Hoje deveria ser um dia de grande emoção para mim, já que terminei, após exatos 26 dias (quase as férias todas), de ler Guerra e paz – emoção, sim, porque depois desse tempo todo a gente se apega àquele universo, né. Mas foi uma despedida tranqüila, sem traumas. Na verdade, o Tolstoi, escritor malandro que é, foi me preparando para o fim. Quando faltavam umas trezentas páginas para o desfecho, ele matou o meu personagem favorito (eta, hábito terrível! Vide Anna Karênina ), depois ficou milhares de séculos sem fazer aparecer os outros. Foi uma dura lição, mas funcionou: me fez ver que havia vida além dos círculos sociais de Moscou e Peterburgo. Daí, você que não leu o livro se pergunta “como é possível encher páginas e páginas sem falar dos personagens?”. Falando, ué. Falando sobre a História principalmente. Poderia resumir algumas dezenas de folhas aqui, mas é gostoso ir acompanhando o raciocínio do autor, então não quero estragar o prazer de que ainda pretende ler essa belíssima obra...