Prisão de ventre
Há dias venho escrevendo este post mentalmente. Ele ficou tão grande na minha cabeça que terei que resumi-lo, se não se importarem. Tudo começou quando comprei a piauí deste mês na rodoviária de Araraquara. Só mencionei o local, porque me marcou muito a conversa que ouvi entre o dono da banca e um cliente. Eles diziam, exaltados, que os usuários de drogas seriam punidos pela providência divina. Viajando pelo estado de São Paulo, percebi que a diversidade enorme daquela região acirra o medo e este, por sua vez, o conservadorismo. Não sei se as coisas estão assim tão diretamente ligadas, mas as vi tão próximas e constantes que não pude deixar de fazer a relação. Então, em posse da revista mais anárquica da Abril e tomada de “um tédio enorme da vida” (Poetinha), devorei-a em dois dias. As matérias deste mês estão todas muito boas, recomendo principalmente àqueles que se interessam por cultura (perfil de Nuno Ramos e texto sobre Gilda de Mello e Souza), ciência (perfil do possível gan...