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Gênio pensando

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Faltam exatamente 13 dias para o prazo final de entrega da monografia. Minha cabeça ferve de ideias para a temporada 2010 de dov'è il latte?, mas agora preciso investir todas as minhas energias nesse projeto. Como me sinto mal de deixar este blog às moscas, vim me justificar. Ah, e um aperitivo: acima a imagem que eu bolei para uma matéria sobre os 60 anos de "O segundo sexo", estudos de gênero etc. Lógico que eu me baseei em um tutorial, mas para quem nunca tinha nem tirado olho vermelho das pessoas no photoshop isso foi uma feito e tanto. Após a apresentação da banca, eu posto também as matérias que escrevi. Contagem regressiva.

Mea culpa

Há cerca de um mês, li um artigo na Mais! que me chamou bastante a atenção. Chamava-se “Sonhos do avesso” e fora escrito pela psicanalista Maria Rita Kehl. A maior qualidade do texto, na minha opinião, é mostrar algo tão óbvio, mas que eu nunca havia lido nas páginas de um jornal. No começo, a autora dá uma boa enrolada, por isso (e também porque não tenho saco para digitar tanto) vou transcrever apenas a partir de quando ela entra no assunto central, a crise do sujeito. "Se Freud fundou a psicanálise ao vislumbrar, no horizonte de sua época, as razões da insatisfação histérica, é nossa vez de tentar escutar o que mudou desde então, à medida que a norma produtiva/repressiva foi sendo substituída pela norma do gozo e do consumo. "Alguns sintomas, na atualidade, têm se tornado mais frequentes e mais incômodos do que as formas consagradas das neuroses e das psicoses no século passado. Hoje as drogadições, os transtornos alimentares, os quadros delinquenciais e as depressões ...

Nomes de filhos hipotéticos

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(Não pude evitar a comparação - triste.) Nesse final de semana finalmente comprei um notebook novo. Não que o antigo estivesse tão ruim assim. Ele tinha seis anos de uso, um processador Celeron cheio das vontades, um 1Gb de espaço livre no HD e 256Mb de memória RAM, mas como eu só usava Word, Paciência Spider, Windows Live Messenger e Google Chrome, dava conta do recado. Tive que o trocar, porque preciso de mais espaço e memória, já que no próximo mês estarei diagramando uma revista para o meu trabalho de conclusão de curso. Bem, espero que haja uma revista para ser diagramada – nem comecei a fazê-la ainda –, mas isso já é outra história. O fato é que, não houvesse essa revista na minha vida, ainda estaria com o velho companheiro Glorfindel. Esse era o nome do meu notebook antigo. Comprei-o em 2003, quando “Senhor dos Anéis” e as demais obras do Tolkien, principalmente “Silmarillion”, eram o que havia de melhor na minha vidinha adolescente. Bom ano aquele, quando havia tempo dema...

É tudo uma questão de músculos

(1) “O que tem de almoço, mãe?” “Músculo. E nem precisa fazer essa cara, menina!” Não comia mesmo. Por mais beatinha que fosse quando criança e adolescente, sempre dizia “não” para esse alimento, desprezando o trabalho de minha pobre mãe – já acostumada com tanta ingratidão filial. Só adulta colhi o vento que plantei. Hoje, conhecendo o almoço de segunda-feira do RU, tudo o que minha mãe cozinha é um banquete. (Se bem que, após a greve dos servidores da UF**, qualquer comida insossa que me forneça nutrientes é ingerida com gosto se custar R$ 1,30 ou menos.) Além disso, aprendi nesses programas de culinária apresentados por chefs estrangeiros boa-pinta que o músculo é um alimento com alto custo-benefício: barato, rico em proteína e com baixo teor de gordura. Agora é lei: carne de panela tem que ser músculo. Lambo os dedos quando descubro que essa iguaria borbulha em caldo para ser servida no almoço. Se vier acompanhada de batata e cenoura cortadas em grossos pedaços, caio de j...

Conversa de cozinha

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(7h30) Café da manhã: Por que comprar jornal (Argumentos em tópico devido ao desgaste mental causado por monografia + trainee + iniciação científica.) 1) O jornal é o veículo mais antigo e mais tradicional do jornalismo. Em 24h ele é produzido, impresso, distribuído, lido e usado para limpar o xixi do filhote de cachorro. Completar esse ciclo diariamente é fazer uma ode à essência da profissão – apressada, imperfeita, mas ainda confiável. 2) Ler jornal nos faz sentir participantes de algo maior do que nossas vidinhas. Domingo, então, é uma bênção; essa prática nos salva da programação ruim da TV e da modorra geral do dia. 3) Uma vantagem da queda de tiragem que os jornais do mundo todo vêm sofrendo é que eles estão repensando seu conteúdo. Felizmente começam a desistir de competir com os meios eletrônicos. Não queremos saber que o avião caiu – isso já sabemos desde a véspera – mas se houve negligência de alguém, qual era a história das pessoas que morreram e o que será feito par...

Mais uma resenha: a única coisa que sei fazer (e nem isso faço direito)

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Só o que tenho feito ultimamente, quando não estou no jornal, é requentar. Por isso, lá vai uma resenha que produzi há alguns dias. (Sobre a foto: só falta eu deixar crescer a barba, e vocês não notarão diferença entre mim e este personagem do Russel Crowe.) (Sobre)vida longa ao jornalismo Em tempos de crise nos jornais e de uma enxurrada de opiniões especulativas avançando sobre a informação checada, Intrigas de Estado ( State of Play , 2009) é, de certa forma, um consolo. Apesar de o filme dirigido por Kevin McDonald se basear em uma série de televisão, ele defende a superioridade do jornal de papel sobre as mídias eletrônicas. O argumento central é que, em detrimento de seu enfraquecimento comercial, o texto impresso é uma ferramenta poderosa de justiça. O personagem principal da trama, Cal McAffrey (Russell Crowe), é o típico jornalista-herói que o cinema consagrou – aquele que vai até as últimas consequências para ter a notícia. Ele trabalha sob a pressão direta do conse...

Pangloss e suas discípulas no cinema

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Agora que terminei de assistir a todas as temporadas de “The Office” disponíveis na minha locadora posso voltar a locar filmes inteligentes e tornar meus finais de semana um pouco mais produtivos intelectualmente. Não que a trama do meu amado escritório seja burra, mas, sendo uma série americana, existe um limite máximo de inovação na dramaturgia. É aquela velha regra da TV: nivelar por baixo, ou melhor, supor que todo o público pensa como uma criança. Essa é uma afirmação que a gente sempre ouve na faculdade, mas posso dizer que senti sua veracidade na pele. Até os meus dez ou onze anos eu acompanhava fielmente todas as novelas da Rede Globo e algumas do SBT (Fascinação, Chiquititas, Pérola Negra, A Usurpadora e as três Marias-Qualquer-Coisa da Thalia). A partir da adolescência, passei a gostar cada vez menos e hoje, quando assisto, sinto que a programação em geral está me xingando de idiota. No entanto, creio que o cinema fora do circuito hollywoodiano tem um pouco mais de liberda...

Clique djá!

Ei, você aí que está matando seu tempo na internet, faça algo útil na web! Clique AQUI e responda a uma pesquisa que a minha amiga Poli está fazendo para o TCC dela. A sua participação contribuirá para a evolução da pesquisa em comunicação social. Obrigada e volte sempre! ** Tá todo mundo falando de Michael Jackson. O Jornal Nacional foi praticamente temático e o Globo Repórter se virou nos trinta para fazer um programa sobre ele (fechado em 24h de trabalho, uau!). Eu também não poderia postar hoje e simplesmente ignorar o assunto. O ídolo do pop morre aos 50 anos. Foi ontem. E sempre parecerá que foi ontem. Momento revolta: por que algumas pessoas têm que morrer? Quando Dercy, Clodovil e Raul Cortez se foram, eu não conseguia acreditar - na verdade ainda não consigo -, mas, sendo racional, eles já eram velhinhos. Por fora, o vigor não deixava transparecer a idade, mas estava lá na carteira de identidade deles. Michael Jackson, embora fosse um ser assexuado e atemporal, não ...

Não, isto não foi retirado de um filme de máfia

Luto

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Isto já deve ter acontecido com todo mundo, acredito, só que por motivos diferentes. Nesta manhã, abri os olhos, espantei-me com tanta claridade e fui ver no relógio do criado-mudo que horas eram. Sete e vinte. Num dia normal, eu pularia da cama para ir ver o Bom Dia Brasil, que começara há cinco minutos – o primeiro bloco é, em geral, o melhor. Mas daí eu lembrei de ontem e desejei mais do que tudo voltar a dormir e não acordar mais. Não levantei. Não queria, não tinha motivos. Que se dane o jornal. Afinal, para que os mortos precisam saber das notícias do dia? Dormi mais uma hora, até ver que não havia mais jeito de enrolar. Eu tinha que levantar alguma hora, nem que fosse para ficar assombrando os pobres vivos. Mas eu não parava de pensar: o Palmeiras não vai disputar mais a Taça Libertadores. Nunca mais neste ano. Nem sei se vai no próximo. E se for, vai ter que começar a campanha toda do zero. Passei tanto sofrimento torcendo para acabar nesse vazio? Porque quem acompanhou sab...