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Futuro maravilhoso, presente detestável

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Acabo de voltar de uma palestra com Marc Giget, fundador do Instituto Europeu de Estratégias Criativas e de Inovação. Ele era, em resumo, um francês para lá de otimista em relação ao futuro da humanidade. Em seu discurso, apresentou projetos de melhorias de vida nas cidades que devem ser implantados no tempo de uma geração, isto é, entrariam em vigor já por volta de 2040. Algumas coisas pareceram malucas e supérfluas demais para se concretizarem no dia a dia, como espelhos com memória visual, no qual você poderia acessar um banco de informações e manipulá-las - uma versão high-tech do espelho da Madrasta da Branca de Neve -, o uso massivo de robôs androides e o emprego de super-armaduras que multiplicariam nossa força (esses dois últimos são coisas já reais no Japão, de onde mais poderia ser?). Outras perspectivas apresentadas me deram um certo alívio em relação ao estilo de vida futuro. Moradia principalmente. Os apartamentos não serão laboratórios frios cheios de aparatos mecâni...

Domingo no parque

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Não, foi domingo em casa mesmo. Cozinhando, limpando e lavando. Mas, sei lá por que, me lembrei da música do Gilberto Gil. É de conteúdo simples, mas tem uma forma bem interessante. Quem não conhece, veja lá. E também fiz uma analogia mental ao fato de hoje ser domingo e ao papel de parede que estou usando no PC (essa ilustração acima), que parece acontecer num parque. Se estiverem aí à toa, abram mão de alguns minutos para observar essa cena. Para começar, ela me lembra outra música do repertório popular brasileiro: Todo domingo Havia banda No coreto do jardim E já de longe A gente ouvia A tuba do Serafim Porém um dia Entrou um gato Na tuba do Serafim E o resultado Dessa "melódia" Foi que a tuba Tocou assim: Pum, pum, pum - miau Pum, pururum, pum, pum - miau Pum, pum, pum - miau Pum, pururum, pum, pum – miau Conhecem? Essa é da época em que eu cantava no coral da escola (no remoto ano de 1997, acho). Logicamente, me veio à mente por causa dos gatinho...

Me cago no leite da conexão 45 kbps

O título é só para expressar que quase desisti de usar Internet em casa. Mas sabe que é maravilhoso viver como nos tempo pré-conexão rápida? Só não é às vezes, quando quase surto pensando que minha caixa de e-mails pode estar lotada de problemas que precisam ser resolvidos imediatamente. Fora isso, é ótimo estar alienada ao mundo. Outro dia até estava de boa vontade e comprei o Estadão de domingo. Mas que porcaria, hein? Sério mesmo, não percam tempo e dinheiro comprando jornal nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Não sei dizer se é escrito por focas, se os jornalistas avacalham de propósito, se extremistas aproveitam a vista grossa do editor para expor seus ideais semifascistas... Por isso, eu apóio o movimento: “Já que (quase) ninguém lê jornal entre o Natal e o Carnaval, para que fazer o jornalista trabalhar de má vontade e produzir um punhado de piiiiii?” . ** Capítulo 2: Fuga e rendição Não sei dizer como chegamos a este ponto. Mas, para não acharem que eu não te...

Ganhar ou perder tempo?

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Tenho pensado muito sobre o que escrever aqui, e nada de bom me vem. Então resolvi fazer algo mais light. Não só em conteúdo, mas também caloricamente falando (quando chegar ao final do post, vocês vão entender). Resolvi abordar algo que todo mundo aqui conhece – generalizo por motivos óbvios –: a Internet. Esse meio surgiu magicamente na vida daqueles que hoje têm mais de 20 anos e, ao mesmo tempo, é totalmente corriqueiro para os mais jovens. (Nota: falo dentro do universo das pessoas que têm acesso a ele; não vejo lógica escrever um texto voltado a quem não tem condições de lê-lo). A título de ilustração, lembro que o primeiro computador da minha família chegou em casa quando eu tinha dez anos. Eu não podia manuseá-lo, porque era caro e complexo demais para uma criança. Já meus primos de 8 anos não têm noção de que houve uma época em que não existia a web. Eles foram alfabetizados digitalmente antes mesmo de aprender a escrever. Onde quero chegar com tudo isso? Ainda não sei, ma...