O discurso da universidade e a democracia
Entrei na moda da autocrítica: "O intelectual deseja geralmente ser um porta-voz, mas ele confisca a palavra que pretende representar. [...] Rancière denuncia, no seio da elite, um certo ódio pela democracia, uma recusa ao que ela teria de escandaloso: o reconhecimento de um igual valor potencial de cada voz. [...] Mas será que o povo tem necessidade das explicações dos universitários para pensar sua condição e sua ação? A universidade deve pensar 'para' ou deve pensar 'com'? E pensar significa somente saber? [...] Será que ainda podemos escutar, aprender e falar em comum?" Esses trechos foram tirados do prefácio de Jean-Luc Moriceau ao livro " Diálogos e dissidências: Michel Foucault e Jacques Rancière ", de Ângela Cristina Salgueiro Marques e Marco Aurélio Máximo Prado, publicado pela editora Appris neste ano.