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Mostrando postagens de março, 2009

Yes, we can!

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Sim, não posso perder os últimos vestígios da onda Obama para usar essa frase, que acredito será uma das mais lembradas de 2008. Uso-a neste contexto para fazer merchandising da grife de acessórios para cabelo recém-lançada por minha amiga Thaís Weiller, Beyla . O título da postagem faz uma referência dupla. Primeiro ao conceito da marca - a seguir nas palavras da própria Thaís: "A deusa nórdica Beyla é conhecida por sua beleza e graça; por isso quando resolvi criar uma marca que tivesse que destacasse a beleza e romantismo da mulher moderna, a escolha deste nome foi algo natural. A minha Beyla, porém, auxilia mulheres a se tornarem a alcançar uma beleza que é tanto interior quanto exterior, já que, além de belos, todos os acessórios são feitos seguindo fortes padrões ecológicos e sociais." Sim, podemos ter a beleza e a graça (e a força, por que não?) de uma deusa nórdica. Em segundo lugar, gostaria de lembrar quão raras são as pessoas genuinamente talentosas - e T...

Põe um pouco de amor numa cadência

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— Há sempre uma mulher a sua espera com os olhos cheios de carinho e as mãos cheias de perdão. Eis o retrato do homem passional e cafajeste. Sempre digo que não vou cair na conversa de um desses, mas quem resiste ao Capitão Vinicius de Moraes, poeta e diplomata, o branco mais preto do Brasil? Sim, meu querido, ainda to te esperando no portão, com um olho nas crianças e o outro nas panelas sobre o fogão. ** As aulas de Estudos de Poesia Brasileira têm sido a coisa mais fantástica deste semestre. Por elas, sinto-me até tentada a abandonar o sonho de ser jornalista – aquela coisa de revelar a verdade para o mundo, fazer justiça aos desfavorecidos e toda a ideologia que os calouros de 17 anos sustentam; tudo no superlativo e em escala global, ô, mania de grandeza! – para passar meus dias lendo, lendo, lendo. Sem propósito nenhum! Só lendo e sentindo prazer nisso. Depois esmiuçar o texto lido, desenvolver um artigo e, pronto, fingir que tenho alguma utilidade para a sociedade. Ah, se...

Quebra de decoro totaaaaal!

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- Quem quer dinheirooooo? O causo foi o seguinte. Eu estava iniciando a segunda semana de estágio em um grande jornal da cidade. Por acaso (e sorte), caí na editoria de política – a mais inteligente e interessante. O editor, talvez por medo do estrago que eu poderia fazer sozinha, me mandou acompanhar a repórter que cobriria uma votação na Câmara Municipal. Fui um tanto envergonhada do meu All Star furado e do jeans rasgado (recordação de um belo tombo), mas fui. Chegando lá, achei que seria expulsa por causa do modo como eu me vestia. As secretárias e assessoras, do alto de seus saltos e dentro de seus terninhos escuros – fazia mais de 30 graus! –, me esnobavam. Tudo bem, finjam que eu sou invisível, afinal, sou só a estagiária, não ganho nada mesmo para estar aqui e ainda tenho que pagar as minhas passagem de ônibus. O fato é que não puderam fazer nada contra minha presença antiestética. Não tiveram o peito de levar seus julgamentos às últimas conseqüências, como aquele juiz que...

De Bagdá para o SBT

Enquanto preparo o jantar, sempre ligo a TV e, dependendo do que estiver passando, assisto um pouco para descansar – daí o problema é que sempre pego no sono e, assim, perco a noite toda. Graças a esse costume, nesta semana, fiz dois achados. Ambos foram no SBT, porque a Globo não pega direito aqui em casa. Só dá para ouvir, mas não vejo nada no meio dos chiados. A primeira pérola resgatada foi o Esquadrão da Moda – terça-feira, às 20h. O programa é apresentado por duas pessoas que supostamente são especialistas no assunto, uma modelo com cara de nojenta e um stilisher gay, que escolhem alguém “sem estilo” para lhe conferirem um. Fazem isso de maneira bastante simplista, isto é, jogam fora todo o guarda-roupa dela, dão algumas dicas em estúdio e concedem 10 mil reais para gastarem nas lojas parceiras – Arezzo, C&A, Triton e outras que não lembro por serem muito alto nível, pois ficam na Oscar Freire (rua onde nunca porei os pés em vida, amém). Se fosse só isso, até poderia ser...

Querida professora, minhas férias foram ótimas, obrigada por perguntar

Março já segue avançado e só agora faço o primeiro post do ano. Espero que entendam essa longa ausência, uma vez que a frequência (agora sem trema, pois adotamos desde janeiro passado as novas regras ortográficas – isso se o Word não nos boicotar, né) deste blog está vinculada ao calendário da UF**. Foram três longos meses de férias. Não os aproveitei tanto em prol do intelecto como gostaria, mas tive experiências bem interessantes. Nada de fatos extraordinários, apenas recortes de uma vida à toa no interior. Separei a seguir algumas para compartilhar. Mito de Sísifo Sísifo, segundo a mitologia grega, foi castigado pelos deuses a rolar uma grande pedra até o topo de uma montanha. Quando a rocha lá ficasse, ele estaria libertado de sua tarefa. O problema era que, sempre que ele atingia o ponto mais alto, a pedra rolava montanha abaixo e ele tinha que recomeçar todo o árduo trabalho. Dessa forma, a pena de Sísifo se estenderia irremediavelmente pela eternidade. Daniel sugeriu ess...