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Clique djá!

Ei, você aí que está matando seu tempo na internet, faça algo útil na web! Clique AQUI e responda a uma pesquisa que a minha amiga Poli está fazendo para o TCC dela. A sua participação contribuirá para a evolução da pesquisa em comunicação social. Obrigada e volte sempre! ** Tá todo mundo falando de Michael Jackson. O Jornal Nacional foi praticamente temático e o Globo Repórter se virou nos trinta para fazer um programa sobre ele (fechado em 24h de trabalho, uau!). Eu também não poderia postar hoje e simplesmente ignorar o assunto. O ídolo do pop morre aos 50 anos. Foi ontem. E sempre parecerá que foi ontem. Momento revolta: por que algumas pessoas têm que morrer? Quando Dercy, Clodovil e Raul Cortez se foram, eu não conseguia acreditar - na verdade ainda não consigo -, mas, sendo racional, eles já eram velhinhos. Por fora, o vigor não deixava transparecer a idade, mas estava lá na carteira de identidade deles. Michael Jackson, embora fosse um ser assexuado e atemporal, não ...

Não, isto não foi retirado de um filme de máfia

Luto

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Isto já deve ter acontecido com todo mundo, acredito, só que por motivos diferentes. Nesta manhã, abri os olhos, espantei-me com tanta claridade e fui ver no relógio do criado-mudo que horas eram. Sete e vinte. Num dia normal, eu pularia da cama para ir ver o Bom Dia Brasil, que começara há cinco minutos – o primeiro bloco é, em geral, o melhor. Mas daí eu lembrei de ontem e desejei mais do que tudo voltar a dormir e não acordar mais. Não levantei. Não queria, não tinha motivos. Que se dane o jornal. Afinal, para que os mortos precisam saber das notícias do dia? Dormi mais uma hora, até ver que não havia mais jeito de enrolar. Eu tinha que levantar alguma hora, nem que fosse para ficar assombrando os pobres vivos. Mas eu não parava de pensar: o Palmeiras não vai disputar mais a Taça Libertadores. Nunca mais neste ano. Nem sei se vai no próximo. E se for, vai ter que começar a campanha toda do zero. Passei tanto sofrimento torcendo para acabar nesse vazio? Porque quem acompanhou sab...

Há humor no humor francês

Estava procurando o que fazer na Internet, como se já não tivesse milhares de pendências na vida real, quando, nem me perguntem como (eu mesma não sei), fui parar no site da dupla francesa “La chanson du dimanche”. Conhecem? Pois eu nunca ouvira falar. Assisti a um vídeo sem compromisso, só para descobrir qual era o estilo deles e, de repente, me vi cantarolando junto mesmo sem saber o que cantava – é tão alegre e contagiante! Então, fui atrás da letra e descobri que as músicas são ainda mais interessantes. “La chanson du dimanche” traz um modo novo de se fazer humor. A proposta é simples: dois homens sentados com um violão e um teclado tocam e cantam. Por que achei isso diferente de tudo o que já havia visto? Em primeiro lugar, porque agrega a produção alla youtube – caseira, econômica e trash – sem descuidar da qualidade do conteúdo. O segundo fator positivo são justamente as letras das músicas, que fazem críticas a hábitos de vida contemporâneos e aos fatos que estão em evidência...

O bebê santo de Curitiba

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Chega de enrolar. Vou fazer logo este post antes que ele esfrie demais. Acontece que eu tive uma epifania esses dias atrás e não sabia como tratá-la de forma adequada. Tive certeza de que precisaria compartilhá-la, só que havia o medo de cair na leviandade. Bem, o risco continua. O texto ideal ainda não me ocorreu, mas ele precisa ser escrito, então vamos lá. Tudo começou há duas semanas mais ou menos, quando a Folha de S. Paulo me surpreendeu com um ótimo caderno Mais!. Sabe quando todas as matérias e colunas estão boas? Pois é, eu não poderia desejar mais do que aquilo. No entanto, hoje não comentarei todas as matérias – cada uma renderia um texto à parte –, falarei apenas de uma. O título era “O chique na berlinda” e vinha logo abaixo da foto de um velho urinando – a ironia decorria de que esse vestia uma camisa estampada com a bandeira norte-americana. O texto era uma entrevista com o filósofo Peter Singer, autor do livro “The life you can save”. Transcrevo abaixo uma das pe...

Amar é...

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Vocês se lembram daquelas figurinhas "amar é..."? Sei lá por que me ocorreu essa lembrança, mas, quando ela me veio, ri sozinha. Meu deus, quando criança eu colava nos cadernos escolares e ainda achava o máximo. Colei acima alguns exemplos para quem não conhece essa preciosidade dos anos 1980. Agora que estou um tantinho mais madura, resolvi apresentar a minha própria versão, já que nunca topei com uma frase realmente legal - tampouco com um desenho bem feito. Segue abaixo para vocês avaliarem o nível de maturidade de uma garota que acabou de assistir a X-Men: Origins e ficou empolgadíssima. Amar é conhecer um homem moreno, suado, sujo de terra e de sangue, peludo, com garras mortíferas, braços musculosos, pernas musculosas, peito musculoso, bumbum musculoso, virilha musculosa and so go on...

I muratori di ogni donna

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DEDICATÓRIA Dedico minha tese ao homem que me mostrou o caminho do sucesso e da felicidade. Obrigada! JUSTIFICATIVA Ontem, dia do jogo Palmeiras vs Colo-colo pela Taça Libertadores da América, vesti minha camisa marca-texto e desfilei pela cidade, tornando-a mais luminosa e bonita. A alguns passos de distância de mim, um pedreiro disse a seu colega: — O Palmeiras é o melhor time do Brasil. Fiquei impressionada. Era uma baita coincidência do destino encontrar um amigo palmeirense para dividir minha aflição a respeito do jogo – tínhamos a obrigação de ganhar para conseguir passar para a segunda fase. Eu quase esbocei um sorriso de cumplicidade e simpatia, não fosse seu colega, que, por acaso, não havia notado minha aproximação, responder: — Nem tanto, tá meio mal das pernas. Desgraçado, fdp, corinthiano! Fechei a cara e, por pouco, não mijei na marmita deles. Moral da história: eu amo pedreiros (mas nem todos). Após esse episódio, resolvi pegar a pena e debruçar-me no ...

Umidificaçãozinha do dia

Mais uma ótima indicação da Vanessa. Vejam inteiro, vale a pena, é muito engraçado. Só to triste de não poder votar no Nei Paraíba. Nesse caso, vou fazer uma boca de urna: Lenny (a substituto fajuto do Gustavo Xerifão)!

Séries não tão pop – parte I

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Nunca imaginei que um dia eu escreveria um post sobre séries, porque, na minha cabeça, havia um grande preconceito contra fãs de séries. Por que centenas de pessoas ficariam horas online esperando a liberação da próxima temporada de uma série? Mas tudo mudou quando nesses dias resolvi locar a segunda temporada de “The Office”. Vi-me tão ansiosa em a assistir toda de uma vez que precisei reconsiderar esse meu julgamento. E então fui puxando a memória e percebi que não há como ter uma infância e uma adolescência feliz sem qualquer vestígio de séries americanas. Não estou dizendo que elas são necessárias para sermos felizes, só que é perfeitamente comum convivermos com elas e termos bons momentos. Eu era uma inimiga declarada de séries. Afinal, nunca tive TV a cabo e a Internet ADSL, que adquiri há menos de dois anos, me trouxe como único avanço poder consultar meus e-mails na hora em que eu quiser – antes precisava esperar até meia noite para conectar. Só que nem assim eu estava totalm...

Qualche piccolino pensiero

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Parquinhos me apavoram, pois me lembram pedofilia e assassinatos macabros. Sempre que passo por um, fecho os olhos e deseja que não haja mais ninguém para me pegar no flagra – seja testemunhando minha fraqueza ou a transformando em realidade. Hoje, quando eu cruzava aquele círculo de areia satânico, havia uma velha sentada na mureta. Trocamos olhares desconfiados por cinco segundos. Percebi que ela mexia bem devagar a mão em direção à sua bolsinha-de-velha. Mais do que veloz, atirei-me atrás de uma caçamba de lixo. Por um triz não viro mistura do RU. Velhinhas com lencinho de seda e broche no pescoço estão na mesma categoria de parquinhos. Juntando os dois, só pode se esperar um resultado: merda. ** Velhinhas japonesas, ao contrário, são sempre boas. Chapéu de pescador, calças curtas e sapatilhas. Sim, dulcíssimas. E há um quê a mais. Tenho certeza de que todas elas são capazes de ler a nossa alma. Nesta tarde, ainda atarantada com o incidente no parquinho, uma dessas senhora...