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Mostrando postagens de junho, 2010

Crime em família - parte final

(Não sabe do que se trata? Leia a parte 1 .) A pedido do meu neto mais velho, volto para terminar o relato do caso que comecei a investigar há algumas semanas. Sim, o mistério da dona Geraldinha foi resolvido, mas de forma tão sinistra que preferiria nunca mais pensar no assunto. Na verdade, nem entendi bem por que tenho que continuar. O Matheus só disse: “Vó, a senhora é a nova celebridade do Twitter. Tá todo mundo louco para saber a solução do caso. Não vai amarelar, hein?”. Preferi não perguntar quem era esse tal de Twitter para não passar por desatualizada. Imagino que seja alguém muito importante, no nível do Faustão ou da Ana Maria Braga. Tem também aquele mocinho do Fantástico que fala umas coisas muito engraçadinhas. Não lembro o nome, talvez seja até da turma do Twitter. Vou prestar mais atenção no próximo domingo. Onde havíamos parado mesmo? Ah, sim, lembrei. Depois que eu vi o rapaz mexendo na fechadura do restaurante, fiquei desconfiadíssima. Passei várias horas de bu...

Shopping, a gaiola das neuróticas

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O quadrinho acima saiu hoje na Folha. Não resisti e resolvi tirar um minuto para compartilhar aqui com vocês. Quem sabe um dia ainda não escrevo um texto de punho próprio? Piano, piano, estou tentando voltar à normalidade.

Pergunta e resposta

Por que eu não apareço há um mês e meio? Porque estou tentando recuperar a concentração perdida para me arriscar na carreira acadêmica. Este post do blog "link", do Estadão, explica melhor meu argumento: Concentração e Distração 6 de junho de 2010| Por Reuters Quando o escritor norte-americano Nicholas Carr começou a pesquisar se a internet estava arruinando nossas mentes, assunto de seu novo livro, ele restringiu seu acesso à internet, deu um tempo no e-mail e desligou suas contas no Twitter e no Facebook. Em seu novo livro The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains, ele diz que a rede está nos privando da capacidade aprofundada de raciocínio. “Minha falta de habilidade em me concentrar era uma grande falha. Por isso deixei o Twitter e o Facebook e voltei a checar e-mail apenas algumas vezes por dia, em vez de a cada 45 segundos”. Apesar de inicialmente se sentir “perplexo” com sua repentina ausência de conexão, Carr disse que em algumas semanas ele já ...