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Mostrando postagens de junho, 2008

Up up up among the stars

Imagem
Foto feita por uma repórter da minha editoria, Thaís Schneider. A perspectiva, que distorceu a lineariadade das estantes, e a profundidade de campo são geniais! Aproveito para divulgar a matéria que ela escreveu e para a qual captou essa imagem: http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/4175 Leiam, é linda! E se não se comoverem com a boa qualidade do texto, então acho que definitivamente estou ficando emotiva demais. Ah, o que que tem? O que é belo é para nos abalar mesmo, para nos destruir, para nos envolver. De férias das aulas, mas não do jorlab. Mas quem disse que eu quero me afastar? Só saio daqui arrastada.

Overdoses

Momentos de minha vidinha idiota e cheia de excessos. ** Foram dezenas e dezenas de páginas de textos teóricos sobre TV em uma única semana. E pior que ainda não acabou, falta o texto-mor (com 152 páginas) e redigir o trabalho em si. Não, acabo de pensar em algo ainda mais sacrificante do que isso tudo: agüentar o Bourdieu dizendo que os jornalistas não costumam ser pessoas cultas e nem capazes de elaborar discursos reflexivos. Taisez-vous, méchant! *rola no chão na porrada com o cadáver do velhinho* Era despeito de intelectual, entendo. É difícil levar uma vida só estudando, sem produzir nada concreto, daí, chega no fim da existência que merda deve ser aquele lapso de consciência: “Putz, não fiz nada, só pensei e meti o bedelho no trabalho dos outros... Para alguém reconhecer a minha dedicação, essa pessoa vai ter que ser igualmente frustrada. Dá para ter 20 anos de novo?”. Gosto de literatura, filosofia e outras áreas de conhecimento, mas estou numa fase de ódio exacerbado por ge...

Intraduzível

Développement Ma bouche ne partage plus de pomme ni de lys ni de basilic parce que mon coeur est une terre infertile. Et ma tête pense à l'agriculture comme un moyen rétrograde. ** É hora de os intelectualóides comentarem qualquer coisa só para mostrarem que conhecem francês. ** Postei só por postar. Leiam o texto anterior, que também é de hoje e é bem mais interessante.

Capitães de areia

Nessa semana fiz uma descoberta. Percebi que há um bando de garotos (de rua? Não posso afirmar, não sei se têm casa para onde voltar no fim do dia) no meu bairro. Justamente o meu bairro, que eu julgava um reduto de segurança e moralidade na grande Curitiba. Explico o ‘moralidade’: os habitantes daqui em sua maioria são velhos cujo ápice da existência é a missa de domingo. A maior parte de classe média ou alta, portanto, totalmente alérgica à miséria e a outras realidades duras. Critico, mas talvez eu já tenha adquirido essa mentalidade que atribuo à terceira idade local... Bem, voltando ao assunto. O fato é que todo dia tenho visto em bando esses garotos. O veterano do grupo não deve ter mais do que doze anos. São entre 5 e 10 moleques, andam por aí sujinhos, maltrapilhos, mas às vezes de bicicletas – prefiro não pensar como as conseguiram. Por onde passam fazem um barulho danado e vão pedindo esmolas aos transeuntes. Da primeira vez que os vi, fiquei preocupada. Pensei que me acu...