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Estudando filosofia, descobri-me pensando em política

Disse que não ia falar de política, mas a carne é fraca. Estava aqui relendo uns trechos de "Introdução ao pensamento filosófico" (2011), de Karl Jaspers, e encontrei algumas passagens que descrevem tão bem o nosso governo que quis compartilhar com vocês. (As citações estão em em azul para distinguir dos meus comentários, que vêm logo abaixo) "Os homens e suas ideias políticas podem ser avaliados, se conhecermos os nomes dos estadistas a que dedicam admiração." (p. 77) O que dizer de alguém que admira D. Trump e C. A. Ustra? E de seu Ministro da Economia, que trabalhou para Pinochet? "Subsistir pela violência exige a vilania e a mentira: a razão exige a franqueza e o respeito aos compromissos." (p. 77) Se o presidente abandonar a truculência e se abrir para o diálogo baseado na razão, ele vai ter que ser honesto e respeitar as Leis, o que poderia gerar alguns problemas com a Justiça para ele, sua família e muitos de seus aliados... "A verdad...

Paixões à parte, terrorismo se combate com inteligência

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Depois que eu relembrei o caminho das pedras, fiquei com vontade de voltar. Como comentei no post anterior, troquei as redes sociais pela mídia tradicional e assim venho me sentindo melhor informada. Em vez de replicar memes e incomodar meus amigos e parentes com mensagens alarmistas no Zap, acho que é hora de fazer uma autocrítica para tentar entender como chegamos a este ponto. Afinal, se tivemos 13 anos de governos supostamente de esquerda, por que de repente a extrema direita parece tão mais atrativa no Brasil -- e também no mundo? Esse processo não é súbito, vem ocorrendo há pelo menos uma década, é complexo e exige um pouco mais de dedicação da nossa parte para compreendê-lo. Quem explica bem isso é o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. Gostaria de sugerir uma entrevista que achei particularmente interessante do Canal do Le Monde Diplomatique. Em geral, não gosto dos textos deles, acho a linguagem excessivamente acadêmica e panfletária, mas hoje, quando descobri o c...