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Mostrando postagens de novembro, 2018

Quizz: qual é o padrão?

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E a lista poderia continuar, mas acho que vocês já entenderam a ideia, e todos nós temos mais o que fazer, né.

O discurso da universidade e a democracia

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Entrei na moda da autocrítica: "O intelectual deseja geralmente ser um porta-voz, mas ele confisca a palavra que pretende representar. [...] Rancière denuncia, no seio da elite, um certo ódio pela democracia, uma recusa ao que ela teria de escandaloso: o reconhecimento de um igual valor potencial de cada voz. [...] Mas será que o povo tem necessidade das explicações dos universitários para pensar sua condição e sua ação? A universidade deve pensar 'para' ou deve pensar 'com'? E pensar significa somente saber? [...] Será que ainda podemos escutar, aprender e falar em comum?" Esses trechos foram tirados do prefácio de Jean-Luc Moriceau ao livro " Diálogos e dissidências: Michel Foucault e Jacques Rancière ", de Ângela Cristina Salgueiro Marques e Marco Aurélio Máximo Prado, publicado pela editora Appris neste ano.

Veludo vermelho

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Dizem que os italianos falam com as mãos. Faço, porém, duas correções. Primeira, todas as nossas experiências, não só a fala, são pelo toque. Segunda, não tocamos apenas com as mãos, mas com cada pedaço do nosso corpo. Sensoriais até as pontas dos fios de cabelo, não é à toa que nós, italianos, somos amantes e místicos inveterados, os êxtases nos arrebatam sem trégua. Logo cedo, quando o gole de espresso fervendo amarra a língua e, logo depois, a cremosidade do canolli a desenrola, eu canto, as cordas vocais aplaudindo delirantes. É preciso cantar após uma boa refeição, senão nem o mais eloquente elogio convencerá o cozinheiro de que não foi schiffo  (nojo) o que eu senti. Meu corpo também vibra quando visto seda, que o vento levanta para cair úmida sobre as costas e as coxas. O que para uns é luxo, para os italianos é sobrevivência. Que remédio melhor para o desespero senão receber um cafuné de caxemira ou ter as mãos aquecidas por couro bem curtido? O mármore está lá em ...

Mantra

Repita até soar natural e razoável: "No Brasil, o novo teto salarial dos juízes é 18 vezes a média salarial da população." E, na sequência: "Isso vai aumentar em mais de 5 bilhões as despesas da União, enquanto usam a justificativa da dívida pública para cortar direitos do trabalhador." Por fim, pra atingir o Nirvana: "Ó, Pátria amada, idolatrada, salve, salve!"

Censurado

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Eu ia fazer uma piada sobre o Coiso, mas daí pensei no exército de trolls que trabalha 24 horas por dia para destruir qualquer voz dissidente -- como eles arrumam tanto ódio e tanto tempo? Receberão salário ou fazem só por amor à coisa (ao Coiso)? Moral da história: a autocensura é o primeiro passo para a censura. Eu aprendi isso com José J. Veiga, em especial com "A hora dos ruminantes", leitura que pode nos ajudar a sobreviver nos próximos anos. Sejamos corajosos. Repito para mim mesma. Se o pior acontecer e eu tiver me calado, a culpa também terá sido minha. Ensaio para ter coragem. Uma hora ousarei contar a tal piada, mas ainda não. Infelizmente meu dia não é tão longo quanto o dos trolls, e eu preciso resolver todas as minhas obrigações, que são muitas, sozinha. Então espero por dias mais calmos pós-fim-de-semestre. Mas contarei, eu preciso contar para acreditar que tenho coragem e que a sustentarei quando ela for mais necessária.