Final feliz?
Pesquisas com células-tronco embrionárias são liberadas Depois de três anos de debates, estudos podem voltar a ser desenvolvidos sem restrições Está oficialmente decidido: as células-tronco embrionárias podem ser utilizadas em pesquisas – desde que estejam congeladas há mais de três anos e haja a autorização de seus genitores, como a Lei de Biossegurança especificava já em sua criação, em 2005. Na noite dessa quinta-feira (29), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, anunciou o resultado da votação, que foi acirrado. Dos 11 ministro, seis foram contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade – processo movido pela Procuradoria-Geral da República para anular a validade a lei que ampara as pesquisas. No fim, prevaleceu o argumento levantado pelo ministro Carlos Ayres Britto: “Um embrião congelado, que jamais será gerado, não pode gozar dos direitos de proteção da vida e da dignidade da pessoa humana”.