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Ah, a arte, essa subversiva...

Segue letra de uma música de que gosto muito e que acrescenta lenha às ideias que vim expondo nos últimos posts, em especial sobre busca de paz espiritual versus de amor . Recomendo a versão cantada por Mônica Salmaso. ** Tempo de amor (Samba do Veloso) Vinicius de Moraes Ah, bem melhor seria Poder viver em paz Sem ter que sofrer Sem ter que chorar Sem ter que querer Sem ter que se dar Mas tem que sofrer Mas tem que chorar Mas tem que querer Pra poder amar Ah, mundo enganador Paz não quer mais dizer amor Ah, não existe coisa mais triste que ter paz E se arrepender, e se conformar E se proteger de um amor a mais O tempo de amor É tempo de dor O tempo de paz Não faz nem desfaz Ah, que não seja meu O mundo onde o amor morreu

Põe um pouco de amor numa cadência

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— Há sempre uma mulher a sua espera com os olhos cheios de carinho e as mãos cheias de perdão. Eis o retrato do homem passional e cafajeste. Sempre digo que não vou cair na conversa de um desses, mas quem resiste ao Capitão Vinicius de Moraes, poeta e diplomata, o branco mais preto do Brasil? Sim, meu querido, ainda to te esperando no portão, com um olho nas crianças e o outro nas panelas sobre o fogão. ** As aulas de Estudos de Poesia Brasileira têm sido a coisa mais fantástica deste semestre. Por elas, sinto-me até tentada a abandonar o sonho de ser jornalista – aquela coisa de revelar a verdade para o mundo, fazer justiça aos desfavorecidos e toda a ideologia que os calouros de 17 anos sustentam; tudo no superlativo e em escala global, ô, mania de grandeza! – para passar meus dias lendo, lendo, lendo. Sem propósito nenhum! Só lendo e sentindo prazer nisso. Depois esmiuçar o texto lido, desenvolver um artigo e, pronto, fingir que tenho alguma utilidade para a sociedade. Ah, se...