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Mostrando postagens de setembro, 2017

Comentários aleatórios sobre “Master of none” (poderia ser uma resenha se eu estivesse mais empenhada)

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Começo esclarecendo que não gosto de seguir séries. Já fiz muito isso no passado, mas não me sentia bem, pois sabia que, mais do que um hobby, era uma forma de evitar algum problema maior: eu só deitava no sofá e deixava o dia passar, entretida demais para ter pensamentos obsessivos. No fim das contas, ver séries não era muito diferente de me entregar a joguinhos de frutas, compras online, aplicativos de encontro... todos meios de dar asas à ansiedade e à compulsão, ainda que disfarçados de atividades felizes e produtivas. Apesar dessa objeção, admito que há algumas poucas séries que ultrapassam a barreira do entretenimento compulsivo e conseguem ter um efeito mais duradouro sobre mim, flertando fortemente com o cinema de qualidade. Fazem isso não no atacado – como “Friends”, em que aqueles personagens se tornam tão presentes na nossa vida que a gente desenvolve uma bizarra familiaridade com eles –, mas no varejo, com episódios tão bem executados que a gente precisa de uns minutin...