Pangloss e suas discípulas no cinema
Agora que terminei de assistir a todas as temporadas de “The Office” disponíveis na minha locadora posso voltar a locar filmes inteligentes e tornar meus finais de semana um pouco mais produtivos intelectualmente. Não que a trama do meu amado escritório seja burra, mas, sendo uma série americana, existe um limite máximo de inovação na dramaturgia. É aquela velha regra da TV: nivelar por baixo, ou melhor, supor que todo o público pensa como uma criança. Essa é uma afirmação que a gente sempre ouve na faculdade, mas posso dizer que senti sua veracidade na pele. Até os meus dez ou onze anos eu acompanhava fielmente todas as novelas da Rede Globo e algumas do SBT (Fascinação, Chiquititas, Pérola Negra, A Usurpadora e as três Marias-Qualquer-Coisa da Thalia). A partir da adolescência, passei a gostar cada vez menos e hoje, quando assisto, sinto que a programação em geral está me xingando de idiota. No entanto, creio que o cinema fora do circuito hollywoodiano tem um pouco mais de liberda...