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O bebê santo de Curitiba

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Chega de enrolar. Vou fazer logo este post antes que ele esfrie demais. Acontece que eu tive uma epifania esses dias atrás e não sabia como tratá-la de forma adequada. Tive certeza de que precisaria compartilhá-la, só que havia o medo de cair na leviandade. Bem, o risco continua. O texto ideal ainda não me ocorreu, mas ele precisa ser escrito, então vamos lá. Tudo começou há duas semanas mais ou menos, quando a Folha de S. Paulo me surpreendeu com um ótimo caderno Mais!. Sabe quando todas as matérias e colunas estão boas? Pois é, eu não poderia desejar mais do que aquilo. No entanto, hoje não comentarei todas as matérias – cada uma renderia um texto à parte –, falarei apenas de uma. O título era “O chique na berlinda” e vinha logo abaixo da foto de um velho urinando – a ironia decorria de que esse vestia uma camisa estampada com a bandeira norte-americana. O texto era uma entrevista com o filósofo Peter Singer, autor do livro “The life you can save”. Transcrevo abaixo uma das pe...

Amar é...

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Vocês se lembram daquelas figurinhas "amar é..."? Sei lá por que me ocorreu essa lembrança, mas, quando ela me veio, ri sozinha. Meu deus, quando criança eu colava nos cadernos escolares e ainda achava o máximo. Colei acima alguns exemplos para quem não conhece essa preciosidade dos anos 1980. Agora que estou um tantinho mais madura, resolvi apresentar a minha própria versão, já que nunca topei com uma frase realmente legal - tampouco com um desenho bem feito. Segue abaixo para vocês avaliarem o nível de maturidade de uma garota que acabou de assistir a X-Men: Origins e ficou empolgadíssima. Amar é conhecer um homem moreno, suado, sujo de terra e de sangue, peludo, com garras mortíferas, braços musculosos, pernas musculosas, peito musculoso, bumbum musculoso, virilha musculosa and so go on...

I muratori di ogni donna

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DEDICATÓRIA Dedico minha tese ao homem que me mostrou o caminho do sucesso e da felicidade. Obrigada! JUSTIFICATIVA Ontem, dia do jogo Palmeiras vs Colo-colo pela Taça Libertadores da América, vesti minha camisa marca-texto e desfilei pela cidade, tornando-a mais luminosa e bonita. A alguns passos de distância de mim, um pedreiro disse a seu colega: — O Palmeiras é o melhor time do Brasil. Fiquei impressionada. Era uma baita coincidência do destino encontrar um amigo palmeirense para dividir minha aflição a respeito do jogo – tínhamos a obrigação de ganhar para conseguir passar para a segunda fase. Eu quase esbocei um sorriso de cumplicidade e simpatia, não fosse seu colega, que, por acaso, não havia notado minha aproximação, responder: — Nem tanto, tá meio mal das pernas. Desgraçado, fdp, corinthiano! Fechei a cara e, por pouco, não mijei na marmita deles. Moral da história: eu amo pedreiros (mas nem todos). Após esse episódio, resolvi pegar a pena e debruçar-me no ...

Umidificaçãozinha do dia

Mais uma ótima indicação da Vanessa. Vejam inteiro, vale a pena, é muito engraçado. Só to triste de não poder votar no Nei Paraíba. Nesse caso, vou fazer uma boca de urna: Lenny (a substituto fajuto do Gustavo Xerifão)!

Séries não tão pop – parte I

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Nunca imaginei que um dia eu escreveria um post sobre séries, porque, na minha cabeça, havia um grande preconceito contra fãs de séries. Por que centenas de pessoas ficariam horas online esperando a liberação da próxima temporada de uma série? Mas tudo mudou quando nesses dias resolvi locar a segunda temporada de “The Office”. Vi-me tão ansiosa em a assistir toda de uma vez que precisei reconsiderar esse meu julgamento. E então fui puxando a memória e percebi que não há como ter uma infância e uma adolescência feliz sem qualquer vestígio de séries americanas. Não estou dizendo que elas são necessárias para sermos felizes, só que é perfeitamente comum convivermos com elas e termos bons momentos. Eu era uma inimiga declarada de séries. Afinal, nunca tive TV a cabo e a Internet ADSL, que adquiri há menos de dois anos, me trouxe como único avanço poder consultar meus e-mails na hora em que eu quiser – antes precisava esperar até meia noite para conectar. Só que nem assim eu estava totalm...

Qualche piccolino pensiero

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Parquinhos me apavoram, pois me lembram pedofilia e assassinatos macabros. Sempre que passo por um, fecho os olhos e deseja que não haja mais ninguém para me pegar no flagra – seja testemunhando minha fraqueza ou a transformando em realidade. Hoje, quando eu cruzava aquele círculo de areia satânico, havia uma velha sentada na mureta. Trocamos olhares desconfiados por cinco segundos. Percebi que ela mexia bem devagar a mão em direção à sua bolsinha-de-velha. Mais do que veloz, atirei-me atrás de uma caçamba de lixo. Por um triz não viro mistura do RU. Velhinhas com lencinho de seda e broche no pescoço estão na mesma categoria de parquinhos. Juntando os dois, só pode se esperar um resultado: merda. ** Velhinhas japonesas, ao contrário, são sempre boas. Chapéu de pescador, calças curtas e sapatilhas. Sim, dulcíssimas. E há um quê a mais. Tenho certeza de que todas elas são capazes de ler a nossa alma. Nesta tarde, ainda atarantada com o incidente no parquinho, uma dessas senhora...

Yes, we can!

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Sim, não posso perder os últimos vestígios da onda Obama para usar essa frase, que acredito será uma das mais lembradas de 2008. Uso-a neste contexto para fazer merchandising da grife de acessórios para cabelo recém-lançada por minha amiga Thaís Weiller, Beyla . O título da postagem faz uma referência dupla. Primeiro ao conceito da marca - a seguir nas palavras da própria Thaís: "A deusa nórdica Beyla é conhecida por sua beleza e graça; por isso quando resolvi criar uma marca que tivesse que destacasse a beleza e romantismo da mulher moderna, a escolha deste nome foi algo natural. A minha Beyla, porém, auxilia mulheres a se tornarem a alcançar uma beleza que é tanto interior quanto exterior, já que, além de belos, todos os acessórios são feitos seguindo fortes padrões ecológicos e sociais." Sim, podemos ter a beleza e a graça (e a força, por que não?) de uma deusa nórdica. Em segundo lugar, gostaria de lembrar quão raras são as pessoas genuinamente talentosas - e T...

Põe um pouco de amor numa cadência

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— Há sempre uma mulher a sua espera com os olhos cheios de carinho e as mãos cheias de perdão. Eis o retrato do homem passional e cafajeste. Sempre digo que não vou cair na conversa de um desses, mas quem resiste ao Capitão Vinicius de Moraes, poeta e diplomata, o branco mais preto do Brasil? Sim, meu querido, ainda to te esperando no portão, com um olho nas crianças e o outro nas panelas sobre o fogão. ** As aulas de Estudos de Poesia Brasileira têm sido a coisa mais fantástica deste semestre. Por elas, sinto-me até tentada a abandonar o sonho de ser jornalista – aquela coisa de revelar a verdade para o mundo, fazer justiça aos desfavorecidos e toda a ideologia que os calouros de 17 anos sustentam; tudo no superlativo e em escala global, ô, mania de grandeza! – para passar meus dias lendo, lendo, lendo. Sem propósito nenhum! Só lendo e sentindo prazer nisso. Depois esmiuçar o texto lido, desenvolver um artigo e, pronto, fingir que tenho alguma utilidade para a sociedade. Ah, se...

Quebra de decoro totaaaaal!

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- Quem quer dinheirooooo? O causo foi o seguinte. Eu estava iniciando a segunda semana de estágio em um grande jornal da cidade. Por acaso (e sorte), caí na editoria de política – a mais inteligente e interessante. O editor, talvez por medo do estrago que eu poderia fazer sozinha, me mandou acompanhar a repórter que cobriria uma votação na Câmara Municipal. Fui um tanto envergonhada do meu All Star furado e do jeans rasgado (recordação de um belo tombo), mas fui. Chegando lá, achei que seria expulsa por causa do modo como eu me vestia. As secretárias e assessoras, do alto de seus saltos e dentro de seus terninhos escuros – fazia mais de 30 graus! –, me esnobavam. Tudo bem, finjam que eu sou invisível, afinal, sou só a estagiária, não ganho nada mesmo para estar aqui e ainda tenho que pagar as minhas passagem de ônibus. O fato é que não puderam fazer nada contra minha presença antiestética. Não tiveram o peito de levar seus julgamentos às últimas conseqüências, como aquele juiz que...

De Bagdá para o SBT

Enquanto preparo o jantar, sempre ligo a TV e, dependendo do que estiver passando, assisto um pouco para descansar – daí o problema é que sempre pego no sono e, assim, perco a noite toda. Graças a esse costume, nesta semana, fiz dois achados. Ambos foram no SBT, porque a Globo não pega direito aqui em casa. Só dá para ouvir, mas não vejo nada no meio dos chiados. A primeira pérola resgatada foi o Esquadrão da Moda – terça-feira, às 20h. O programa é apresentado por duas pessoas que supostamente são especialistas no assunto, uma modelo com cara de nojenta e um stilisher gay, que escolhem alguém “sem estilo” para lhe conferirem um. Fazem isso de maneira bastante simplista, isto é, jogam fora todo o guarda-roupa dela, dão algumas dicas em estúdio e concedem 10 mil reais para gastarem nas lojas parceiras – Arezzo, C&A, Triton e outras que não lembro por serem muito alto nível, pois ficam na Oscar Freire (rua onde nunca porei os pés em vida, amém). Se fosse só isso, até poderia ser...