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Mostrando postagens de maio, 2008

Final feliz?

Pesquisas com células-tronco embrionárias são liberadas Depois de três anos de debates, estudos podem voltar a ser desenvolvidos sem restrições Está oficialmente decidido: as células-tronco embrionárias podem ser utilizadas em pesquisas – desde que estejam congeladas há mais de três anos e haja a autorização de seus genitores, como a Lei de Biossegurança especificava já em sua criação, em 2005. Na noite dessa quinta-feira (29), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, anunciou o resultado da votação, que foi acirrado. Dos 11 ministro, seis foram contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade – processo movido pela Procuradoria-Geral da República para anular a validade a lei que ampara as pesquisas. No fim, prevaleceu o argumento levantado pelo ministro Carlos Ayres Britto: “Um embrião congelado, que jamais será gerado, não pode gozar dos direitos de proteção da vida e da dignidade da pessoa humana”.

O lírio e a camélia

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Um olho no espelho vê o lírio. O outro, voltado para a sombra dançante na parede, vê a camélia. O lírio é rígido, correto, simples e sem excessos. Vive bem enraizado, próximo ao chão, cercado por seus iguais. Não tem pretensões. É constante, bondoso, eterno. Tem uma beleza tão crua, rústica, quase masculina. Virginal, nada esconde, nunca cede. Velado em sua santidade, morreria numa câmara nupcial. Foi feito para os santuários e as capelas, em honra a damas tão íntegras quanto ele. Fruto banal dos campos, há em sua seiva um misticismo que se perpetua intocado. A camélia já nasce nas alturas, aspirando ventos mais leves e velozes, pronta para saltar ao primeiro chamado. Poderiam olhar para ela e dizer "Que florzinha à toa, brota em qualquer canto, nada de especial tem!". Alguns até o fazem, mas basta deterem-se um segundo a observá-la que logo se rendem a seu balançar leviano. Camadas brancas em profusão, feito os saiotes da dançarina de cancan, que se oferece sem amor, só...

Foi mal

Preciso me retratar com a torcida do Palmeiras. Gente, desculpa por ter ido ao jogo e, com o meu pé-frio do c******, fazer o nosso time do coração perder. Admito que foi por egoísmo. Da outra vez até que não. Eu nunca havia visto o Palmeiras em campo ao vivo e tinha a curiosidade. Ok, perdoada. Mas hoje era desnecessário; eu já conhecia o ambiente, o clima e a "cara" do time. Insisti em ir só para estar um pouco mais perto dos meus ídolos - principalmente do Valdivia, que não estava no jogo contra o Atlético, do Gustavo, do Martínez (nunca vou esquecer aquele beijinho que ele me mandou...) e do Marcos. Mas decidi: futebol agora só pela TV, ok? Não quero pôr em risco a nossa taça do Brasileirão 2008.

Dor de jornalista

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A moléstia que ataca minha classe profissional não pode ser outra senão a no estômago. Sinal de estresse, má alimentação e ingestão de todo tipo de veneno – inclusive o exalado pelos semelhantes. Eu não pretendia (e não pretendo!) fazer este post como um desabafo pessoal. Mas só tive essa rápida recaída, por causa da última atualização desanimada da minha amada Regatinha. Fiquei desanimada também. Além de ter a mania de tomar para mim a dor dos outros – sim, sou hipocondríaca convencional e emocional –, sempre que leio o blog da minha amiga, ela deixa tantas críticas codificadas que morro de medo de me encaixar numa delas e ser tão tonta a ponto de nem perceber. Bem, mas o que eu tinha a dizer já está dito. Vamos à idéia original do post. ** Seguindo a moda por aí, estou revendo alguns dos meus conceitos. A primeira mudança, talvez a que mais diga sobre minha essência, descrevo agora. Scarlett O’Hara não é mais a minha musa inspiradora. Troquei-a por Maria Moura. Conhecem? P...