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Como me tornei elitista

A partir da polêmica que meu artigo “Antiantielitismo” provocou recentemente ( leiam o texto original aqui ), gostaria de, neste post, pôr mais lenha na fogueira. Quanto às acusações de ser elitista e dos comentários de ódio em geral que recebi, prefiro não responder, porque: a) aceito e até espero que discordem da minha opinião, dado que é só uma opinião e não a verdade absoluta; b) escrevi aquele artigo já com o propósito deliberado de provocar polêmica e estou ciente de que, se eu não mexesse com cachorro grande, ninguém se incomodaria e não estaríamos discutindo esse tema que eu julgo tão importante; c) discursos de ódio costumam se calcar em preconceitos, e quem os pratica não está disposto a escutar argumentos alheios, então não vou gastar meu tempo falando ao vento; d) as ofensas só ofendem quando a gente ama demais o próprio ego; e) se eu tiver que explicar o que quis dizer com o meu texto, isso significa que ele foi um fracasso do ponto de vista da comunicação e é melhor ...

Como fazer o Boca do Inferno passo a passo

Um guia para manter o jornal vivo sem perder a própria vida, por Suelen Trevizan 1. Ter uma equipe editorial estabelecida. É importante que haja um editor-chefe, um diagramador e um comitê editorial de no mínimo cinco pessoas (sem contar o editor-chefe). Nada de tentar angariar colaboradores no meio do processo, medidas desesperadas afetam a qualidade da equipe. O ideal é que sempre no começo do ano, ainda no primeiro mês de aula, haja uma seleção de editores para dar ares novos à equipe (quanto maior o número de membros, mais pluralidade haverá) e compensar as saídas ao logo do ano anterior. Essa equipe deve ser bem instruída e estar comprometida a trabalhar o ano todo. Quanto ao diagramador, de uma edição para outra se deve conversar com ele para saber se ele tem interesse e disponibilidade de continuar no projeto. Sim, beleza é essencial, pelo menos no caso de um jornal, senão ninguém se dá ao trabalho de ler aquele texto superinteligente. 2. Abrir chamada para textos. A chama...