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Mostrando postagens de junho, 2017

Diário da crise existencial (3493874957º episódio)

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Estou passando para registrar o estado atual desta crise. Eu me permiti escrever posts mais pessoais como parte de um exercício de aceitação da minha vulnerabilidade, que basicamente consiste em mostrar aos outros meu rosto sem máscaras e ter que lidar com a resposta deles sem desabar. Além disso, acho que estes textos íntimos podem ajudar àqueles que estão no estágio inicial da desilusão (ou da iluminação), isto é, desespero e desejo de morte. Quando eu mesma estive lá, e foram as duas semanas mais longas da minha vida, gastava minhas noites de insônia, porque nem o alívio do sono a gente tem, procurando uma palavra que me resgatasse. Talvez estas sejam as palavras que resgatem alguém. Não são salvadoras, mas servem de companhia até que essa pessoa se sinta forte o suficiente para caminhar com as próprias pernas, porque – respondendo à pergunta do post passado – parece que o caminho para se viver bem é, sim, prioritariamente solitário. Mas esta verdade não ajuda na primeira fase. Ne...

Uma questão de método

Depois de inúmeras crises existenciais nos últimos meses, cheguei a um dilema que, acredito, é a base de todos os outros. Alguém tem um palpite de como resolvê-lo a fim de levar uma vida menos sofrida e mais significativa? Segue. O melhor método para se viver é: a) assumir nossa fragilidade e excessiva dependência do afeto alheio, estabelecendo o maior número de conexões com as pessoas para se cercar de uma rede de proteção emocional, ou b) cortar de vez todos esses vínculos, viver radicalmente a solidão para se fortalecer fora da ilusão de que haja uma possibilidade de salvação individual? (Como os últimos, imagino que os próximos posts devem seguir nesta linha, estão avisados.)