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Mostrando postagens com o rótulo capitalismo

"Essa vida é mesmo...

... um barco de merda, navegando em um mar de mijo, impulsionado por uma forte vendaval de peidos." (Waly Salomão, "Self-portrait", in: Me segura q'eu vou dar um troço) ** Depois do verso do maravilhoso Waly Sailormoon, fica difícil colocar algum conteúdo mais relevante, mas preciso dar notícias a vocês sobre a minha tentativa de resistir ao consumismo . Obviamente eu fracassei. Fiquei uma semana inteira sem abrir sites aleatórios de compras e aproveitei também o embalo para suspender o hábito de checar o noticiário a cada hora. Isso, em tempos de internet, foi um uma internidade (sorry...), deu tempo de o "presidente" fazer um zilhão de merdas e de passarem uns cinco caras pelo Ministério da Saúde. Ou seja, o ciclo "normal" de acontecimentos do Brasil pós-2016. A diferença é que não gastei meu tempo formando opiniões sobre a atitude de um bando de ignorantes raivosos. Alienação? Só desisti de esperar qualquer bom senso dessa turma. Para...

Desafio contra aquele diabo que roubou minhas horas

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E por falar em capitalismo... Me propus um desafio que vou compartilhar com vocês, traças e formigas que roem os fios deste ambiente virtual -- wireless não chegou aqui ainda --, para que me ajudem a permanecer motivada. Quantas horas de sono vocês já perderam vasculhando sites de compra mesmo sabendo, no fundo, que não precisavam de nada daquilo? Não sei vocês, mas eu fico muito mais do que eu gostaria. Que vício maldito! Antes, ao fazer window shopping, a gente pelo menos andava no calçadão, tomava um sol na cara, sentia o estado de espírito da cidade... O capitalismo nos encurralou neste atual estado vegetativo, em frente à tela comprando coisas que nem vamos usar, porque estamos ocupados comprando novas coisas. Sinto isso principalmente com livros: acabo lendo pouco, porque estou vendo quais novos livros vou comprar. Consumismo nerd ainda é consumismo... E já vinha sendo assim bem antes da quarentena. Então, meu desafio é  não comprar coisas inúteis  online . E,...

Extra! Extra! Bolsonaro veio para trazer paz aos povos

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Não é piada. Depois deste ano extenuante, buscando um sentido para a coisa toda, cheguei à conclusão de que Jair Bolsonaro é o maior mestre zen de todos os tempos. Precisávamos desesperadamente dele para despertar. Não bastava um liberal ou um banqueiro qualquer, tinha que ser o sujeito mais tosco já nascido nesta terra para nos libertar da cegueira em que nos encontrávamos acerca dos problemas de nosso país. O caminho para a iluminação não é fácil. Primeiro ficamos reativos, apegados aos pequenos prazeres. Ficamos presos num papo assim: "Ei, lembra a bonança de 2010? PIB padrão chinês, todo mundo comprando carro e tomando iogurte grego feito água, viagens de avião se democratizando, as universidades distribuindo bolsas de pesquisa e extensão, o Brasil emprestando ao FMI em vez de pegar emprestado, nosso maior problema era decidir onde aplicar a bolada do pré-sal... Bons tempos... O problema veio depois. Foi a recessão mundial. Não, foi a corrupção do PT. Não, foi o golpismo ...

Paixões à parte, terrorismo se combate com inteligência

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Depois que eu relembrei o caminho das pedras, fiquei com vontade de voltar. Como comentei no post anterior, troquei as redes sociais pela mídia tradicional e assim venho me sentindo melhor informada. Em vez de replicar memes e incomodar meus amigos e parentes com mensagens alarmistas no Zap, acho que é hora de fazer uma autocrítica para tentar entender como chegamos a este ponto. Afinal, se tivemos 13 anos de governos supostamente de esquerda, por que de repente a extrema direita parece tão mais atrativa no Brasil -- e também no mundo? Esse processo não é súbito, vem ocorrendo há pelo menos uma década, é complexo e exige um pouco mais de dedicação da nossa parte para compreendê-lo. Quem explica bem isso é o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. Gostaria de sugerir uma entrevista que achei particularmente interessante do Canal do Le Monde Diplomatique. Em geral, não gosto dos textos deles, acho a linguagem excessivamente acadêmica e panfletária, mas hoje, quando descobri o c...