Após dois litros de sorvete de flocos
Tenho uma séria dificuldade para começar a escrever se não tiver já em mente um bom título. Nem sempre consigo pensar em algo genial, ou no mínimo interessante, mas daí eu já sei que tenho que compensar no texto. Mas começar assim sem base alguma... será que consigo?
Na verdade, o problema não é o título (essa é apenas mais uma das minhas milhares de superstições). Eu simplesmente não sei sobre que escreverei. Só sei que liguei o computador decidida a produzir algo. Afinal, um blog traz consigo um compromisso com os leitores. Além disso, é terrível quando se está à toa na web e nenhum dos seus blogueiros favoritos atualizou – bem, talvez isso signifique que está na hora de desligar o PC e viver um pouco a vida real –, mas não serei eu a causadora do sofrimento dos meus fiéis leitores (de nenhum dos três).
Até que venha algum tema (se vier, né...), vou falar sobre o óbvio: minhas férias. Estar de férias nas condições em que estou – de cama e disposta a não fazer absolutamente nada de produtivo – é estar suspenso no espaço e no tempo. Pude levar uma rotina que eu não tinha desde os treze anos. Ouvir duas vezes seguidas o mesmo cd instrumental e me perguntar por que não faço isso sempre (por que será...); identificar cada mancha na parede e me decidir a limpá-las algum dia; escrever cartas de cinco folhas; reler num só fôlego a minha série favorita de mangá (foram mais de 2 mil páginas); ler cem páginas de um livro, terminá-lo; ler 30 páginas de uma revista, terminá-la, pegar outro livro para ler e desistir: “Não, senão não sobra nada para amanhã...”; tomar banhos demorados (isso não é ecológico; perdão, sra. Natureza!), passar uns três tipos de hidratante, me olhar no espelho e me achar horrível (dispor de bastante tempo também tem alguma desvantagem); dormir à tarde, acordar e ainda nem ser 16h. Tudo isso num dia só! Ah, se os dias em Curitiba fossem tão compridos...
Estar de férias é ter tempo para fazer todas aquelas coisas que você sempre deixa para depois e que, no fim das contas, nunca fazem falta caso você se esqueça de realizá-las. Dá para pensar na vida sem lamentar essa meia hora (ou uma, ou duas...) que poderia ter sido empregada para algo útil. É relembrar. E remoer a relembrança até ter revisto cada detalhezinho. E se dar ao luxo de sentir, de se apaixonar e de ficar vermelha ao lembrar de algo em especial. Afinal, não há ninguém olhando e nem você tem a obrigação de ser útil para o mundo.
Após essa semana praticamente enclausurada no meu quarto – quase não saí e, quando estou em casa, é nesse cômodo que fico 90% do tempo –, estou quase tendo uma recaída, pensando em voltar a comprar jornal e ver TV. Mas não. São férias, e jornalismo para mim é algo muito sério, trabalho, né, e, portanto, cut off. Eu sei que vou conseguir resistir aos sites de notícias, rádios jornalísticas e outras tentações; e mais: sem apelar para o Prozac.
**
Avisos paroquiais:
i. Essa dieta a base de sorvete me deixou parecendo o Madimbu (flácida). Então, quem topa correr no estádio a partir de semana que vem?
ii. Na piauí de junho, há uma reportagem sobre a Copavi, de Paranacity. Eu visitei essa cooperativa quando estava na oitava série. Foi um dia tão especial. E não gostei da ironia que o jornalista usou para se referir à produção de cachaça e ao tamanho das casas dos moradores. Acaso é crime uma família viver numa casa de cento e poucos metros quadrados? Isso não é se render ao capitalismo, é só estar dentro do padrão de vida digno. A revista passa a impressão de que a cooperativa não preserva o ideal de comunidade, mas não é nada disso. Eu que vi pessoalmente sei que lá não tem nada de luxo e que todo mundo trabalha igual.
iii. Meninas, vamos reavivar o Paty Day nessas férias? Todas as maringaenses estão convidadas. O plano é o seguinte, a gente passa o dia fofocando, chega a noite, faz uma superprodução e se joga na balada. Sem levar rapazes conhecidos junto, claro. Que tal? Combinado então, logo após o vestibular.
iv. Quem quer ver os meus sisos? Eu guardei os quatro! Como eu passei 24h semiconsciente, acabei não os lavando, daí o sangue secou e não estou mais conseguindo tirar. Tem um que está até com um pedacinho de carne. É muito demais! Acho que vou fazer um conjunto de brinco, anel e pingente.
Bem, como era previsto, o assunto não veio.
Até a próxima vez em que minha consciência me impelir a vir atualizar o blog. Boas férias!
Na verdade, o problema não é o título (essa é apenas mais uma das minhas milhares de superstições). Eu simplesmente não sei sobre que escreverei. Só sei que liguei o computador decidida a produzir algo. Afinal, um blog traz consigo um compromisso com os leitores. Além disso, é terrível quando se está à toa na web e nenhum dos seus blogueiros favoritos atualizou – bem, talvez isso signifique que está na hora de desligar o PC e viver um pouco a vida real –, mas não serei eu a causadora do sofrimento dos meus fiéis leitores (de nenhum dos três).
Até que venha algum tema (se vier, né...), vou falar sobre o óbvio: minhas férias. Estar de férias nas condições em que estou – de cama e disposta a não fazer absolutamente nada de produtivo – é estar suspenso no espaço e no tempo. Pude levar uma rotina que eu não tinha desde os treze anos. Ouvir duas vezes seguidas o mesmo cd instrumental e me perguntar por que não faço isso sempre (por que será...); identificar cada mancha na parede e me decidir a limpá-las algum dia; escrever cartas de cinco folhas; reler num só fôlego a minha série favorita de mangá (foram mais de 2 mil páginas); ler cem páginas de um livro, terminá-lo; ler 30 páginas de uma revista, terminá-la, pegar outro livro para ler e desistir: “Não, senão não sobra nada para amanhã...”; tomar banhos demorados (isso não é ecológico; perdão, sra. Natureza!), passar uns três tipos de hidratante, me olhar no espelho e me achar horrível (dispor de bastante tempo também tem alguma desvantagem); dormir à tarde, acordar e ainda nem ser 16h. Tudo isso num dia só! Ah, se os dias em Curitiba fossem tão compridos...
Estar de férias é ter tempo para fazer todas aquelas coisas que você sempre deixa para depois e que, no fim das contas, nunca fazem falta caso você se esqueça de realizá-las. Dá para pensar na vida sem lamentar essa meia hora (ou uma, ou duas...) que poderia ter sido empregada para algo útil. É relembrar. E remoer a relembrança até ter revisto cada detalhezinho. E se dar ao luxo de sentir, de se apaixonar e de ficar vermelha ao lembrar de algo em especial. Afinal, não há ninguém olhando e nem você tem a obrigação de ser útil para o mundo.
Após essa semana praticamente enclausurada no meu quarto – quase não saí e, quando estou em casa, é nesse cômodo que fico 90% do tempo –, estou quase tendo uma recaída, pensando em voltar a comprar jornal e ver TV. Mas não. São férias, e jornalismo para mim é algo muito sério, trabalho, né, e, portanto, cut off. Eu sei que vou conseguir resistir aos sites de notícias, rádios jornalísticas e outras tentações; e mais: sem apelar para o Prozac.
**
Avisos paroquiais:
i. Essa dieta a base de sorvete me deixou parecendo o Madimbu (flácida). Então, quem topa correr no estádio a partir de semana que vem?
ii. Na piauí de junho, há uma reportagem sobre a Copavi, de Paranacity. Eu visitei essa cooperativa quando estava na oitava série. Foi um dia tão especial. E não gostei da ironia que o jornalista usou para se referir à produção de cachaça e ao tamanho das casas dos moradores. Acaso é crime uma família viver numa casa de cento e poucos metros quadrados? Isso não é se render ao capitalismo, é só estar dentro do padrão de vida digno. A revista passa a impressão de que a cooperativa não preserva o ideal de comunidade, mas não é nada disso. Eu que vi pessoalmente sei que lá não tem nada de luxo e que todo mundo trabalha igual.
iii. Meninas, vamos reavivar o Paty Day nessas férias? Todas as maringaenses estão convidadas. O plano é o seguinte, a gente passa o dia fofocando, chega a noite, faz uma superprodução e se joga na balada. Sem levar rapazes conhecidos junto, claro. Que tal? Combinado então, logo após o vestibular.
iv. Quem quer ver os meus sisos? Eu guardei os quatro! Como eu passei 24h semiconsciente, acabei não os lavando, daí o sangue secou e não estou mais conseguindo tirar. Tem um que está até com um pedacinho de carne. É muito demais! Acho que vou fazer um conjunto de brinco, anel e pingente.
Bem, como era previsto, o assunto não veio.
Até a próxima vez em que minha consciência me impelir a vir atualizar o blog. Boas férias!
Aaah
ResponderExcluirsisos ficam fedidos depois de um tempo =/
e o paty day...fico so ate a parte de ir na balada :3
Carne, sério mesmo? Que legal.
ResponderExcluirIvan
Conjunto de brinco, anel e pingente? Faz o penteado da sua carteira de motorista, coloca o conjunto e vire a Pedrita!
ResponderExcluirAi, como eu queria estar de férias assim... Mas até que estou gostando de estar atarefada...
eu qro! eu qro! não o paty dei, mas visitar aquelas familiuas da copavi, da última vez nem me banhei direito no rio em q lavavam os porcos,
ResponderExcluirobrigada pela lembrança perdida suelão!
carioca
Cara, eu tinha um par de brincos dos meus dentes! uhahuahuahuauha
ResponderExcluirE meus sisos não nasceram ainda! Deve ser pq já sou ajuizada naturalmente :P
Menina, aproveite bem porque essas férias estão passando absurdamente rápido!!
Beijo!
primeira vez que comento no seu blog,
ResponderExcluirsó para fazer inveja:
Ontem teve show do Charme Chulo aqui em Antonina! =P
Paranacity!!!!!!! já morei lá. he he.
ResponderExcluirPaty Day!!!!!!!!!!!Topo.
Hoje vi kung fu panda! wee! a gordura tem lá suas vantagens ;D
e...por favor, não faça bijous com seus dentes u.u'
bjo da Ana Banana
aaaaah >.<
ResponderExcluiracabei de ler seu post de janeiro...
tem algum significado o fato de eu estar comendo um cachorrinho?? já bolei mentalmente dezenas de hipóteses...ha ha o.o
ou é só um texto totalmente non-sense?
gwa! odeio a época do colégio... não toda...mas boa parte.
bjo!
Ana da Cana
Estar de férias é ter tempo para fazer todas aquelas coisas que você sempre deixa para depois e que, no fim das contas, nunca fazem falta caso você se esqueça de realizá-las. Dá para pensar na vida sem lamentar essa meia hora (ou uma, ou duas...) que poderia ter sido empregada para algo útil. É relembrar. E remoer a relembrança até ter revisto cada detalhezinho. E se dar ao luxo de sentir, de se apaixonar e de ficar vermelha ao lembrar de algo em especial. Afinal, não há ninguém olhando e nem você tem a obrigação de ser útil para o mundo.
ResponderExcluir:~
Paty Day ! to dentro !! Su! vamos na festa do povo do 3o ano ?? é dia 25 - NA VEIA :D , leve os seus sisos junto, vai ser divertido !
ResponderExcluir=***