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Mulher Maravilha vai ao psicanalista

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Ando nostálgica. Tenho martelado fatos vergonhosos como: quanto mais me dedico ao jornalismo, menos tempo tenho para me informar em profundidade sobre assuntos variados; faz mais de um mês que não leio um romance ( ...E o vento levou não conta); a poesia resgata um pouco do que fui, mas não consigo produzir coisa alguma no gênero – mesmo se conseguisse, só estaria desviando meu cérebro cansado da linha racional (o que seria catastrófico). ** Células-tronco, células-tronco. Não consigo chegar a uma resposta! A favor ou contra? Não tem outra opção? Alguém explica por que esse tema tem martelado tanto minha cabeça se não me afeta em quase nada? Já sei, é o artigo que há dias bolei na minha cabeça e que estou me negando a pôr no papel – ó, fantasma do trabalho pendente! ** Fazer matérias para TV é fácil e complicado ao mesmo tempo. Se você é a repórter, tem que estar com a aparência em ordem, decorar as passagens e apresentá-las com naturalidade bem forjada, fazer as entrevistas ...

Buona Pasqua

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Conto erótico ressussita das chamas do inferninho da paixão

Em breve, o retorno da história de amor que comoveu milhares de pessoas. Terrível, desvirtuada e sem coerência - como toda continuação deve ser. Após o top de 5 segundos. 5 Meu Deus, que alegria abrir o Word sem ser para escrever pautas! 4 Sexta-feira sem bar e sem sinuca. Eu sempre me supero. 3 Páscoa: época de comer chocolate impunemente, porque todos engordam juntos e você não ficará mais gorda que suas rivais. As idiotas que deixam de se entupir de chocolate sofrem mais do que deveriam por causa de uns gramas... 2 Sei lá como, meu pai descobriu este blog, portanto, inauguro aqui o início de uma era de censura. Mas, como sempre admirei o que o Pasquim fazia, também vou driblar os censores e ainda fazê-los rir sem perceberem que são o motivo de humor. 1 Olhem o que o homem que me pôs no mundo (não o médico, der, porque era uma médica) escreveu a respeito de sua descoberta: “Hoje a E. K. me falou que viu o blog da S. onde ela comenta matérias veiculadas em jornais e f...

Rapidinhas – não é cultural, é orgânico!

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Vai passar Edward Mãos-de-Tesoura na Globo. Aêêê! Ouviram minhas reclamações de que não passava há muito tempo. Mas agora é tarde, porque eu já assisti em DVD há duas semanas (e me desidratei toda na cena em que a Kim dança sob o gelo espalhado pela escultura do Eddy). Melhor assim; não precisarei perder a minha tarde de faxina na frente da TV. Obs: Me perdoem aqueles que têm horror a filmes dublados e aqueles que são fãs incondicionais do Johnny, mas vou confessar: acho a voz que o dubla tão doce quanto a original. *** Não fui à missa ontem. Maperalá, eu tenho uma justificativa. Depois de minhas longas férias, gastei a manhã lendo jornal. Fiz a substituição baseada no seguinte raciocínio: a salvação da minha alma é muito incerta – na verdade, duvido que aconteça –, porém, se eu me esforçar, acho que ainda posso tentar remediar a minha estupidez. Lógico que os passos da sabedoria e do conhecimento não estarão escritos no caderno de política, nem de cultura e tampouco no Mais. S...

Por que me entupi de chocolate há quinze minutos

Vou contar como tudo aconteceu. Eu voltara do RU, já vestia minha roupa velha de ficar em casa (melamordedeus, nunca me façam uma visita vespertina surpresa se não quiserem me encontrar mendiga e com uns remédios estranhos na cara), resolvi ler um pouco antes de pegar firme no trabalho. A história do livro estava interessante, mas, sei lá por que, não consegui avançar mais do que um capítulo. Daí veio aquela idéia que nunca acaba bem: “Acho que não tem problema se eu deitar aqui no sofá por uns dez minutinhos”. Para começar, era um sono tão pesado que, no meu sonho, eu também sofria desse mesmo sono pesado. Vi-me sonolenta (sabe quando você não consegue manter os olhos abertos por mais que tente?) cambaleando pelos corredores da fac, matando aula para cochilar no sofá de um gabinete qualquer, tendo que ser apoiada por amigos feito bêbada. Talvez eu estivesse mesmo. Gente, alguém me confirme, eu não passei sonâmbula esta tarde pelo campus, né? E sabe o detalhe mais sórdido? Eu estav...

Fim da minha vida horizontal

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Tá todo mundo falando de Oscar. Eu não vi o Oscar. (Motivo: estava relendo ...E o vento levou e perdi a hora.) Mas vou dar palpite sem saber de nada, que nem todo mundo faz impunemente. Não vi Onde os fracos não tem vez , nem Conduta de Risco , nem Juno , nem qualquer outro - exceto apenas por Desejo e Reparação , que, após 10 minutos me fez ter vontade de comentar com o cara ao lado: "Que música!"; e olhe que coincidência, fiquei sabendo pelo blog da Rê que ganhou a estatueta de melhor trilha. Pra mim tá bom, não conhecia os outros mesmo. Então, sem saber de nada, vou corresponder a risco às expectativas: falarei bobagens, opiniões pseudofundamentadas e envernizadas de uma grosseira camada de sensibilidade (sim, sou uma pessoa muito sensível). Vamos ao troféu de Top Sexy Man . Apostas? Ainda dá tempo... Mais alguém? Agora já foi. E o Oscar vai para... Aragorn barbudo! Dêem uma espiadinha aí. Eu admito, desde que vi o Viggo Mortensen em O senhor dos An...

Me cago no leite da conexão 45 kbps

O título é só para expressar que quase desisti de usar Internet em casa. Mas sabe que é maravilhoso viver como nos tempo pré-conexão rápida? Só não é às vezes, quando quase surto pensando que minha caixa de e-mails pode estar lotada de problemas que precisam ser resolvidos imediatamente. Fora isso, é ótimo estar alienada ao mundo. Outro dia até estava de boa vontade e comprei o Estadão de domingo. Mas que porcaria, hein? Sério mesmo, não percam tempo e dinheiro comprando jornal nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Não sei dizer se é escrito por focas, se os jornalistas avacalham de propósito, se extremistas aproveitam a vista grossa do editor para expor seus ideais semifascistas... Por isso, eu apóio o movimento: “Já que (quase) ninguém lê jornal entre o Natal e o Carnaval, para que fazer o jornalista trabalhar de má vontade e produzir um punhado de piiiiii?” . ** Capítulo 2: Fuga e rendição Não sei dizer como chegamos a este ponto. Mas, para não acharem que eu não te...

Sonhos de uma noite de verão (reminiscências adolescentes)

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Capítulo 1: Canal 13 Estudávamos num colégio onde tudo nos era permitido, exceto vagar por aí, pensar bobagens, chegar atrasado, sair fora da hora, discutir, negar e não obedecer. Os muros eram espessos e altos, pintados num tom de cinza que só pode ter sido invenção humana – nunca vi nada igual brotar no meio do mato. As carteiras cheias de ângulos retos não nos permitiam dormir. Todas as salas eram fechadas e abarrotadas de gente. Pátio não havia. Um dia, por acaso, quando eu transgredia umas dezenas de regras, encontrei a sala dos professores. Digo “encontrei”, porque ninguém com menos de trinta anos tinha acesso a ela, ou melhor, sequer sabia que ela existia. Pois você não irá acreditar quando lhe contar onde ela ficava. No ginásio de esportes. Sim, nesse ambiente meramente decorativo que só adentramos no primeiro dia de aula. Durante o resto do ano não tínhamos por que ir até lá: as aulas de educação física eram todas teóricas. O que dizer a respeito da ultra-secreta sala d...

Feliz ceia de Natal!

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Neste fim de ano resolvi dar um tempo no desejo - que já está tão batido - e ficar com o malícia , que é bem mais Lolita. (Efeitos toscos by Mycrosoft Photo Editor)

Trash, o retorno: Fotonovela animal!

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Era uma vez um Príncipe Ancião e uma Cadela Princesa. Um dia seus olhares se cruzaram e eles se apaixonaram perdidamente. Não havia dúvida de que haviam sido feitos um para o outro, por isso, marcaram o casamento para aquele mesmo dia. Muito felizes, esperavam pela hora combinada... ... mas logo a inveja alheia os afetou. Uma feiticeira malvada entrou no castelo do Príncipe Ancião e lhe disse: “Felicito Vossa Majestade pelo matrimônio. E, como presente sincero, farei com que a Cadela Princesa morra assim que soar a meia-noite. Hahahahaha!”. No mesmo instante, envolta a uma fumaça negra e fétida, desapareceu. O Príncipe correu para junto de seu amor para aproveitar todos os instantes com ela. No entanto, não podiam deixar de lamentar a desgraça que os esperava. Naquela noite, houve uma rica festa de casamento. Um pouco antes da meia-noite, os recém-casados dançaram a valsa dos noivos. De repente, quando o sino da catedral deu a última das doze baladas, a Cadela Princesa deu...