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Mostrando postagens de outubro, 2018

Caos em poesia

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“Poesia, eles dizem, é uma questão de palavras. E isso é tão verdade quanto dizer que as pinturas são uma questão de tinta, e os afrescos uma questão de água e diluição das cores. Está tão longe da verdade completa que assim se torna ligeiramente tolo se declarado assim sentenciosamente. Poesia é uma questão de palavras. Poesia é também o afinar de palavras dentro de um murmúrio, de uma melodia, ou de um rastro de cores. Poesia é um entrejogo de imagens. Poesia é a sugestão prismática de uma ideia. Poesia é tudo isso e ainda alguma outra coisa a mais. Dados todos estes ingredientes, você obtém alguma coisa bem parecida com poesia, algo de que poderão dizer “Oh! Isso é muito poético”. E “o que é muito poético”, como um brinque, estará sempre na moda. Mas a poesia ainda é outra coisa. A qualidade essencial da poesia é que ela faz um novo esforço de atenção e “descobre” um novo mundo dentro do mundo conhecido. O homem, e os animais, e as flores, todos vivem dentro de um estra...

Pergunta

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Os brasileiros não se cansam de militares no governo?

Paixões à parte, terrorismo se combate com inteligência

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Depois que eu relembrei o caminho das pedras, fiquei com vontade de voltar. Como comentei no post anterior, troquei as redes sociais pela mídia tradicional e assim venho me sentindo melhor informada. Em vez de replicar memes e incomodar meus amigos e parentes com mensagens alarmistas no Zap, acho que é hora de fazer uma autocrítica para tentar entender como chegamos a este ponto. Afinal, se tivemos 13 anos de governos supostamente de esquerda, por que de repente a extrema direita parece tão mais atrativa no Brasil -- e também no mundo? Esse processo não é súbito, vem ocorrendo há pelo menos uma década, é complexo e exige um pouco mais de dedicação da nossa parte para compreendê-lo. Quem explica bem isso é o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. Gostaria de sugerir uma entrevista que achei particularmente interessante do Canal do Le Monde Diplomatique. Em geral, não gosto dos textos deles, acho a linguagem excessivamente acadêmica e panfletária, mas hoje, quando descobri o c...

Sobrevivência

Há muito tempo perdi a vontade de escrever para o público sem rosto da Internet. O blog ficou assim abandonado, desativei Facebook, Twitter e, por fim, Whatsapp. Nem preciso dizer que minha vida ficou muito melhor, a ansiedade baixou, o tempo se multiplicou. Claro que eu sentia falta de alguns amigos de quem eu não tinha mais notícias, mas passei a apreciar mais as companhias das pessoas que estavam por perto. Sem a armadura digital, finalmente entendi que era nesta cidade, neste bairro, nesta universidade minha nova vida. Poderia ser num espaço e num tempo expandidos, mantendo o cordão umbilical com os amigos que fiz pela vida toda, mas descobri que prefiro o espaço-tempo assim mais limitado, menos assustador, traz menos problemas para eu lidar. Isso não significa alienação, passei a ler mais a mídia tradicional e consigo novamente opinar sobre os fatos em vez de só mencionar manchetes ou memes. Para ficar perfeito, só preciso aprender a desativar o feed de notícias do Google (help!),...