Postagens

Mostrando postagens de julho, 2008

Ensaio sobre a pureza (e a perda dela)

Imagem

Guerra e paz sem siliconadas da Globo

Hoje deveria ser um dia de grande emoção para mim, já que terminei, após exatos 26 dias (quase as férias todas), de ler Guerra e paz – emoção, sim, porque depois desse tempo todo a gente se apega àquele universo, né. Mas foi uma despedida tranqüila, sem traumas. Na verdade, o Tolstoi, escritor malandro que é, foi me preparando para o fim. Quando faltavam umas trezentas páginas para o desfecho, ele matou o meu personagem favorito (eta, hábito terrível! Vide Anna Karênina ), depois ficou milhares de séculos sem fazer aparecer os outros. Foi uma dura lição, mas funcionou: me fez ver que havia vida além dos círculos sociais de Moscou e Peterburgo. Daí, você que não leu o livro se pergunta “como é possível encher páginas e páginas sem falar dos personagens?”. Falando, ué. Falando sobre a História principalmente. Poderia resumir algumas dezenas de folhas aqui, mas é gostoso ir acompanhando o raciocínio do autor, então não quero estragar o prazer de que ainda pretende ler essa belíssima obra...

Repulsa ao sexo

Imagem
Me sinto um pouco como Catherine Deneuve em Repulsa ao Sexo . Isso significa: sonsa e esquizofrênica. ** Eu sabia muito bem que ela era uma mulher dissoluta, mas nunca tive coragem de o reconhecer. (TOLSTOI, Leon. Guerra e paz. Editora LP&M Pocket, 2007. p. 388) Há trechos bem mais atrativos, mas esse em especial me diz muito. Guerra e paz é demais, já separei milhares de citações - nossa, não fazia isso desde os 14 anos. Quem tiver algum tempo, é a minha recomendação para as férias. Só digo mais uma coisa: Napoleão é um viado, e viva o povo russo! (orgulho de ser patriota)

Após dois litros de sorvete de flocos

Tenho uma séria dificuldade para começar a escrever se não tiver já em mente um bom título. Nem sempre consigo pensar em algo genial, ou no mínimo interessante, mas daí eu já sei que tenho que compensar no texto. Mas começar assim sem base alguma... será que consigo? Na verdade, o problema não é o título (essa é apenas mais uma das minhas milhares de superstições). Eu simplesmente não sei sobre que escreverei. Só sei que liguei o computador decidida a produzir algo. Afinal, um blog traz consigo um compromisso com os leitores. Além disso, é terrível quando se está à toa na web e nenhum dos seus blogueiros favoritos atualizou – bem, talvez isso signifique que está na hora de desligar o PC e viver um pouco a vida real –, mas não serei eu a causadora do sofrimento dos meus fiéis leitores (de nenhum dos três). Até que venha algum tema (se vier, né...), vou falar sobre o óbvio: minhas férias. Estar de férias nas condições em que estou – de cama e disposta a não fazer absolutamente nada d...