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Final feliz?

Pesquisas com células-tronco embrionárias são liberadas Depois de três anos de debates, estudos podem voltar a ser desenvolvidos sem restrições Está oficialmente decidido: as células-tronco embrionárias podem ser utilizadas em pesquisas – desde que estejam congeladas há mais de três anos e haja a autorização de seus genitores, como a Lei de Biossegurança especificava já em sua criação, em 2005. Na noite dessa quinta-feira (29), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, anunciou o resultado da votação, que foi acirrado. Dos 11 ministro, seis foram contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade – processo movido pela Procuradoria-Geral da República para anular a validade a lei que ampara as pesquisas. No fim, prevaleceu o argumento levantado pelo ministro Carlos Ayres Britto: “Um embrião congelado, que jamais será gerado, não pode gozar dos direitos de proteção da vida e da dignidade da pessoa humana”.

O lírio e a camélia

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Um olho no espelho vê o lírio. O outro, voltado para a sombra dançante na parede, vê a camélia. O lírio é rígido, correto, simples e sem excessos. Vive bem enraizado, próximo ao chão, cercado por seus iguais. Não tem pretensões. É constante, bondoso, eterno. Tem uma beleza tão crua, rústica, quase masculina. Virginal, nada esconde, nunca cede. Velado em sua santidade, morreria numa câmara nupcial. Foi feito para os santuários e as capelas, em honra a damas tão íntegras quanto ele. Fruto banal dos campos, há em sua seiva um misticismo que se perpetua intocado. A camélia já nasce nas alturas, aspirando ventos mais leves e velozes, pronta para saltar ao primeiro chamado. Poderiam olhar para ela e dizer "Que florzinha à toa, brota em qualquer canto, nada de especial tem!". Alguns até o fazem, mas basta deterem-se um segundo a observá-la que logo se rendem a seu balançar leviano. Camadas brancas em profusão, feito os saiotes da dançarina de cancan, que se oferece sem amor, só...

Foi mal

Preciso me retratar com a torcida do Palmeiras. Gente, desculpa por ter ido ao jogo e, com o meu pé-frio do c******, fazer o nosso time do coração perder. Admito que foi por egoísmo. Da outra vez até que não. Eu nunca havia visto o Palmeiras em campo ao vivo e tinha a curiosidade. Ok, perdoada. Mas hoje era desnecessário; eu já conhecia o ambiente, o clima e a "cara" do time. Insisti em ir só para estar um pouco mais perto dos meus ídolos - principalmente do Valdivia, que não estava no jogo contra o Atlético, do Gustavo, do Martínez (nunca vou esquecer aquele beijinho que ele me mandou...) e do Marcos. Mas decidi: futebol agora só pela TV, ok? Não quero pôr em risco a nossa taça do Brasileirão 2008.

Dor de jornalista

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A moléstia que ataca minha classe profissional não pode ser outra senão a no estômago. Sinal de estresse, má alimentação e ingestão de todo tipo de veneno – inclusive o exalado pelos semelhantes. Eu não pretendia (e não pretendo!) fazer este post como um desabafo pessoal. Mas só tive essa rápida recaída, por causa da última atualização desanimada da minha amada Regatinha. Fiquei desanimada também. Além de ter a mania de tomar para mim a dor dos outros – sim, sou hipocondríaca convencional e emocional –, sempre que leio o blog da minha amiga, ela deixa tantas críticas codificadas que morro de medo de me encaixar numa delas e ser tão tonta a ponto de nem perceber. Bem, mas o que eu tinha a dizer já está dito. Vamos à idéia original do post. ** Seguindo a moda por aí, estou revendo alguns dos meus conceitos. A primeira mudança, talvez a que mais diga sobre minha essência, descrevo agora. Scarlett O’Hara não é mais a minha musa inspiradora. Troquei-a por Maria Moura. Conhecem? P...

Thanks god and mammy!

Gostaria de agradecer a todos que acompanharam a série de reportagens idealizada e editada por mim. Quem não faz a menor idéia do que estou falando, basta entrar aqui - http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/node/3326 -, que tem a introdução com os links para as quatro matérias. Sem querer parecer metida, mas com a bola cheia (sem dúvida!), cada elogio ao trabalho dos meus repórteres me fazia sentir como se fosse direcionado a mim mesma. É triste não ser a pessoa quem escreveu os textos, mas ter pensado em títulos (alguns me levaram muito tempo; há testemunhas), encontrado fotos (imagens boas com créditos são uma raridade no Google), checado dados e enchido de alterações vermelhas todos os parágrafos no Word me faz sentir um pouco mãe dessa produção. Como cereja no bolo dessa despedida, segue o comentário da nossa ombudsman: "Além disso, no on-line a editoria [de C&T] está atraente. A arte e a ciência sempre foram à frente de seu tempo a partir da criatividade e o especial...

Jabá

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Maravilhosa esta foto, não? Nem sei de onde é, peguei apressadamente no Google, mas, se fosse arriscar, eu diria que é de algum filme que conta uma das histórias de Arthur C. Clark ou de H. G. Wells. Ficaram com vontade de locar um filminho trash de ficção científica ou pegar um livro com uma história absurdamente inverossímil para ler? Pois aproveitem que hoje é Dia do Livro para acompanhar a série de reportagens sobre autores visionários e suas obras dentro desse gënero. A introdução já tá no site - www.jornalcomunicacao.ufpr.br - e, a partir desta noite até sábado, sairá uma matéria por dia. Tá bem legal, vejam lá! Eu não sei fazer propaganda, mas espero ter convencido alguém. Vamos lá dar uma força para os meus repórteres, que se esforçaram tanto para concretizar o meu plano maluco de fazer essa série.

Um exemplo para os cães de todo o mundo

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Nas fotos, Laika, a primeira cachorrinha que foi enviada ao espaço, há 50 anos. Após algumas horas em órbita (entre 5 e 7), ela morreu devido ao estresse e ao superaquecimento. Por que ninguém nunca se lembra desse detalhe sórdido na hora das homenagens? ** Só expressando minha frustração de não poder citar o caso dela numa matéria sobre viagens espaciais - nem fui eu quem escrevi, sou só a editora...

A última palavra em tecnologia de telecomunicação

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Vocês ainda não conhecem? Que absurdo, em que mundo vivem? Apresento-lhes, então, a última palavra em tecnologia de telecomunicação: o Telefone Espanta Jornalista. Funciona de um modo bem simples. Este aparelho não tem base, portanto, está sempre fora do gancho. Assim, você passa o número dele para o jornalista idiota que pergunta demais, o otário vai ligar o dia todo para você e só vai ouvir o detestável tu-tu-tu. Além de se livrar dos capachos da imprensa, você ainda os faz perder um tempão, se irritarem e destruirem o estômago com café e calmantes. Adquira já o seu! Disponível nas melhores lojas especializadas.

Você está numa taberna, e de repente...

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Ah, a máxima situação clichê num jogo de D&D. Mas não podíamos viver sem ela. O que seria do herói bárbaro e sem caráter se não fosse aquela cerveja na caneca suja? Muitas mocinhas ficariam sem serem salvas, muitos magos continuariam aterrorizando vilas impunemente, e pior: nossos protagonistas, que geralmente nunca têm nada em comum, provavelmente não se encontrariam para dar início à campanha. A preguiça e a veneração se misturam no meu ato. Li esta semana a matéria abaixo na revista piauí e a achei muito boa. Talvez o meu envolvimento pessoal com o assunto - afinal, comecei a jogar RPG na adolescência e, através dele, consolidei muitas das melhores amizades que possuo hoje e até encontrei um namorado! - tenha feito o texto me surgir tão atraente, mas julguem por si próprios. ** O senhor dos nerds Gary Gygax, o criador de Dungeons & Dragons, tornou possível que milhões de adolescentes desajustados pudessem fazer amigos enquanto criavam mundos e personagens fantásticos...

Domingo no parque

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Não, foi domingo em casa mesmo. Cozinhando, limpando e lavando. Mas, sei lá por que, me lembrei da música do Gilberto Gil. É de conteúdo simples, mas tem uma forma bem interessante. Quem não conhece, veja lá. E também fiz uma analogia mental ao fato de hoje ser domingo e ao papel de parede que estou usando no PC (essa ilustração acima), que parece acontecer num parque. Se estiverem aí à toa, abram mão de alguns minutos para observar essa cena. Para começar, ela me lembra outra música do repertório popular brasileiro: Todo domingo Havia banda No coreto do jardim E já de longe A gente ouvia A tuba do Serafim Porém um dia Entrou um gato Na tuba do Serafim E o resultado Dessa "melódia" Foi que a tuba Tocou assim: Pum, pum, pum - miau Pum, pururum, pum, pum - miau Pum, pum, pum - miau Pum, pururum, pum, pum – miau Conhecem? Essa é da época em que eu cantava no coral da escola (no remoto ano de 1997, acho). Logicamente, me veio à mente por causa dos gatinho...