Por que “Cisne negro” é duca
Fevereiro, mês feliz para os cinéfilos. É quando estreia a maioria dos grandes concorrentes ao Oscar. Até agora, consegui assistir a “Biutiful” e “Cisne negro”. Trata-se de duas produções super-estimadas pela crítica. Quando a gente finalmente vai vê-las, dá aquele medo de se deparar com filmes simplesmente bons, e não extraordinários. O primeiro tinha todos os ingredientes para ser duca (subúrbio, conflitos raciais, misticismo versus realidade), mas, para mim, acabou sendo simplesmente bom. O segundo, apesar da expectativa igualmente alta, conseguiu surpreender. Talvez seja falta de repertório cinematográfico meu, mas achei muito original a ambientação de balé – não confundamos com dança de salão ou de rua, que suscita outros tipos de conflitos. Uma trama sobre bailarinas tem todos os pontos positivos de filmes clássicos de boxeadores (treinos rigorosos; escoriações; pressão do treinador, da família e dos opositores; busca de um estilo próprio; o esporte e a vida do atleta...