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Mostrando postagens de dezembro, 2007

Sonhos de uma noite de verão (reminiscências adolescentes)

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Capítulo 1: Canal 13 Estudávamos num colégio onde tudo nos era permitido, exceto vagar por aí, pensar bobagens, chegar atrasado, sair fora da hora, discutir, negar e não obedecer. Os muros eram espessos e altos, pintados num tom de cinza que só pode ter sido invenção humana – nunca vi nada igual brotar no meio do mato. As carteiras cheias de ângulos retos não nos permitiam dormir. Todas as salas eram fechadas e abarrotadas de gente. Pátio não havia. Um dia, por acaso, quando eu transgredia umas dezenas de regras, encontrei a sala dos professores. Digo “encontrei”, porque ninguém com menos de trinta anos tinha acesso a ela, ou melhor, sequer sabia que ela existia. Pois você não irá acreditar quando lhe contar onde ela ficava. No ginásio de esportes. Sim, nesse ambiente meramente decorativo que só adentramos no primeiro dia de aula. Durante o resto do ano não tínhamos por que ir até lá: as aulas de educação física eram todas teóricas. O que dizer a respeito da ultra-secreta sala d...

Feliz ceia de Natal!

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Neste fim de ano resolvi dar um tempo no desejo - que já está tão batido - e ficar com o malícia , que é bem mais Lolita. (Efeitos toscos by Mycrosoft Photo Editor)

Trash, o retorno: Fotonovela animal!

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Era uma vez um Príncipe Ancião e uma Cadela Princesa. Um dia seus olhares se cruzaram e eles se apaixonaram perdidamente. Não havia dúvida de que haviam sido feitos um para o outro, por isso, marcaram o casamento para aquele mesmo dia. Muito felizes, esperavam pela hora combinada... ... mas logo a inveja alheia os afetou. Uma feiticeira malvada entrou no castelo do Príncipe Ancião e lhe disse: “Felicito Vossa Majestade pelo matrimônio. E, como presente sincero, farei com que a Cadela Princesa morra assim que soar a meia-noite. Hahahahaha!”. No mesmo instante, envolta a uma fumaça negra e fétida, desapareceu. O Príncipe correu para junto de seu amor para aproveitar todos os instantes com ela. No entanto, não podiam deixar de lamentar a desgraça que os esperava. Naquela noite, houve uma rica festa de casamento. Um pouco antes da meia-noite, os recém-casados dançaram a valsa dos noivos. De repente, quando o sino da catedral deu a última das doze baladas, a Cadela Princesa deu...

Histórias para ex-criancinhas

Estou lendo um livro maravilhoso chamado 103 Contos de Fadas , de Angela Carter. É um compilado de histórias de várias nacionalidades que têm em comum o anonimato do autor (ou autores) e a fantasia. Os estilos variam bastante, mas os temas nem tanto (basicamente família, casamento, fortuna etc). Quando comprei essa antologia, pensei que teria um reencontro com a minha infância, pois me lembro nitidamente de ter possuído um belo encadernado de fábulas que eu tanto amava. Nele, havia histórias de princesas e bichos falantes. Um encanto sem fim! Pena que, em algum ponto da minha vida, ele sumiu e eu não me dei conta até recentemente, quando já era tarde demais. Ao topar com este belo volume de 500 páginas, papel amarelado (olhem que nome sedutor: pólen soft), bordas verde-limão e a capa listrada verde e preta, criei todo um universo de expectativas. Acima de tudo esperava reaver a candura que tive sem saber e perdi quando soube que a tinha. Mas não foi nada disso. Como descreveu o Obs...

Revisita mais do que esperada: óbvia

Você já acordou com vontade de conversar? Sim, uma conversa qualquer, banal, louca, chata (até isso vale), interessante, repetida, qualquer uma! Acho que não, né? Isso mais me parece doidice da minha cabeça, mas… Por que não passa? Para alguém que se gaba tanto de ser auto-suficiente e amante da solidão, depender desse modo de outrem – e, pior, não ter tal necessidade saciada – é aterrorizante. ** Imagino o que seja. Saudades, talvez. Da vida a que fui condicionada nos últimos dois anos e que agora (finalmente) começo a apreciar. Escolha errada, ou melhor, tardia, porque logo serei jogada para uma outra vida qualquer. Com esse sentimento de “perdi-algo-importante-mas-não-sei-o-que-é”, passei o dia arrumando as malas e, nos intervalos, lia Drummond. Ah, há quanto tempo não fazia isso… O poeta falava para mim, assim baixinho no meu ouvido, aquelas verdades que tanto doem. Confesso que não sou grande leitora dele (como não ser? que vergonha tenho por ser profana diante do verdadei...