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Mostrando postagens de novembro, 2007

Por que nos estupraste, Brasil?

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Não tinha a intenção de fazer tantas atualizações em um intervalo de tempo tão curto. Mas não posso deixar de divulgar o artigo que acabo de ler. É... É... enojante! Me sinto tão vil de viver de forma confortável enquanto outras pessoas (e não são poucas) passam por essa merda. A menina paraense que virou notícia Por Ligia Martins de Almeida em 27/11/2007 A prisão de uma menina de 15 anos em uma cela com 30 homens – e a violência continuada que sofreu durante o período – indignou a mídia na semana que passou, a ponto de merecer um editorial do Estado de S.Paulo sob o título de "Vergonha nacional": "No capítulo das grandes vergonhas nacionais, merece destaque o fato, especialmente sórdido, de vileza desmedida, que é a colocação de mulheres em celas com muitos homens, para que sejam exploradas e brutalizadas sexualmente... E o mais acachapante é que a governadora do Pará suspeita de que a prática é comum – não apenas em seu Estado, mas em outros locais do terr...

Sim, sim, sim, esse amor é tão profundo...

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Enfim um bom lançamento no meio musical! Amanhã sai na net o clipe de Conquest da White Stripes; é a terceira música do álbum Icky Thump a ter um vídeo – as outras duas são Icky Thump e You don’t know what love is (you do as you’re told). Nossa, quando ouvi esse último CD da banda, de cara gostei de Conquest . É o meu xodozinho, por isso foi uma agonia esperar vir esse clipe. Sem contar o desespero pela possibilidade de não o fazerem. Mas, graças ao poder divino, meu gosto não é tão diferente do de Jack e Meg e seus produtores. Apesar de toda a espera, não tenho tanto o que reclamar, porque as duas músicas anteriores que foram “videoclipadas” são excelentes, em especial a segunda que citei (o nome é muito grande pra ficar repetindo). Vejam lá: http://www.whitestripes.com/video/video.html . E reparem nos quatro detalhes de que mais gosto: 1. a expressão do Jack quando diz o verso “I suspect you've got a respectable side” logo no começo; 2. o modo de ele dançar e tocar enquanto...

Por que me estupraste, Dalton?

Apresento logo abaixo um dos meus únicos poemas da fase adulta (nota: adulta de idade e não de qualidade de escrita). Como o título do post bem indica, cada vez mais esta cidade me arranca à força a ingenuidade. ** Ponto de ônibus Frio nos braços quentes e moles e engordurados (suor produzido no ponto máximo do calor e agora seco fedor velho). Abraço bem forte a bolsa Não a cobicem, é tudo o que tenho! Ô ônibus que nunca vem! Quero logo chegar em casa tomar banho comer dormir fazer qualquer coisa até fazer nada desde que não seja aqui! — Ô, piá! Qualé? As mãos pequeninas no auge dos oito anos empurram o peito gigante do garoto de doze uma rodinha de minimendigos em volta É sinal de briga? tiro? bala perdida? Por que mais ninguém enxerga isso? Você é a única tonta que olha finja que não viu nada aja naturalmente Quero estar em qualquer lugar que não seja aqui! Crianças-macho: animaizinhos nascidos acuados. Chegam em casa Esbofeteiam a mãe Mijam no p...

Pseudocult

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Esses dias de feriado prolongado me deram o tempo necessário para pensar sobre as coisas que eu havia lido e assistido ultimamente. Embora hoje eu tenha concluído a leitura de O Morro dos Ventos Uivantes , de Emily Brontë (belíssima história indicada por Rê, Van e Mari; agora também me junto ao time de fãs), não falarei dele em particular e sim do livro que li antes, La peste , de Albert Camus. Na época da leitura, separei dois trechos que citarei logo mais. Todavia, antes, farei um breve resumo da história para localizar aqueles que não a conhecem. ** Resumo Estamos em Oran, uma cidade comum habitada por pessoas que não têm preocupações mais profundas senão os fatos cotidianos. O personagem principal é Rieux, um médico ateu que exerce sua função o melhor que pode, mas sem jamais questioná-la ou tentar mudar seu modo de vida. O conflito se apresenta quando milhares de ratos mortos aparecem por toda a cidade. Após alguns dias, são as pessoas que começam a perecer por causa d...

Endoscopia

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Ontem à noite assisti às 4 horas do filme Gone with the Wind (... E o vento levou ). Havia planejado ver duas horas num dia e duas em outro, mas não consegui parar até que se esgotasse o último minuto. Torci tanto para que Rhett ficasse... Por que nunca consigo mudar o final? Puxa, já havia lido o livro e assistido ao filme, e toda vez o Rhett vai embora. E toda vez eu sofro junto. O que mais me fascina nessa história não é simplesmente o amor complicado entre Rhett e Scarlett, mas, sobretudo, a personalidade da nossa heroína. Metade irlandesa, Scarlett O’hara é caprichosa, vaidosa, fútil, egoísta, mesquinha, falsa, gananciosa e, sem dúvida, a mulher mais linda de que já se ouviu falar... Enfim, possui todas as características para uma vilã de mão cheia. Talvez tivesse sido a antagonista, enquanto a boníssima Mellanie seria a protagonista. Porém, não se pode determinar o próprio destino. No momento em que Scarlett teve seu mundinho destruído pela Guerra Civil Americana, foi obrigada...

Memórias de um café da manhã country

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No dia dessa foto, saímos da prova no sábado de manhã e fomos à casa da Gi fazer um trabalho de espanhol. Nos divertimos tanto (oras, por que acham que até hoje meu espanhol é uma catástrofe?)! Ai, que ótimo dia... Mas sinto muito, não vou compartilhá-lo com vocês. Ele pertence apenas às pessoas que lá estiveram naquela manhã. Então vocês podem reclamar: que história é essa de começar um causo e deixar o leitor na ignorância? Esse é meu direito como escritora onipotente no domínio deste blog. Ponto. Voltemos à minha lembrança daquela manhã. É algo tão vivo para mim. Se eu não soubesse que ela aconteceu exatamente no outono de 2004, poderia dizer “foi esses dias”, porque é assim que a sinto. Essa aí na foto é a Rafs. Recortei só ela dentre os que estavam presentes na ocasião, porque hoje faz exatamente 2 anos que essa minha amiga morreu. Mas, tal eu ia dizendo, esse dia do “trabalho de espanhol”, como muitas lembranças, é tão presente, pulsante, recente! Às vezes ainda dá aquel...