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Mostrando postagens de 2008

Arizona dream

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Arizona Dream é um filme protagonizado por Johnny Depp. Foi lançado nos anos 90 – em 1993, para ser mais exata. Eu nunca ouvira falar dele até esse final de semana, quando ganhei o DVD de amigo secreto. Era inaceitável que eu, uma fã incondicional do Mendigo, não conhecesse um filme pós- Edward . Isso me deu uma baita sensação de culpa. Senti-me tão envergonhada por não conhecer toda a filmografia do meu ídolo que fui ao imdb e anotei todos os títulos que eu desconhecia. Eram seis, dois deles existem na minha locadora – os outros eu nem procurei, porque só têm versão VHS. (É triste pensar que, com o BlueRay, eles devem entrar em extinção, e eu nunca os verei.) O fato é que, graças a esse acesso de culpa, descobri um filme ótimo: Antes do anoitecer (2000). Embora o protagonista seja Javier Bardem, a breve participação do Johnny, que só acontece por volta de 1h30 e não dura mais do que três cenas, é inesquecível. E eu não estou falando do Bon bon, mas do tenente Victor. Muito, muito ...

A beleza tornando o mundo melhor

Quem é mulher (e vaidosa) sabe que quando a gente está bonita, todo o resto vai bem. Conversando com a Vanessa hoje, contei a ela sobre outra propaganda de que gosto muito. Esta daqui: Daí ela já lembrou de outra que ela adora. Esta: ** Post inútil. Pura indústria cultural. Quer algo mais divertido?

Walkers on the storm

Lembro certa vez quando eu e mais alguém – não lembro quem era, talvez minha mãe – andávamos sem rumo por Curitiba. Isso foi numa época em que a gente podia passar o dia perambulando pelo centro e depois, cansadas apenas fisicamente, parar em uma padaria e pedir um latte machiatto e uma torta alemã. Sem culpa, já que não tínhamos compromisso e nem estávamos acima do peso. Depois de alguns minutos em silêncio, essa pessoa me perguntou: — Não entendo uma coisa. Por que ponto de táxi tem lugar para sentar e ponto de ônibus não? Isso não está certo, afinal, quem pega táxi nunca precisa esperar muito, já o ônibus... Estava claro que minha companheira queria apenas quebrar o silêncio incômodo. Seca como de costume, respondi o que me parecia óbvio: — Oras, porque táxi é para gente rica, que pode pagar pelo conforto de sentar à sombra enquanto espera. — É verdade. Pronto, missão cumprida. O silêncio já não existia, podíamos ir adiante com outros assuntos mais oportunos. Hoje de man...

As mentiras que eu conto (parte II)

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Ah, os malditos CDs de bossa nova! Primeiro que eles fazem meu namorado reclamar que eu fico aérea demais – duvido que ele repetiria isso nos meus momentos de extremo estresse. E depois, essa coleção me obrigou a procurar o cafetão de olhos vazados. Era a semana do Johnny Alf – o bom crioulo com voz levemente desafinada e fascinante. Não achei o CD em nenhuma das bancas mais próximas de casa. Não havia outra solução: eu precisaria me submeter ao velho. Eu já conhecia essa caverna do diabo. Entrei lá pela primeira e última vez quando saiu o primeiro número da Rolling Stone brasileira (há dois anos?). Senti tanto nojo que prometi a mim mesma que nunca mais retornaria. Por isso repito: – Malditos CDs! Me levaram a esse lugar insalubre. Para vocês terem uma vaga noção, a banca tem forma de C, então há um pedaço onde não circula o ar, meio escuro e úmido. Como se não bastasse, o dono da bagaça, o tal velho asqueroso, fica lá dentro fumando um cigarro atrás do outro. Sempre odiei fum...

As mentiras que eu conto (parte I)

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Um post de volta ao velho formato: fragmentado e esquizofrênico. ** Falando em esquizofrenia, devo estar com um sério distúrbio, porque eu ri de uma piada do professor Mário. Foi assim. Ele havia entregado as provas de Ética e Legislação do Jornalismo. Alguém pergunta: — Professor, pode fazer em dupla? — Sim, mas só quem for esquizofrênico. Heh, eu devo ter rido de nervoso. Só pode. ** A caçada ao Vampiro de Curitiba chega ao final. Outro dia, conheci pessoalmente Dalton Trevisan. Essa é a melhor história da minha vida, então eu preciso contá-la direito. Vou tentar. ** Me bate, me chama de Ritinha Ritinha saía do colégio. A saiazinha de colegial dançava enquanto a dona cochichava com as amigas. De longe as espiava. Notaram: jovem e bonito. Riam, tentando abafar a boca com as mãos. Percebeu. Aquele som chamava. O pares de coxas roliças suplicavam por uma mão forte entre elas. — Oi, garotas. Conhecem alguma lanchonete por perto? — Tem uma logo ali, moço – respo...

Noite feliz

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Johnny Depp está confirmado no novo "Piratas do Caribe" 25/09/2008 - 20h49 da Efe, em Los Angeles O ator Johnny Depp interpretará pela quarta vez o capitão Jack Sparrow em "Piratas do Caribe", segundo informações da Disney, e ainda participará das adaptações "The Lone Ranger" e "Alice no País das Maravilhas", filme no qual ele dará vida ao Chapeleiro Maluco. Depp ajudou a Disney a arrecadar US$ 2,6 bilhões (R$ 4,7 bilhões) em bilheteria graças aos três primeiros filmes de "Piratas do Caribe", produzidos por Jerry Bruckheimer. "Alice no País das Maravilhas", cuja estréia está prevista para 2010 [vamos começar a esperar desde já!], será rodado em 3D usando técnicas de captura de movimento similares às de "A Lenda de Beowulf". Para este filme, cujo diretor será Tim Burton, também está confirmada a presença da atriz australiana Mia Wasikowska, 18, que viverá a pequena Alice. Além disso, a Disney anunciou qu...

O jornalista, os anunciantes e McCarthy*

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Assim que a tela se ilumina, o convite está feito: esqueça o ticket de estacionamento que venceu, deixe de lado as vitrines multicoloridas e volte para a década de 1950, para o mundo de glamour em preto e branco da televisão. Jazz tocando ao fundo, penteados impecáveis, a fumaça dos cigarros por todo lado, copos de whiskey como acessório obrigatório – o cenário está exposto. Esse é o universo recriado por George Clooney no filme Boa noite e boa sorte ( Good Night, and good luck , 93 min, 2005). O ator, embora tenha estrelado em mais de 50 produções para cinema e televisão, é praticamente um estreante na direção. Até então só havia dirigido um filme, Confissões de uma mente perigosa (2002), e uma série, Unscripted (2005). Apesar da curta lista de precedentes, Clooney fez um trabalho irretocável e ainda leva o mérito do roteiro, com a co-autoria de Grant Heslov. Essa parceria, que começou há quase 30 anos, rendeu a indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e resultou na criação...

A ascensão à Madonna

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Era um daqueles momentos quando você tem muitas coisas para fazer, mas, sem saber por onde começar, se ilude achando que pode decidir depois. Nisso, você passa a acreditar na sua própria mentira a ponto de pensar: – Que tédio, preciso matar o tempo senão enlouqueço! (Como se houvesse bastante tempo para ser assassinado assim a sangue frio, mas isso está fora de questão.) Movida talvez por uma culpa inconsciente – peça a Freud para explicar isso – de deixar o trabalho para segundo plano, censuro algumas possibilidades de lazer fácil. Nada de MSN, nem You tube, e blogs de fofoca muito menos. O que sobra para se fazer na Internet? Ah, sim, sites de notícias. Uma fonte inesgotável de informação em tempo-real, a via mais rápida para se chegar a qualquer ponto do mundo, ou alguma outra nomenclatura futurista-visionária que você achar mais conveniente. Assim que abro o site de um grande jornal, a primeira manchete que me salta aos olhos é “Shows de Madonna no Brasil são confirmados; v...

Ao Brasil, notícias da fome na Etiópia

David Oliveira de Souza Onde está a ‘mão invisível’ que regula o mercado? Nenhuma das pessoas que vi morrer de fome por aqui parecia conhecê-la É consenso para organizações internacionais como Unicef e FAO (Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) que a produção de alimentos é mais que suficiente para cobrir as necessidades terrestres. Porém, durante a leitura desse artigo, 60 crianças no planeta morrerão de desnutrição e, ao fim do dia, serão quase 20 mil. Na Etiópia, onde trabalho em uma emergência nutricional como Médicos Sem Fronteiras (MSF), todos os dias me pergunto por onde anda a mão invisível e mágica do mercado global, o melhor regulador da economia. Nenhuma das pessoas que vi morrer de fome por aqui parecia conhecê-la. Em Kambata, no sul da Etiópia, fica bem clara uma das lógicas geradoras de fome. Dedicadas à produção de gengibre para o mercado externo, muitas famílias de pequenos produtores deixaram de produzir comida para consumo próprio, imaginando ...

Portas da percepção

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Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo pareceria como é, infinito William Blake ** Nesta semana, uma amiga perguntou o que significava a medalha que eu estava usando. Era uma pergunta banal, que ocorre naquelas horas quando o assunto está morno, mas foi o suficiente para me deixar sem palavras. Em que sentido ela queria saber? Havia tantos! Esta era uma possível resposta: eu uso esta jóia desde os 13 anos, quando minha madrinha me presenteou pelo crisma que eu acabara de receber. Mas, na verdade, eu usava uma cópia desde os 11 anos. Era uma bijuteria que também fora dada por minha madrinha. Na época, eu passei a usá-la diariamente, porque me disseram que eu estaria protegida contra todos os perigos – uma criança que está começando a andar pela cidade sozinha tem medo de muitas coisas, sabem como é. E não tirei desde então. Nos vários anos que se passaram, tive intenção de ser freira, quis ser esposa dedicada, tentei ser revolucionária solteira, me apaixonei, vi que mi...

É melhor se alegre que ser triste...

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Estou apaixonada pelo Brasil. É, eu admito assim na telha, sem vergonha mesmo. Isso já vem de um tempo para cá, quando me toquei de que lia muita literatura estrangeira e pouca nacional. Resolvi então voltar a cabeça para a terrinha e, para isso, contei com o grande apoio da Folha de S. Paulo que na época lançou uma coleção de clássicos da literatura brasileira. Foi assim que preenchi algumas lacunas, li Vida e morte severina , Memorial de Maria Moura , Vestido de noiva , entre outros. Meu deus, como pude ignorar essas obras-primas por tanto tempo? Culpa de HP e cia, que inebriaram meus sentidos inexperientes, mas felizmente a adolescência acabou! Outro fato a que devo agradecer é a quebra de um mito que eu construí na infância: que adulto não precisa/consegue aprender mais nada. Mentira. Vivo agora uma fase de plena formação cultural, e meu dominical companheiro de papel continua me dando lições generosas. Além de me resgatar para os bons livros tupiniquins, presenteou os meus ou...

Liberdade de expressão e distorção

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O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar em breve a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. A regulamentação da profissão existe desde 1969, determinada pelo Decreto 972, mas tramita o Recurso Extraordinário (RE) 511961, que propõe a anulação da lei vigente. No momento em que a Suprema Corte votar esse processo, estará pondo em questão algo maior do que a obrigatoriedade da formação acadêmica: a condição do jornalista enquanto profissional. Desde que as graduações de Medicina e Direito surgiram no Brasil, nunca se questionou a importância de sua existência. Então, por que a de Jornalismo é colocada nessa berlinda? Os acusadores alegam o desrespeito à liberdade de expressão. Esse argumento, no entanto, carece de uma análise conceitual mais rigorosa. Está na Constituição Federal, artigo 220: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta C...

Vamos conquistar as esferas do dragão...

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... levar para a luta a garra de um vencedor Correr e pegar as esferas do dragão São tantas maravilhas pra descobrir A fantástica aventura começou Neste mundo de emoção que você chegou E quem procura com força e energia Realizar sonhos e fantasia Em algum lugar da terra logo vai brilhar Vamos, amigos, é hora de lutar E feras terríveis vamos derrotar Com a nuvem voadora vou me aproximar Desafios pra superar A liberdade dá pra alcançar E vencer a guerra contra o mal Que vai nos perseguir até o final Vamos conquistar as esferas do dragão Um ideal que sempre vai nos unir Correr e pegar as esferas do dragão Lá dentro tem um tesouro pra descobrir A fantástica aventura vai começar Nesse mundo chance igual nunca mais terá Gente, essa música clássica (vocês cantaram juntos, né?) é para anunciar que o filme de Dragon Ball está cada vez mais perto – estréia no Brasil prevista para abril de 2009. Está em fase de pós-produção e já tem várias fotos de divulgação na web. P...

Comer no prato que cospiu

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Seguindo o exemplo da Regatinha - que conseguiu matar o blog dela com essa estratégia de preguiçosa -, leiam no link abaixo um dossiê que eu idealizei para o Comunicação. Devido à boa recepção, um psicólogo pediu que cedêssemos para a revista dele, a Atlas Psico. Mas a diferença é que o meu post tem foto, por isso "dov'è il latte?" não sucumbirá! Ah, quase ia esquecendo! O link: http://www.atlaspsico.com.br/Revista_ATLASPSICO_09.pdf Vejam também a publicação original do dossiê em: http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/3905/ http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/3921 Boa vinhada para quem puder!

Hoje é dia de nostalgia

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Já aviso: ainda não fiz a resenha de Hoje é dia de Maria . Não consigo, po! Fazer o que? Espremer meu coração aqui para ver se sai alguma coisa? Sai sangue, ué, e eu preciso dele. Então, sinto muito, mas não. Não por enquanto. ** Psicastenia Não pensar Não pensar... Pensando sem pensar Canelas ante os olhos Duas, quatro, cem Milhares delas E apenas dois olhos Que olham mas não pensam - Fé Procissões que não me interessam Sobrancelhas oblíquas O ângulo apontando para o céu - Dó O qual não me afeta Que morram! Eu só não penso nisso Um polegar, um indicador, uma mão Duas delas Um único tecido epidérmico Que só sente, não pensa - Amor Se penso não o sinto E penso em não pensar Não pensar... Não pensar, Nem pensar! (22 de feveiro de 2004) ** Na época eu achei esse poema tão bom, mas para postar aqui tive que deletar uma série de reticências (ô, mania de adolescente!) e só não o reescrevi todo porque perdi-me da poesia. Tá certo que ela sempre era rui...

Ensaio sobre a pureza (e a perda dela)

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Guerra e paz sem siliconadas da Globo

Hoje deveria ser um dia de grande emoção para mim, já que terminei, após exatos 26 dias (quase as férias todas), de ler Guerra e paz – emoção, sim, porque depois desse tempo todo a gente se apega àquele universo, né. Mas foi uma despedida tranqüila, sem traumas. Na verdade, o Tolstoi, escritor malandro que é, foi me preparando para o fim. Quando faltavam umas trezentas páginas para o desfecho, ele matou o meu personagem favorito (eta, hábito terrível! Vide Anna Karênina ), depois ficou milhares de séculos sem fazer aparecer os outros. Foi uma dura lição, mas funcionou: me fez ver que havia vida além dos círculos sociais de Moscou e Peterburgo. Daí, você que não leu o livro se pergunta “como é possível encher páginas e páginas sem falar dos personagens?”. Falando, ué. Falando sobre a História principalmente. Poderia resumir algumas dezenas de folhas aqui, mas é gostoso ir acompanhando o raciocínio do autor, então não quero estragar o prazer de que ainda pretende ler essa belíssima obra...

Repulsa ao sexo

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Me sinto um pouco como Catherine Deneuve em Repulsa ao Sexo . Isso significa: sonsa e esquizofrênica. ** Eu sabia muito bem que ela era uma mulher dissoluta, mas nunca tive coragem de o reconhecer. (TOLSTOI, Leon. Guerra e paz. Editora LP&M Pocket, 2007. p. 388) Há trechos bem mais atrativos, mas esse em especial me diz muito. Guerra e paz é demais, já separei milhares de citações - nossa, não fazia isso desde os 14 anos. Quem tiver algum tempo, é a minha recomendação para as férias. Só digo mais uma coisa: Napoleão é um viado, e viva o povo russo! (orgulho de ser patriota)

Após dois litros de sorvete de flocos

Tenho uma séria dificuldade para começar a escrever se não tiver já em mente um bom título. Nem sempre consigo pensar em algo genial, ou no mínimo interessante, mas daí eu já sei que tenho que compensar no texto. Mas começar assim sem base alguma... será que consigo? Na verdade, o problema não é o título (essa é apenas mais uma das minhas milhares de superstições). Eu simplesmente não sei sobre que escreverei. Só sei que liguei o computador decidida a produzir algo. Afinal, um blog traz consigo um compromisso com os leitores. Além disso, é terrível quando se está à toa na web e nenhum dos seus blogueiros favoritos atualizou – bem, talvez isso signifique que está na hora de desligar o PC e viver um pouco a vida real –, mas não serei eu a causadora do sofrimento dos meus fiéis leitores (de nenhum dos três). Até que venha algum tema (se vier, né...), vou falar sobre o óbvio: minhas férias. Estar de férias nas condições em que estou – de cama e disposta a não fazer absolutamente nada d...

Up up up among the stars

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Foto feita por uma repórter da minha editoria, Thaís Schneider. A perspectiva, que distorceu a lineariadade das estantes, e a profundidade de campo são geniais! Aproveito para divulgar a matéria que ela escreveu e para a qual captou essa imagem: http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/4175 Leiam, é linda! E se não se comoverem com a boa qualidade do texto, então acho que definitivamente estou ficando emotiva demais. Ah, o que que tem? O que é belo é para nos abalar mesmo, para nos destruir, para nos envolver. De férias das aulas, mas não do jorlab. Mas quem disse que eu quero me afastar? Só saio daqui arrastada.

Overdoses

Momentos de minha vidinha idiota e cheia de excessos. ** Foram dezenas e dezenas de páginas de textos teóricos sobre TV em uma única semana. E pior que ainda não acabou, falta o texto-mor (com 152 páginas) e redigir o trabalho em si. Não, acabo de pensar em algo ainda mais sacrificante do que isso tudo: agüentar o Bourdieu dizendo que os jornalistas não costumam ser pessoas cultas e nem capazes de elaborar discursos reflexivos. Taisez-vous, méchant! *rola no chão na porrada com o cadáver do velhinho* Era despeito de intelectual, entendo. É difícil levar uma vida só estudando, sem produzir nada concreto, daí, chega no fim da existência que merda deve ser aquele lapso de consciência: “Putz, não fiz nada, só pensei e meti o bedelho no trabalho dos outros... Para alguém reconhecer a minha dedicação, essa pessoa vai ter que ser igualmente frustrada. Dá para ter 20 anos de novo?”. Gosto de literatura, filosofia e outras áreas de conhecimento, mas estou numa fase de ódio exacerbado por ge...