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Um conselho

Saudades masoquistas deste Word aberto em branco. Remete diretamente aos artigos que tanto sugaram minhas energias nessas férias. Mas também a um certo período em que escrever era a minha missão, e eu o fazia regularmente, acreditando na importância da comunicação honesta, responsável, engajada. Hoje estou mais para os personagens de Camus. Não importa o que façamos, estamos sozinhos e vamos nos acabar do mesmo jeito. Alguém talvez se identifique com a situação que descreverei. Um dia você foi tão otimista que atualmente qualquer tipo de esperança enoja, esforço vão. Lembrança do desespero de aguardar o que, você saberia no futuro apenas, nunca aconteceria. A fé no a-de-vir torna-se mais dolorosa do que o problema em si. Melhor seguir com os pés no chão, rotina, leis, tudo certo e seguro. Esse é o conselho que tenho para dar.

Pseudocult

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Esses dias de feriado prolongado me deram o tempo necessário para pensar sobre as coisas que eu havia lido e assistido ultimamente. Embora hoje eu tenha concluído a leitura de O Morro dos Ventos Uivantes , de Emily Brontë (belíssima história indicada por Rê, Van e Mari; agora também me junto ao time de fãs), não falarei dele em particular e sim do livro que li antes, La peste , de Albert Camus. Na época da leitura, separei dois trechos que citarei logo mais. Todavia, antes, farei um breve resumo da história para localizar aqueles que não a conhecem. ** Resumo Estamos em Oran, uma cidade comum habitada por pessoas que não têm preocupações mais profundas senão os fatos cotidianos. O personagem principal é Rieux, um médico ateu que exerce sua função o melhor que pode, mas sem jamais questioná-la ou tentar mudar seu modo de vida. O conflito se apresenta quando milhares de ratos mortos aparecem por toda a cidade. Após alguns dias, são as pessoas que começam a perecer por causa d...