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Mostrando postagens de outubro, 2008

A beleza tornando o mundo melhor

Quem é mulher (e vaidosa) sabe que quando a gente está bonita, todo o resto vai bem. Conversando com a Vanessa hoje, contei a ela sobre outra propaganda de que gosto muito. Esta daqui: Daí ela já lembrou de outra que ela adora. Esta: ** Post inútil. Pura indústria cultural. Quer algo mais divertido?

Walkers on the storm

Lembro certa vez quando eu e mais alguém – não lembro quem era, talvez minha mãe – andávamos sem rumo por Curitiba. Isso foi numa época em que a gente podia passar o dia perambulando pelo centro e depois, cansadas apenas fisicamente, parar em uma padaria e pedir um latte machiatto e uma torta alemã. Sem culpa, já que não tínhamos compromisso e nem estávamos acima do peso. Depois de alguns minutos em silêncio, essa pessoa me perguntou: — Não entendo uma coisa. Por que ponto de táxi tem lugar para sentar e ponto de ônibus não? Isso não está certo, afinal, quem pega táxi nunca precisa esperar muito, já o ônibus... Estava claro que minha companheira queria apenas quebrar o silêncio incômodo. Seca como de costume, respondi o que me parecia óbvio: — Oras, porque táxi é para gente rica, que pode pagar pelo conforto de sentar à sombra enquanto espera. — É verdade. Pronto, missão cumprida. O silêncio já não existia, podíamos ir adiante com outros assuntos mais oportunos. Hoje de man...

As mentiras que eu conto (parte II)

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Ah, os malditos CDs de bossa nova! Primeiro que eles fazem meu namorado reclamar que eu fico aérea demais – duvido que ele repetiria isso nos meus momentos de extremo estresse. E depois, essa coleção me obrigou a procurar o cafetão de olhos vazados. Era a semana do Johnny Alf – o bom crioulo com voz levemente desafinada e fascinante. Não achei o CD em nenhuma das bancas mais próximas de casa. Não havia outra solução: eu precisaria me submeter ao velho. Eu já conhecia essa caverna do diabo. Entrei lá pela primeira e última vez quando saiu o primeiro número da Rolling Stone brasileira (há dois anos?). Senti tanto nojo que prometi a mim mesma que nunca mais retornaria. Por isso repito: – Malditos CDs! Me levaram a esse lugar insalubre. Para vocês terem uma vaga noção, a banca tem forma de C, então há um pedaço onde não circula o ar, meio escuro e úmido. Como se não bastasse, o dono da bagaça, o tal velho asqueroso, fica lá dentro fumando um cigarro atrás do outro. Sempre odiei fum...