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Diário da crise existencial (a recaída)

Quando escrevi o post passado, lembro de estar me sentindo otimista, ainda bastante fraca, mas esperançosa de que a melhora não tardaria. Hoje venho para registrar que estou de volta à fase um, total desânimo. Como assim, né? Tinha voltado a me dedicar aos estudos, estava saindo com os amigos, empenhada numa busca mais espiritual... para onde foi tudo isso? Não sei e, no momento, não encontro forças para tentar explicar. Só me sinto um corpo sem vida, deixado de lado, sem ninguém a quem recorrer. Acho que é assim que funciona, não há um progresso linear, a gente fica sempre em torno das mesmas situações até conseguir superá-las de verdade. Felizmente tenho terapia amanhã de manhã, só preciso me aguentar até lá...

Uma questão de método

Depois de inúmeras crises existenciais nos últimos meses, cheguei a um dilema que, acredito, é a base de todos os outros. Alguém tem um palpite de como resolvê-lo a fim de levar uma vida menos sofrida e mais significativa? Segue. O melhor método para se viver é: a) assumir nossa fragilidade e excessiva dependência do afeto alheio, estabelecendo o maior número de conexões com as pessoas para se cercar de uma rede de proteção emocional, ou b) cortar de vez todos esses vínculos, viver radicalmente a solidão para se fortalecer fora da ilusão de que haja uma possibilidade de salvação individual? (Como os últimos, imagino que os próximos posts devem seguir nesta linha, estão avisados.)

Crise existencial acadêmica

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Alguém se reconhecerá no desabafo abaixo? Pensei em dividir estas angústias para lhes dizer: não estamos sozinhos em acharmos que estamos sozinhos. Porém, mesmo não estando sozinhos no sofrimento, a sensação de solidão ainda é imensa, então não acaba sendo verdade que estamos mesmo sozinhos? Bem-vindos ao clube da eterna crise da pós-graduação! E olhe que nem comecei o doutorado ainda... Diálogo mental com meu escritor favorito (preencha aqui o nome de sua preferência): Você que chegou lá, que eu tanto admiro por publicar livros de verdade, me diz como se faz para atingir um ponto em que você se sente seguro de que sabe muitas coisas ou pelo menos sabe muito bem poucas coisas? Quanto mais eu leio e penso, mais evidente fica minha ignorância sobre tudo. Isso na boca de um Sócrates, cujo valor intelectual está bem provado, parecem palavras de sabedoria, mas num contexto de modernidade, em que você é um novato precisando provar para pessoas capacitadas a sua capacidade quando voc...