressão foi de algo estranhíssimo, mas não no sentido positivo de esquisito como “Araçá azul”. A capa do disco já dá uma amostra disso, todas as mãos deveriam ser acolhedoras, mas elas são sinistras, assim como o olhar do próprio Caetano. Não posso traçar muitas comparações com a carreira do Caetano, porque eu só comecei a escutá-lo há menos de um ano e não domino o assunto. Só sei que meus álbuns favoritos são “Transa”, “Qualquer coisa” e “Caetano e Chico juntos e ao vivo” – ou seja, as coisas da época da tropicália. O “Cê” (2006), primeira obra da parceria com a banda Cê, que se encerra neste “Abraçaço”, até que é bacana em alguns...

Ah, a arte, essa subversiva...

Segue letra de uma música de que gosto muito e que acrescenta lenha às ideias que vim expondo nos últimos posts, em especial sobre busca de paz espiritual versus de amor . Recomendo a versão cantada por Mônica Salmaso. ** Tempo de amor (Samba do Veloso) Vinicius de Moraes Ah, bem melhor seria Poder viver em paz Sem ter que sofrer Sem ter que chorar Sem ter que querer Sem ter que se dar Mas tem que sofrer Mas tem que chorar Mas tem que querer Pra poder amar Ah, mundo enganador Paz não quer mais dizer amor Ah, não existe coisa mais triste que ter paz E se arrepender, e se conformar E se proteger de um amor a mais O tempo de amor É tempo de dor O tempo de paz Não faz nem desfaz Ah, que não seja meu O mundo onde o amor morreu

O caminho espiritual (não tão) fácil de Madonna

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Não estou falando de Nossa Senhora, Maria, mas da cantora pop mesmo. Por algum motivo as pessoas abafam uma risadinha quando digo que Madonna é a artista que mais admiro no conjunto. Talvez pela descrença geral quanto às capacidades dela de compor e cantar sozinha (sem computador ou produtor célebre), talvez pela contradição com minhas crenças religiosas. Neste post, vou mostrar que a temática religiosa é uma constante na carreira dela e, ainda de quebra, indicar umas músicas nas quais ela canta lindamente, elevando quem a ouve um tantinho mais perto de uma experiência espiritual. As pessoas tendem a se lembrar dela com sutiã pontudo, beijando homens, mulheres e travestis (Justify my Love, ótimo clipe), dizendo que é uma garota materialista. Sim, Madonna é tudo isso, mas também tem outras facetas, como qualquer um de nós. E isto é o mais interessante nela: o pecado assumido. Ora ela se diverte pecando (“I’m a sinner, I like it that way”), ora gostaria de encontrar o caminho cert...

Turn up the radio!

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Contagem regressiva para o show da Madge! Enquanto isso, vamos entrando no clima com o clipe de Turn up the radio. Quando ouvi essa música pela primeira vez, não havia dado muita bola, mas acho que o vídeo levantou a moral do som. Segue letra abaixo, que me surpreendeu pela ideia bacana: se a vida não tá aquelas coisas, não desanimem, bees, vamos nos divertir com as condições que temos. Beijos, sejam felizes! (Para Ana: homens de regata também podem ser sexies.) Turn Up The Radio Madonna When the world starts to get you down And nothing seems to go your way And the noise of a maddening crowd Makes you feel like you're going to go insane There's a glow of a distant light Calling you to come outside To feel the wind in your face and your skin And it's here I begin my story Turn up the radio Turn up the radio Don't ask me where I wanna go We gotta turn up the radio It was time that I opened my eyes I'm leaving the past behind Nothing's ...

Duas divas da MPB

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Mansidão Gal Costa Vasto céu, diminuta luz estelar brilha entre as nuvens Esta voz que o cantar me deu é uma festa paz em mim Violão deita em minha mão, acordar algumas notas Colocar com exatidão na sombra o clarão sem fim Um amor que já me fez chorar agora não fará, não sofro mais assim Pois está tudo onde deve estar, nada será ruim Mansidão, luminosa paz, minha voz e aquela estrela Vasto chão, sensação feliz, seda, linho, lã, cetim Fonte: http://www.vagalume.com.br/gal-costa/mansidao.html#ixzz1zycnnmLP -- Após fazer um comentário mau (mas não injustificado) sobre Marisa Monte alguns posts atrás, gostaria de compensar aqui postando um vídeo no qual ela está linda. O problema não é a pessoa, é a produção. Fica aí minha reparação.

O que você quer saber de verdade

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Acima, clipe de "Ainda bem", música do último CD da Marisa Monte. Alguns comentários breves e descuidados. - Fotografia bonita. Esses clipes simples estão na moda pós-"Born this way" e similares, né? Gosto mais de flagrar uma troca de olhares linda como a encenada em "Ainda bem" do que um monte de esfeitos especiais. Lembrei daquele clipe do Paul McCartney, "My valentine", maravilhoso também. - Anderson Silva está bem sexy. Ela, em compensação, está com cara de bruaca de novela mexicana. Roupa horrorosa (que bojo mal feito é esse? Assuma a magreza, menina!) e escova caseira - NOT! - Essa é uma das músicas mais alegres do CD, junto a "Seja feliz". Mas elejo este o álbum o top 1 pra curtir uma fossa. Sugestões: "Depois", "Lencinho querido" e "Aquela velha canção". - Quando tiver gasto uns dois dígitos de reais em Kleenex ("guardo o lencinho branco que esqueceste ao me abandonar"), ouça a m...

Noturno

Ouvir Frank Sinatra é um poço sem fundo. A gente fica amando o amor. Sorte do primeiro que passar pela frente.

Se não me amares, eu te amarei

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Acima, vídeo de Maria Callas cantando “L’amour est un oiseau rebelle (Habanera)”. Esta música é da ópera “Carmen”, composta por Georges Bizet entre 1863 e 1864. O ritmo soa familiar, não? Em parte, porque foi importado de terras americanas, mais especificamente de Cuba; e também porque a história da cigana espanhola já faz parte do imaginário popular. Mesmo se você não frequenta teatros, acaba conhecendo uma ou outra coisa a respeito. Carmen é uma cigana espanhola que tem fama de devoradora de corações. De fato, ela é bastante bonita, independente e forte. Embora dúzias de pretendentes a sigam, ela não se prende a ninguém nem faz sacrifícios pelo amado da vez. Eu acredito que ela até ame, mas de forma descompromissada, isto é, não tenta fazer aquilo durar para sempre. Don José é bom filho e soldado. Está comprometido com a também honesta (e insossa) Micaela, mas tem a “sorte” de ser escolhido por Carmen. Ela lhe atira uma rosa enfeitiçada que o faz amá-la imediatamente. Assim, e...

A conjunção de cérebro e coração

No início do ano passado, inscrevi-me para um curso intensivo de italiano. Três semanas, quatro horas diárias, e teria meu diploma na língua. Eu havia acabado de chegar à cidade, quando fiquei sabendo que a turma fora cancelada. Era janeiro, as aulas já estavam pagas, eu terminara a faculdade há um mês, era mais uma desempregada na cidade grande. O que me restava fazer? Tomei a decisão mais estranha naquele momento: pedi para me transferirem para a turma de alemão. Embora eu tenha a pretensão de me tornar poliglota, alemão não estava entre minhas prioridades. Não tenho raízes germânicas, nem me identifico com a cultura. Da literatura daquele país, só conhecia o básico de Thomas Mann (“A montanha mágica”), Johann Goethe (“Werther” e “Fausto”) e Franz Kafka (“A metamorfose” e “O processo”). Ainda tentei ler algo de Günter Grass (“A ratazana”), mas não foi amor à primeira vista – não por culpa dele, eu que tenho algum problema com contemporâneos. De qualquer forma, segui com o cur...

Procissão de fé

Quando a missa começou, lamentei muito não poder fazer anotações. Ideias fervilhavam. Fato inédito nessas últimas semanas, que têm sido de completa masturbação mental (séries + redes sociais). Para quem estranhou o fato de eu estar voluntariamente assistindo à missa, a explicação é bem simples. No ano passado, quando eu estava desesperada diante da quase certeza de que não seria aprovada no mestrado de Literatura na UF**, prometi que iria na missa todos as semanas de 2011 se me fosse concedida essa graça. Não sei a percentagem da participação divina na conquista, mas, considerando que eu não sou formada em Letras, que passei boa parte do ano doente e que estudei menos do que deveria, acredito que tenha sido grande. Agora estou quitando minha dívida – melhor pagar a Deus do que ao dono da PUC! Só faz três domingos que tenho ido à igreja, mas sabe que estou achando essa uma experiência edificante? Não no sentido mais comum, o de me sentir tocada pelo Espírito Santo. Mas tenho apren...

Perdoei João Gilberto

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Era puro preconceito, admito. Como alguém pode amar Bossa Nova e odiar João Gilberto? Eu conseguia. Pois é, vivi quase dois anos nessa contradição e sequer cheguei a pensar que havia algo errado. Eu justificava apenas: prefiro os cantores estilo samba-jazz, como Leny Andrade e Johnny Alf. João Gilberto era muito nhenhenhé para o meu gosto. Além do mais, tenho um ódio natural por caras cujo show custa um absurdo. Quando o U2, umas das minhas bandas preferidas na adolescência, veio ao Brasil e cobrou a partir de R$ 200 por ingresso, parei de acompanhar a banda. Também não perdi grandes coisas. Mesmo não tendo um ouvido absoluto, como dizem no meio musical, felizmente não sou do tipo que idolatra cantores sem talento – aquele tipinho boa-pinta que não sabe diferenciar uma nota musical da outra, conhecem? – que se promovem pela vida pessoal em vez de pela música. Dane-se você com sua filantropia, Bono! O ódio por João Gilberto surgiu por um motivo semelhante, acredito. Quando começaram as ...

Há humor no humor francês

Estava procurando o que fazer na Internet, como se já não tivesse milhares de pendências na vida real, quando, nem me perguntem como (eu mesma não sei), fui parar no site da dupla francesa “La chanson du dimanche”. Conhecem? Pois eu nunca ouvira falar. Assisti a um vídeo sem compromisso, só para descobrir qual era o estilo deles e, de repente, me vi cantarolando junto mesmo sem saber o que cantava – é tão alegre e contagiante! Então, fui atrás da letra e descobri que as músicas são ainda mais interessantes. “La chanson du dimanche” traz um modo novo de se fazer humor. A proposta é simples: dois homens sentados com um violão e um teclado tocam e cantam. Por que achei isso diferente de tudo o que já havia visto? Em primeiro lugar, porque agrega a produção alla youtube – caseira, econômica e trash – sem descuidar da qualidade do conteúdo. O segundo fator positivo são justamente as letras das músicas, que fazem críticas a hábitos de vida contemporâneos e aos fatos que estão em evidência...

As mentiras que eu conto (parte II)

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Ah, os malditos CDs de bossa nova! Primeiro que eles fazem meu namorado reclamar que eu fico aérea demais – duvido que ele repetiria isso nos meus momentos de extremo estresse. E depois, essa coleção me obrigou a procurar o cafetão de olhos vazados. Era a semana do Johnny Alf – o bom crioulo com voz levemente desafinada e fascinante. Não achei o CD em nenhuma das bancas mais próximas de casa. Não havia outra solução: eu precisaria me submeter ao velho. Eu já conhecia essa caverna do diabo. Entrei lá pela primeira e última vez quando saiu o primeiro número da Rolling Stone brasileira (há dois anos?). Senti tanto nojo que prometi a mim mesma que nunca mais retornaria. Por isso repito: – Malditos CDs! Me levaram a esse lugar insalubre. Para vocês terem uma vaga noção, a banca tem forma de C, então há um pedaço onde não circula o ar, meio escuro e úmido. Como se não bastasse, o dono da bagaça, o tal velho asqueroso, fica lá dentro fumando um cigarro atrás do outro. Sempre odiei fum...

É melhor se alegre que ser triste...

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Estou apaixonada pelo Brasil. É, eu admito assim na telha, sem vergonha mesmo. Isso já vem de um tempo para cá, quando me toquei de que lia muita literatura estrangeira e pouca nacional. Resolvi então voltar a cabeça para a terrinha e, para isso, contei com o grande apoio da Folha de S. Paulo que na época lançou uma coleção de clássicos da literatura brasileira. Foi assim que preenchi algumas lacunas, li Vida e morte severina , Memorial de Maria Moura , Vestido de noiva , entre outros. Meu deus, como pude ignorar essas obras-primas por tanto tempo? Culpa de HP e cia, que inebriaram meus sentidos inexperientes, mas felizmente a adolescência acabou! Outro fato a que devo agradecer é a quebra de um mito que eu construí na infância: que adulto não precisa/consegue aprender mais nada. Mentira. Vivo agora uma fase de plena formação cultural, e meu dominical companheiro de papel continua me dando lições generosas. Além de me resgatar para os bons livros tupiniquins, presenteou os meus ou...

Sim, sim, sim, esse amor é tão profundo...

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Enfim um bom lançamento no meio musical! Amanhã sai na net o clipe de Conquest da White Stripes; é a terceira música do álbum Icky Thump a ter um vídeo – as outras duas são Icky Thump e You don’t know what love is (you do as you’re told). Nossa, quando ouvi esse último CD da banda, de cara gostei de Conquest . É o meu xodozinho, por isso foi uma agonia esperar vir esse clipe. Sem contar o desespero pela possibilidade de não o fazerem. Mas, graças ao poder divino, meu gosto não é tão diferente do de Jack e Meg e seus produtores. Apesar de toda a espera, não tenho tanto o que reclamar, porque as duas músicas anteriores que foram “videoclipadas” são excelentes, em especial a segunda que citei (o nome é muito grande pra ficar repetindo). Vejam lá: http://www.whitestripes.com/video/video.html . E reparem nos quatro detalhes de que mais gosto: 1. a expressão do Jack quando diz o verso “I suspect you've got a respectable side” logo no começo; 2. o modo de ele dançar e tocar enquanto...