Da vampira
Eu queria escrever um texto que fosse totalmente autêntico, original, nunca antes escrito (como a vontade do dramaturgo da peça “Do vampiro – variações n. 2”, que está em cartaz no Festival de Teatro de Curitiba) e que ainda fizesse todo sentido para qualquer pessoa que o lesse. Mas acaba sendo só mais um grito no vácuo. Imagem meio gasta em ficções científicas mais cults, admito. As ações não ecoam, porque não há ar, a casa está apertada demais, ninguém se mexa (mais uma vez parafraseando a dita peça – juro que darei o serviço dela no final deste post)! Tudo escuro, só a parca luz que entra pela janela faz um bonito desenho no chão, uma música daquelas românticas antigas, soando bem baixinho, como se deve ser, ao pé do ouvido, arrepio, vontade de chorar apenas uma lágrima. Eu te amo ao som de Frank Sinatra. Isso numa outra vida, quando as coisas cresciam sob o sol. O espelho não reflete mais a imagem que estava tão concreta na sua cabeça. (Vontade não faz verdade.) Não reflete mais...