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Mostrando postagens com o rótulo jornalismo

Quadro de avisos

Atenção, meus dois ou três leitores: o blog está de volta à ativa. Sim, também estou cansada de telas e de discursos sem rosto e sem toque, meus dedos doem de tanto digitar, mas é o que temos para hoje. Tentei o silêncio, na esperança de não reforçar a tensão geral. Foi bom por um tempo, até que senti falta de conversar. Como estou em plena escrita da tese, para contrabalancear essa loucura de ser tão profundamente séria e inteligente (uhhh) por horas a fio, resolvi desengavetar aquele plano de publicar o meu romance "Elegia da gente viva” aqui. Só metade do livro está pronta, a outra vai sendo escrita em paralelo às postagens, então vocês podem palpitar. Talvez eu incorpore alguns desses comentários, se achar que eles forem produtivos para a estrutura geral. Independente disso, feedbacks são sempre bem-vindos.  Decidi postar aqui no blog, porque não é um grande romance e, ao mesmo tempo, não me parece tão ruim para morrer como arquivo de Word. É uma forma de me forçar a terminá-l...

Como fazer o Boca do Inferno passo a passo

Um guia para manter o jornal vivo sem perder a própria vida, por Suelen Trevizan 1. Ter uma equipe editorial estabelecida. É importante que haja um editor-chefe, um diagramador e um comitê editorial de no mínimo cinco pessoas (sem contar o editor-chefe). Nada de tentar angariar colaboradores no meio do processo, medidas desesperadas afetam a qualidade da equipe. O ideal é que sempre no começo do ano, ainda no primeiro mês de aula, haja uma seleção de editores para dar ares novos à equipe (quanto maior o número de membros, mais pluralidade haverá) e compensar as saídas ao logo do ano anterior. Essa equipe deve ser bem instruída e estar comprometida a trabalhar o ano todo. Quanto ao diagramador, de uma edição para outra se deve conversar com ele para saber se ele tem interesse e disponibilidade de continuar no projeto. Sim, beleza é essencial, pelo menos no caso de um jornal, senão ninguém se dá ao trabalho de ler aquele texto superinteligente. 2. Abrir chamada para textos. A chama...

O mundo paralelo dos cadernos de cultura

 A revolução digital ocorrida no último decênio, que popularizou o uso doméstico de computadores com acesso à internet, incrementou exponencialmente a produção e o consumo de informação. O efeito positivo disso é inegável: pessoas de todas as classes informam-se mais ativamente. Na medida em que os veículos tradicionais – rádio, televisão, jornal e revista – perdem o monopólio sobre a notícia, procuram adaptar-se à nova realidade. O caminho mais aconselhável à mídia impressa, segundo muitos especialistas, é desistir de competir com a rapidez da internet e se dedicar ao tratamento analítico dos fatos. Na prática, ao observar a evolução de um jornal como a Gazeta do Povo, deparamo-nos com a revalorização do furo e do trabalho de pesquisa. Não por acaso, em 2010, o diário paranaense ganhou um Prêmio Esso inédito pela série investigativa Diários Secretos. Enquanto isso, os cadernos de cultura – e aqui inclui-se o Caderno G, do referido jornal – permanecem alheios às mudanças, como aq...

O Evangelho segundo Lula

Cristóvão Tezza Publicado em 7/04/2010 na Gazeta do Povo contato@cristovaotezza.com.br Sentindo-se solitário e triste na escuridão do final dos tempos, disse Lula: “Fiat Dilma!” E Dilma se fez. E Lula viu que estava razoável, contratou um instituto de beleza e outro de opinião, e viu que com ele ninguém podia, e resolveu separar os bons dos maus e a luz das trevas, para uma nova batalha celeste. E acalmou seu rebanho indócil e arregimentou profetas de outras colônias para sua nova missão; chamou os anjos mensaleiros, convocou os santos antigos e ungiu velhos inimigos convertendo-os à Guerra Santa pelo báculo Lulista. “Vai ser fácil!”, bradou ele na Assembleia do Purgatório, e os anjos abraçados fizeram “Hurra! Hurra! Hurra!” E Lula viu que isso era muito bom e foi descansar. E no segundo dia Lula resolveu desenterrar o Príncipe das Trevas, o satânico FHC, e viu que isso era bom; e lançou contra ele a Voz do Senhor, e separou as águas puras das impuras, o Bem do Mal, o Fim e o Iní...

Conversa de cozinha

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(7h30) Café da manhã: Por que comprar jornal (Argumentos em tópico devido ao desgaste mental causado por monografia + trainee + iniciação científica.) 1) O jornal é o veículo mais antigo e mais tradicional do jornalismo. Em 24h ele é produzido, impresso, distribuído, lido e usado para limpar o xixi do filhote de cachorro. Completar esse ciclo diariamente é fazer uma ode à essência da profissão – apressada, imperfeita, mas ainda confiável. 2) Ler jornal nos faz sentir participantes de algo maior do que nossas vidinhas. Domingo, então, é uma bênção; essa prática nos salva da programação ruim da TV e da modorra geral do dia. 3) Uma vantagem da queda de tiragem que os jornais do mundo todo vêm sofrendo é que eles estão repensando seu conteúdo. Felizmente começam a desistir de competir com os meios eletrônicos. Não queremos saber que o avião caiu – isso já sabemos desde a véspera – mas se houve negligência de alguém, qual era a história das pessoas que morreram e o que será feito par...

Mais uma resenha: a única coisa que sei fazer (e nem isso faço direito)

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Só o que tenho feito ultimamente, quando não estou no jornal, é requentar. Por isso, lá vai uma resenha que produzi há alguns dias. (Sobre a foto: só falta eu deixar crescer a barba, e vocês não notarão diferença entre mim e este personagem do Russel Crowe.) (Sobre)vida longa ao jornalismo Em tempos de crise nos jornais e de uma enxurrada de opiniões especulativas avançando sobre a informação checada, Intrigas de Estado ( State of Play , 2009) é, de certa forma, um consolo. Apesar de o filme dirigido por Kevin McDonald se basear em uma série de televisão, ele defende a superioridade do jornal de papel sobre as mídias eletrônicas. O argumento central é que, em detrimento de seu enfraquecimento comercial, o texto impresso é uma ferramenta poderosa de justiça. O personagem principal da trama, Cal McAffrey (Russell Crowe), é o típico jornalista-herói que o cinema consagrou – aquele que vai até as últimas consequências para ter a notícia. Ele trabalha sob a pressão direta do conse...

Clique djá!

Ei, você aí que está matando seu tempo na internet, faça algo útil na web! Clique AQUI e responda a uma pesquisa que a minha amiga Poli está fazendo para o TCC dela. A sua participação contribuirá para a evolução da pesquisa em comunicação social. Obrigada e volte sempre! ** Tá todo mundo falando de Michael Jackson. O Jornal Nacional foi praticamente temático e o Globo Repórter se virou nos trinta para fazer um programa sobre ele (fechado em 24h de trabalho, uau!). Eu também não poderia postar hoje e simplesmente ignorar o assunto. O ídolo do pop morre aos 50 anos. Foi ontem. E sempre parecerá que foi ontem. Momento revolta: por que algumas pessoas têm que morrer? Quando Dercy, Clodovil e Raul Cortez se foram, eu não conseguia acreditar - na verdade ainda não consigo -, mas, sendo racional, eles já eram velhinhos. Por fora, o vigor não deixava transparecer a idade, mas estava lá na carteira de identidade deles. Michael Jackson, embora fosse um ser assexuado e atemporal, não ...

Não, isto não foi retirado de um filme de máfia

O jornalista, os anunciantes e McCarthy*

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Assim que a tela se ilumina, o convite está feito: esqueça o ticket de estacionamento que venceu, deixe de lado as vitrines multicoloridas e volte para a década de 1950, para o mundo de glamour em preto e branco da televisão. Jazz tocando ao fundo, penteados impecáveis, a fumaça dos cigarros por todo lado, copos de whiskey como acessório obrigatório – o cenário está exposto. Esse é o universo recriado por George Clooney no filme Boa noite e boa sorte ( Good Night, and good luck , 93 min, 2005). O ator, embora tenha estrelado em mais de 50 produções para cinema e televisão, é praticamente um estreante na direção. Até então só havia dirigido um filme, Confissões de uma mente perigosa (2002), e uma série, Unscripted (2005). Apesar da curta lista de precedentes, Clooney fez um trabalho irretocável e ainda leva o mérito do roteiro, com a co-autoria de Grant Heslov. Essa parceria, que começou há quase 30 anos, rendeu a indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e resultou na criação...

Ao Brasil, notícias da fome na Etiópia

David Oliveira de Souza Onde está a ‘mão invisível’ que regula o mercado? Nenhuma das pessoas que vi morrer de fome por aqui parecia conhecê-la É consenso para organizações internacionais como Unicef e FAO (Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) que a produção de alimentos é mais que suficiente para cobrir as necessidades terrestres. Porém, durante a leitura desse artigo, 60 crianças no planeta morrerão de desnutrição e, ao fim do dia, serão quase 20 mil. Na Etiópia, onde trabalho em uma emergência nutricional como Médicos Sem Fronteiras (MSF), todos os dias me pergunto por onde anda a mão invisível e mágica do mercado global, o melhor regulador da economia. Nenhuma das pessoas que vi morrer de fome por aqui parecia conhecê-la. Em Kambata, no sul da Etiópia, fica bem clara uma das lógicas geradoras de fome. Dedicadas à produção de gengibre para o mercado externo, muitas famílias de pequenos produtores deixaram de produzir comida para consumo próprio, imaginando ...

Liberdade de expressão e distorção

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O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar em breve a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. A regulamentação da profissão existe desde 1969, determinada pelo Decreto 972, mas tramita o Recurso Extraordinário (RE) 511961, que propõe a anulação da lei vigente. No momento em que a Suprema Corte votar esse processo, estará pondo em questão algo maior do que a obrigatoriedade da formação acadêmica: a condição do jornalista enquanto profissional. Desde que as graduações de Medicina e Direito surgiram no Brasil, nunca se questionou a importância de sua existência. Então, por que a de Jornalismo é colocada nessa berlinda? Os acusadores alegam o desrespeito à liberdade de expressão. Esse argumento, no entanto, carece de uma análise conceitual mais rigorosa. Está na Constituição Federal, artigo 220: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta C...

Comer no prato que cospiu

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Seguindo o exemplo da Regatinha - que conseguiu matar o blog dela com essa estratégia de preguiçosa -, leiam no link abaixo um dossiê que eu idealizei para o Comunicação. Devido à boa recepção, um psicólogo pediu que cedêssemos para a revista dele, a Atlas Psico. Mas a diferença é que o meu post tem foto, por isso "dov'è il latte?" não sucumbirá! Ah, quase ia esquecendo! O link: http://www.atlaspsico.com.br/Revista_ATLASPSICO_09.pdf Vejam também a publicação original do dossiê em: http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/3905/ http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/3921 Boa vinhada para quem puder!

Up up up among the stars

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Foto feita por uma repórter da minha editoria, Thaís Schneider. A perspectiva, que distorceu a lineariadade das estantes, e a profundidade de campo são geniais! Aproveito para divulgar a matéria que ela escreveu e para a qual captou essa imagem: http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/4175 Leiam, é linda! E se não se comoverem com a boa qualidade do texto, então acho que definitivamente estou ficando emotiva demais. Ah, o que que tem? O que é belo é para nos abalar mesmo, para nos destruir, para nos envolver. De férias das aulas, mas não do jorlab. Mas quem disse que eu quero me afastar? Só saio daqui arrastada.

Overdoses

Momentos de minha vidinha idiota e cheia de excessos. ** Foram dezenas e dezenas de páginas de textos teóricos sobre TV em uma única semana. E pior que ainda não acabou, falta o texto-mor (com 152 páginas) e redigir o trabalho em si. Não, acabo de pensar em algo ainda mais sacrificante do que isso tudo: agüentar o Bourdieu dizendo que os jornalistas não costumam ser pessoas cultas e nem capazes de elaborar discursos reflexivos. Taisez-vous, méchant! *rola no chão na porrada com o cadáver do velhinho* Era despeito de intelectual, entendo. É difícil levar uma vida só estudando, sem produzir nada concreto, daí, chega no fim da existência que merda deve ser aquele lapso de consciência: “Putz, não fiz nada, só pensei e meti o bedelho no trabalho dos outros... Para alguém reconhecer a minha dedicação, essa pessoa vai ter que ser igualmente frustrada. Dá para ter 20 anos de novo?”. Gosto de literatura, filosofia e outras áreas de conhecimento, mas estou numa fase de ódio exacerbado por ge...

Final feliz?

Pesquisas com células-tronco embrionárias são liberadas Depois de três anos de debates, estudos podem voltar a ser desenvolvidos sem restrições Está oficialmente decidido: as células-tronco embrionárias podem ser utilizadas em pesquisas – desde que estejam congeladas há mais de três anos e haja a autorização de seus genitores, como a Lei de Biossegurança especificava já em sua criação, em 2005. Na noite dessa quinta-feira (29), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, anunciou o resultado da votação, que foi acirrado. Dos 11 ministro, seis foram contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade – processo movido pela Procuradoria-Geral da República para anular a validade a lei que ampara as pesquisas. No fim, prevaleceu o argumento levantado pelo ministro Carlos Ayres Britto: “Um embrião congelado, que jamais será gerado, não pode gozar dos direitos de proteção da vida e da dignidade da pessoa humana”.

Dor de jornalista

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A moléstia que ataca minha classe profissional não pode ser outra senão a no estômago. Sinal de estresse, má alimentação e ingestão de todo tipo de veneno – inclusive o exalado pelos semelhantes. Eu não pretendia (e não pretendo!) fazer este post como um desabafo pessoal. Mas só tive essa rápida recaída, por causa da última atualização desanimada da minha amada Regatinha. Fiquei desanimada também. Além de ter a mania de tomar para mim a dor dos outros – sim, sou hipocondríaca convencional e emocional –, sempre que leio o blog da minha amiga, ela deixa tantas críticas codificadas que morro de medo de me encaixar numa delas e ser tão tonta a ponto de nem perceber. Bem, mas o que eu tinha a dizer já está dito. Vamos à idéia original do post. ** Seguindo a moda por aí, estou revendo alguns dos meus conceitos. A primeira mudança, talvez a que mais diga sobre minha essência, descrevo agora. Scarlett O’Hara não é mais a minha musa inspiradora. Troquei-a por Maria Moura. Conhecem? P...

Thanks god and mammy!

Gostaria de agradecer a todos que acompanharam a série de reportagens idealizada e editada por mim. Quem não faz a menor idéia do que estou falando, basta entrar aqui - http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/3326 -, que tem a introdução com os links para as quatro matérias. Sem querer parecer metida, mas com a bola cheia (sem dúvida!), cada elogio ao trabalho dos meus repórteres me fazia sentir como se fosse direcionado a mim mesma. É triste não ser a pessoa quem escreveu os textos, mas ter pensado em títulos (alguns me levaram muito tempo; há testemunhas), encontrado fotos (imagens boas com créditos são uma raridade no Google), checado dados e enchido de alterações vermelhas todos os parágrafos no Word me faz sentir um pouco mãe dessa produção. Como cereja no bolo dessa despedida, segue o comentário da nossa ombudsman: "Além disso, no on-line a editoria [de C&T] está atraente. A arte e a ciência sempre foram à frente de seu tempo a partir da criatividade e o especial...

Jabá

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Maravilhosa esta foto, não? Nem sei de onde é, peguei apressadamente no Google, mas, se fosse arriscar, eu diria que é de algum filme que conta uma das histórias de Arthur C. Clark ou de H. G. Wells. Ficaram com vontade de locar um filminho trash de ficção científica ou pegar um livro com uma história absurdamente inverossímil para ler? Pois aproveitem que hoje é Dia do Livro para acompanhar a série de reportagens sobre autores visionários e suas obras dentro desse gënero. A introdução já tá no site - www.jornalcomunicacao.ufpr.br - e, a partir desta noite até sábado, sairá uma matéria por dia. Tá bem legal, vejam lá! Eu não sei fazer propaganda, mas espero ter convencido alguém. Vamos lá dar uma força para os meus repórteres, que se esforçaram tanto para concretizar o meu plano maluco de fazer essa série.

A última palavra em tecnologia de telecomunicação

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Vocês ainda não conhecem? Que absurdo, em que mundo vivem? Apresento-lhes, então, a última palavra em tecnologia de telecomunicação: o Telefone Espanta Jornalista. Funciona de um modo bem simples. Este aparelho não tem base, portanto, está sempre fora do gancho. Assim, você passa o número dele para o jornalista idiota que pergunta demais, o otário vai ligar o dia todo para você e só vai ouvir o detestável tu-tu-tu. Além de se livrar dos capachos da imprensa, você ainda os faz perder um tempão, se irritarem e destruirem o estômago com café e calmantes. Adquira já o seu! Disponível nas melhores lojas especializadas.

Mulher Maravilha vai ao psicanalista

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Ando nostálgica. Tenho martelado fatos vergonhosos como: quanto mais me dedico ao jornalismo, menos tempo tenho para me informar em profundidade sobre assuntos variados; faz mais de um mês que não leio um romance ( ...E o vento levou não conta); a poesia resgata um pouco do que fui, mas não consigo produzir coisa alguma no gênero – mesmo se conseguisse, só estaria desviando meu cérebro cansado da linha racional (o que seria catastrófico). ** Células-tronco, células-tronco. Não consigo chegar a uma resposta! A favor ou contra? Não tem outra opção? Alguém explica por que esse tema tem martelado tanto minha cabeça se não me afeta em quase nada? Já sei, é o artigo que há dias bolei na minha cabeça e que estou me negando a pôr no papel – ó, fantasma do trabalho pendente! ** Fazer matérias para TV é fácil e complicado ao mesmo tempo. Se você é a repórter, tem que estar com a aparência em ordem, decorar as passagens e apresentá-las com naturalidade bem forjada, fazer as entrevistas ...