Uma mulher que não entende do assunto falando de algo que todo homem acha que entende

Acharam que esse blog iria se limitar à política e a outros assuntos que, em geral, são enquadrados como complexos e chatos? Não, não... É hora de variar. Não foi isso que eu prometi no primeiro dia? Pois bem.

Hoje estou com vontade de falar de futebol. Pelo título vocês já estão preparados para ouvir palavras de uma leiga. Oras, esses são ensaios de senso comum, se eu fosse experta no assunto, fugiria à proposta! (Viram como se dá uma bela maquiagem na própria ignorância? Saída de mestra). O que me motivou a escolher esse assunto? Bem simples: o massacre de ontem do Palmeiras.

Gente, o que foi aquilo?

Mas primeiro vamos fazer um rápido relato da minha relação com o Verdão. Tudo começou no longínquo ano de 1996. Eu tinha 7 anos e vi a boa campanha do Palmeiras no Brasileirão. Aqueles anos da década de 90 foram o auge. Tenho algumas recordações vagas desse período, nem saberia organizá-las cronologicamente sem a ajuda do Google. Lembro que, logo que comecei a torcer, os meus favoritos eram o Arce e o Oséias (esse último por causa do cabelo estiloso, admito). Lembro também quando o Marcos entrou como goleiro titular no lugar do Veloso. E o idiota do Galvão chamando-o de São Marcos por defender mais pênaltis do que o esperado. Ah, e nunca me esqueço de quando o Alex começou no time! Desde então, nunca mais tive olhos para outro. Minto, há também o Felipão, que foi um pai para o Palmeiras e também para mim (que piegas, mas verdadeiro...). Momento nostalgia total, viu. Boa época em que eu era criança, o Palmeiras era patrocinado pela Parmalat (que ainda não estava falida), usava uniforme bonito e ganhava todas...

Foi então que veio o milênio novo. Só que as habilidades palmeirenses não conseguiram acompanhar os novos tempos. Decaímos de uma tal forma que, quando eu tinha 13 para 14 anos, comecei a omitir qual era o time para o qual torcia. Quando me faziam tal pergunta, eu simplesmente respondia “Não gosto de futebol”. E, em parte, isso era verdade. Afinal, como gostar de um esporte em que meu time só perde? Fiquei um tempo longe, assim como o Verdão das taças dos campeonatos. Foi então que, neste Brasileirão, tudo parecia diferente. Quando me dei conta, meu time estava cada vez mais perto do primeiro lugar. Achei que seria o momento apropriado para sair do armário e assumir “Sou palmeirense, sim!”. Foi o que fiz.

Daí veio o jogo contra o São Paulo. Grande expectativa. Se ganhássemos, era um favor que faríamos não só para nós, mas para todo o campeonato, uma vez que o adversário estava na liderança e com muitos pontos à frente. Resultado: perdemos. Droga, mas pelo menos não foi tão feio. Só 1x0.

Mas, enfim chegamos ao ponto por onde comecei: o tal jogo contra o Cruzeiro. Gente, não foi apenas mais uma derrota, foi uma humilhação: 5x0. Despencamos para o sexto lugar e estamos 14 pontos (!!) atrás do líder. Vejo o título voando para muuuuito longe. Será que ainda é cedo para perder as esperanças e voltar para o armário?

Não, acho que vou esperar mais um pouco. Diz o ditado que deus escreve certo por linhas tortas. Isto é, a vida não está tão ruim assim, pois, em algum lugar, a justiça está sendo feita. E é isso que ainda me dá forças. Ao menos, tenho a diversão de ver o Corinthians se afundando na crise interna (hahaha), embora não esteja tão ruim no Brasileirão (13º). O maldito ainda está na frente dos times paranaenses, acreditam? Um último apelo ao conterrâneo Paraná: volte à vida, fuja da proximidade do rebaixamento! Eu sei que você é capaz.

Viu, olhar para as desgraças do vizinho faz a gente se sentir melhor...

Boa noite a todos!

Comentários

  1. Anônimo7/9/07 07:47

    palmeiras empatou ontem =)

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  2. Anônimo7/9/07 17:59

    Su, eu e o ale vimos o seu blog.. continue escrevendo para manter a gente atualizado, beijao, dani

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  3. Olá Su, interessante os seus textos, apenas não gostei daquele sobre futebol. Agora, o pior é você assumir publicamente que torce para o Palmeiras, em duas palavras: ovelha negra :). Eu admito que temos na família São Paulinos e Santistas, mas Palmeirenses? Bom, era isso que tinha a dizer, vou voltar para meus animes ninjas. abraços. Rodrigo

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