Sonho natalino
Estamos em meados de dezembro, época ideal para fazer posts declarando meu amor à humanidade. Mas vocês não contavam com o fato de que eu não tenho televisão e nem rádio. Logo, I’m not in the mood.
O que uma coisa tem a ver com a outra? Pasmem com o que eu constatei após passar quase um ano sem essas mídias: é impossível entrar no clima natalino sem o estímulo das propagandas. Quem nunca chorou com um comercial de peru (e eu nem gosto de peru...)? Sim, até os anúncios de ofertas de supermercado ajudam a gente a se emocionar e a esperar ansiosamente pelo dia 25 de dezembro!
Faço, então, um agradecimento especial aos publicitários, que possibilitaram o meu sonho natalino durante a infância. Foi um inferno para os meus pais, principalmente quando eu inventava que queria casa da Barbie, boneca que chorava, bicicleta e tantos outros brinquedos absurdamente caros, mas, para mim, foram anos felizes.
(Como é lindo o egocentrismo da juventude classe-mediana!)
**
Como vocês podem ver, após passar tantos meses sem atualizar o “dov’è il latte?”, eu perdi completamente a mão para escrever em blog – na verdade para escrever qualquer coisa. É justamente por isso que eu retorno. Preciso praticar em público, para ter feedback e saber onde melhorar. Eu lhes proponho o seguinte pacto: volto a atualizar o blog semanalmente se meus antigos e fiéis três leitores voltarem a acessá-lo, que tal?
É um pedido bem sincero de uma aspirante à beira do abismo do fracasso. Pensem no espírito natalino, na família reunida, nos presentes legais que vocês vão ganhar (porque em propaganda de TV nunca tem aqueles presentes-constrangimento) e digam sim!
**
Considerando todas as oscilações pelas quais “dov’è il latte?” passou nos últimos três anos, entendo que estejam receosos. Qual deve ser a linha do blog daqui em diante? A princípio penso em continuar o que fazia nos meses áureos (houve isso?): resenhas de livros e filmes + ficção + futebol + política + bobagens.
A única mudança é que espero falar um pouco mais de literatura daqui em diante. Embora ache que essa abordagem seja um tiro no pé – acompanhem o raciocínio: quem gosta de ler não gasta tanto tempo na internet; se eu ficar aqui postando não serei boa leitora e não terei sobre o que escrever –, quero tentar. É isso que os jornalistas, em geral, fazem: escrevem apenas sobre o que julgam importante, sem nunca terem perguntado isso ao público, e depois ficam indignados de os jornais não venderem.
**
Perspectivas interessantes para o ano que vem.
Estou tentando parar de ser grossa, hedonista, egocêntrica, prepotente (o velho pacote “eu sou o máximo”). E acredito que eu vá conseguir isso não pela ciência, mas pela religião. Só espero não me tornar uma Elizabeth Gilbert – autora de “Comer rezar amar” – com sua busca fajuta por espiritualidade. De que adianta encontrar um sentido para a vida e não saber juntar nem A + B para escrever um livro que preste?
(Caíram da cadeira após saber que eu comecei a ler esse livro ridículo? Perdão Machado!)
No começo do ano devo viajar para Manaus.
A partir de fevereiro, inscrevo-me no Mestrado em Estudos Literários.
Do mais, sem planos para a minha vida pessoal – everything can happen (I hope so!).
O que uma coisa tem a ver com a outra? Pasmem com o que eu constatei após passar quase um ano sem essas mídias: é impossível entrar no clima natalino sem o estímulo das propagandas. Quem nunca chorou com um comercial de peru (e eu nem gosto de peru...)? Sim, até os anúncios de ofertas de supermercado ajudam a gente a se emocionar e a esperar ansiosamente pelo dia 25 de dezembro!
Faço, então, um agradecimento especial aos publicitários, que possibilitaram o meu sonho natalino durante a infância. Foi um inferno para os meus pais, principalmente quando eu inventava que queria casa da Barbie, boneca que chorava, bicicleta e tantos outros brinquedos absurdamente caros, mas, para mim, foram anos felizes.
(Como é lindo o egocentrismo da juventude classe-mediana!)
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Como vocês podem ver, após passar tantos meses sem atualizar o “dov’è il latte?”, eu perdi completamente a mão para escrever em blog – na verdade para escrever qualquer coisa. É justamente por isso que eu retorno. Preciso praticar em público, para ter feedback e saber onde melhorar. Eu lhes proponho o seguinte pacto: volto a atualizar o blog semanalmente se meus antigos e fiéis três leitores voltarem a acessá-lo, que tal?
É um pedido bem sincero de uma aspirante à beira do abismo do fracasso. Pensem no espírito natalino, na família reunida, nos presentes legais que vocês vão ganhar (porque em propaganda de TV nunca tem aqueles presentes-constrangimento) e digam sim!
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Considerando todas as oscilações pelas quais “dov’è il latte?” passou nos últimos três anos, entendo que estejam receosos. Qual deve ser a linha do blog daqui em diante? A princípio penso em continuar o que fazia nos meses áureos (houve isso?): resenhas de livros e filmes + ficção + futebol + política + bobagens.
A única mudança é que espero falar um pouco mais de literatura daqui em diante. Embora ache que essa abordagem seja um tiro no pé – acompanhem o raciocínio: quem gosta de ler não gasta tanto tempo na internet; se eu ficar aqui postando não serei boa leitora e não terei sobre o que escrever –, quero tentar. É isso que os jornalistas, em geral, fazem: escrevem apenas sobre o que julgam importante, sem nunca terem perguntado isso ao público, e depois ficam indignados de os jornais não venderem.
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Perspectivas interessantes para o ano que vem.
Estou tentando parar de ser grossa, hedonista, egocêntrica, prepotente (o velho pacote “eu sou o máximo”). E acredito que eu vá conseguir isso não pela ciência, mas pela religião. Só espero não me tornar uma Elizabeth Gilbert – autora de “Comer rezar amar” – com sua busca fajuta por espiritualidade. De que adianta encontrar um sentido para a vida e não saber juntar nem A + B para escrever um livro que preste?
(Caíram da cadeira após saber que eu comecei a ler esse livro ridículo? Perdão Machado!)
No começo do ano devo viajar para Manaus.
A partir de fevereiro, inscrevo-me no Mestrado em Estudos Literários.
Do mais, sem planos para a minha vida pessoal – everything can happen (I hope so!).
Desde que eu tenho banda larga, não fico influenciado pela tv. Agora ainda mais, que faz uns meses que a tv pifou de vez, hahaha.
ResponderExcluirPronto, tô acessando ai, agora escreve mais. ;)
(na verdade acesso só pra comentar, que ler mesmo, eu leio pelo feed, hehehe)
Um dos 3 sou eu?kkkk
ResponderExcluirEu nunca deixei de ler nenhum post e estou de volta à ativa!
ResponderExcluirAdorei o azul e garanto: eu entro no clima natalino sozinha e já no final de outubro! Adoro!
Suelen, seu blog é muito bom :)
ResponderExcluirSim, nós publicitários somos a alma deste mundo. A vida, e as festas, seriam mais tristes sem nós.
ResponderExcluirNão fico chocado que você tenha lido C.A.R, mas tô pensando que porra você vai fazer em manaus. Trás uns eletrônicos! umas fita k7!